08/10/06

Oh diabo!-Que Praga.


Para perecber porque os Estados Unidos da América permanecem uma imensa sociedade provincinana,preconceituosa,infantil, paroquial e até mesmo ingénua há que assistir a filme do momento:
"O diabo veste Prada".
O filme em nada difere das inúmeras novelas das 6,das 7 e das 8 horas aqui no Brasil, só que desta feita com um guarda-roupa melhorado.
Não tem estória,nem interesse,nem intriga,nem trama,nem suspense.
É um enorme desfile de moda inacessivel, e, de clichés dejá vus, com a cidadezita de Paris,tão idolatrada pelo imaginário americano(e brasileiros),uma cidade para turista, de fachada, com um enorme vazio e aborrecimento intelectual e cultural.
Como se tudo isto ainda não bastasse,em pleno século XXI ainda fazem filmes com moral da história,como se o mundo se dividisse entre branco e preto, bons e maus.
Os personagens são arquétipos do mais elementar que já vi(tipo redacção da minha filha) e assim, não há quem não se identifique com um,com outro, ou com todos.
Conheço uma bicha,filha de mulher com gosto de porteira de Vale Milhaços, que compra Tshirts Prada e que dirige um escritóriozito de contabilidade,que afirmou perentório que a mãe, com 40 e aparentar 55, era a incarnação de Miranda Pristley:-Foda-se!
Para piorar tudo no final,como na Gata Borralheira,vencem os bons.
Toda a gente boazinha no filme é bonita,toda a gente mázinha é feiota e os vulgares como eu ,são gays.
Um perca de tempo,uma tristeza de filme.Destestei.
Quanto à Meryl Streep, estou zangado com ela.
Dizem que faz um desempenho maravilhoso.É verdade mas era só o que faltaria,uma actriz daquele gabarito enrolar o papel em cuspo.Aliás o filme é tão mau que, o desempenho de Streep consome todos os outros.
Meryl,sei que ficarás aborrecida comigo mas, não vou relevar-te esta nódoa na tua carreira, e, estarei desconfiado de ti nos próximos três filmes.
A acrescentar a esta tragédia da noite de sábado à noite ,junta-se o facto do cinema ser num centro comercial de gosto pseudo-chic-kitch-saloio-feio,onde se faz fila para tudo, desde a pipoca até aos lugares que não são marcados (um must da Bahia).É uma daquelas salas igual a qualquer cinema de Dallas ou Ohio,com gente feia por todo o lado, envergando trajes que podem ir da noite em casino,aos pneus michelin,traje de praia e indefenido,tactel, fato de treino fresco,sempre rematado por vernizes exuberantes e cabelinhos de sonho com brincos árvore de natal agora ampliados pelas duas horas de desifile de modelitos, a usar aquelas roupitas que só lhes fica bem a elas.
Uma tragédia.
Quero crer que tamanha banhada foi encomedada (e paga) pela Miucha...o povo,esse adora...

2 comentários:

Anónimo disse...

Só mesmo 1 texto à Lagarto para me por bem disposto... abraco e saudades. carita

penalva disse...

estás bem? a dizer mal de paris? :)