24/09/07

O absurdo Brasil

O Caco ofereceu-me o Estrangeiro de Albert Camus. Li-o. Fiquei cheio de azia como se fosse indigesto. Procurei-o...

Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor e filósofo nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Filho de um francês e de uma espanhola, cedo Camus já conhece o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914 na batalha do Marne durante Primeira Guerra Mundial. Sua mãe então foi obrigada a mudar para a cidade de Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de árabes.
O período de sua infância, apesar de extremamente pobre é marcada por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em o "Avesso e o Direito". Mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam além do próprio Camus, seu irmão que era um pouco mais velho, sua mãe, sua avó e um tio, um pouco surdo e tanoeiro. Profissão esta que Camus seguiria se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária M. Germain, que viu naquele pequeno pier-noir um futuro promissor. Sua família no começo não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária, fazendo parte de uma família pobre, o próprio Camus diz que no começo foi difícil para ele essa decisão, pois ele sabia que a família precisava da renda do seu trabalho. E que ele deveria ter uma profissão cedo, e que trouxesse frutos, como a profissão de seu tio. No fundo Camus também gostava do ambiente da oficina onde seu tio trabalhava. Há um conto que escrito por ele que tem como cenário a oficina, e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora para ajudar no sustento da casa. E durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que o ganhador do prêmio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Ambos os professores ganham livros dedicados à eles. Jean Grenier por exemplo tem "O Homem Revoltado" dedicado a ele. A tese de doutoramento de Albert Camus,Foi sobre Santo Agostinho.
Mas neste momento o absurdo da existência se manifestou mais uma vez na vida de Camus. Após completar o doutoramento, e estar apto a lecionar, sua saude lhe impediu de se tornar um professor. Uma forte crise de tuberculose se abateu sobre nesta época. Ele já era tuberculoso a já algum tempo. Esta doença lhe deu a real dimensão da possibilidade cotidiana de morrer, o que é fundamental no desenvolvimento de sua obra filosófica/literária. E a tuberculose também o impediu de continuar a praticar um esporte que tanto amava e lhe ensinou tanto: Camus era o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. E seu amor para com o futebol seguiu-o durante toda a vida. E uma das coisas que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil em 1949 foi o amor do brasileiro pelo futebol.
Sob estas diretrizes, não é sem sentido que sua obra (filosófica e literária) tenha o absurdo como estandarte.À grosso modo, seus livros testemunham as angústias de seu tempo e os dilemas e conflitos já observados por escritores que o precederam, tal como Franz Kafka, Dostoiévski. Esta proximidade entre Camus e estes dois autores evidencia uma cadeia que se estende até os dias atuais, indica a fonte de um movimento heterogêneo - abrange arte, teatro, literatura, filosofia -, que por conveniência poderemos identificar como a estética do absurdo. Alguns ilustres filiados a este movimento cujo foco é o absurdo são eles: Samuel Beckett e Eugène Ionesco.
Conhece Sartre em 1942 e tornam-se bons amigos no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro "O Estrangeiro" sobre o qual Sartre escreveu elogiosamente, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia em uma festa em que os dois estavam, Camus se apresentou ao Sartre, dizendo-se o autor do livro. A amizade durou até 1952, quando a publicação de "O Homem Revoltado" provocou um desentendimento público entre Sartre e Camus.
Camus morreu em 1960 ao sofrer um acidente automobilístico. Em sua maleta estava contido o manuscrito do "O Primeiro Homem", um romance autobiográfico. Por uma ironia do destino, nas notas ao texto ele escreve que aquele romance deveria terminar inacabado. Em seu bolso constava um bilhete de comboio para sua viagem para fora do país, sob razões até hoje nunca esclarecidas.

Gostei de me encontrar com Camus numa altura da vida em que, muito mais sereno e tranquilo que nunca, procuro entender porque vim para este continente, ou porque a vida me tem trazido daqui para acoli, e de novo para acolá, subindo e descendo caminhos infindos que se estendem e crescem cada dia, arrastando-me sem piedade, ou carregando-me com doçura ha 40 anos.

...Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade.

“Acho que tudo está bem”, diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo está perdido, que nem tudo foi esgotado.

«Os tristes têm duas razões para o ser: ignoram ou esperam»

Mameto Ela come mixirica...

A sogra chegou. Traz as mesmas notícias velhas de Lisboa. Está bonita de cabelo branco, igual a ela mesma.

A zitinha armou o burro e o Mário mediu forças.
Leu-me ela numa revista Vogue que os baianos apenas gostam de ser baianos e nada mais.
Verdade absoluta. Ser baiano tem um misto de tudo e de nada,de indolencia e de movimento, de inercia e de luta, de ignorancia e de conhecimento profundo,apenas se desfaz e se manipula na presença de uma caixa de som, ou de dois copos de cachaça. Com estas duas essências se manipula todo este povão que resistiu ao chicote durante 400 anos, mas não resiste ao pagode. Fácil, barato e dá milhões.

Houve parada gay em Lauro de Freitas
Gay mesmo era só eu. Tudo o resto era o povão atrás do dito som e cachaça... Na hora de beijar... as bolas de sabão esvoaçavam pela praia.


Maria João de Oxalá

Tenho muitas saudades da Maria João. Dizem-me que perdeu o sotaque de desenho animado, mas não perdeu concerteza a inteligência e o que traz de nasceça e esperamos possa frutificar. Epa BABA.


Feios de todo o mundo... enalteçam-se
Tenho alguns empregados bonitos, outros feios e outros ainda mesmo muito feios... Esses mais feios apresentam constatemente no pescoço sinais de chupões... o que confirma a minha tese... sobretudo depois da passagem de modelos da Io com um tal de Malvino Salvador, os feios são mais aplicados.

1 comentário:

tresdetrinta disse...

A Maria tb tem muitas saudades tuas e vossas. Envia-me o teu e-mail para eu poder dar-te o dela. vai ao blog ler o sonho dela. Bjs [S]