20/05/06

Um conto de Frederico Lourenço na praia ao final da tarde

Frederico Lourenço,in A Formosa Pintura do Mundo

"... para poder encontrar-me a mim mesmo,tive primeiro de me perder.Tive de chegar ao pleno vazio de mim.Não foi um vazio imóvel,um compasso de espera na dança do ser:o meu vazio foi um rodopiar imparável de dinâmica negativa,que desistir surgiu,por fim,como premente solução lógica de acabar de vez com o tormento daquele excesso giratório..."

Na Bahia me encontarei!




A tragédia grega ensina que o amor não deve atingira a própria medula da alma.

Na vida de alguns de nós,de preferência uma única e repetida vez,a medula é atingida pelo amor.
Felizes os que sobrevivem à duplicação do tamnaho do coração no peito.

1 comentário:

penalva disse...

Com esta surpreendeste-me. A citares o Frederico Lourenço! Este editou um novo livro - A Máquina do Arcanjo - que até é barato (€7 aproximadamente) para uma leitura vespertina.
E, plagiando-te, escreve Frederico Lourenço: A homossexualidade nunca se me afigurou profana. Nunca vi outra coisa em namorados (ou em parceiros ocasionais) que não irmãos em Cristo; ser-me-ia estruturalmente impossível não respeitar, em cada gesto sexual, o divino na pessoa humana. nunca concebi a homossexualidade como outra coisa que não um nome diferente para hombridade.