27/12/06

ARREGAÇA E ABAFA



caminho duro e ingreme
abafa o ar de meu peito
dai-me de novo um leito
onde o alento da boca seja o luar
Que cessem as dores,
a ma sorte que assim quis,
repouse o coração em paz
e devagar suba de novo a ladeira
sem o ar do peito abafar



NATAL DA BAHIA...
Detestei.Não gosto de NATAL com calor, nem com este sabor a moche a a rapariguinhas de shopping.Realmente só os europeus sabem comemorar o Natal.Tdo o resto é exportação não certificada.
Talvez o Natal menos Natal desde que nasci...




Morreu o ORPHEU...

Ao fim de 7 anos na convivencia da nossa familia morreu o Orpheu,fox terrier muito enérgico e valente.
Adaptou-se bem ao Brasil e oa facto de não ter uma das pernas traseiras.Comia caranguejos vivos e tinha dava tudo por uma boa briga.
Mordeu o rabo do Zé e ficou pregadao nas nalgas dele rodopinado qual carrossel.Antes quebrar que torcer.


Doutorzinho
Doutoezinho é a pomada dos pobres.
é uam caixa com um creme beige,(desconfio sempre de merdas beiges.Beige é cor de peido) e cheira a VikVaporub.
Trata de todas as maleitas.
Se partir um pé,tiver diarreias,apneias dos sono,sinusite,use Doutorzinho.



Moto Táxi

Hoje foi a minha primeira experiencia de moto Táxi.Pus o capacete que ja passou por centenas de cabeças, respirei fundo e ai vim eu do Shopping até casa.A Dora Célia está ao serviço da Gula Santa e por isso como não tenho dinheiro,não posso comprar outro carro.Viva o Brasil.
enfim...agarrei o Cristainao pelas ancas e la vim eu pela etrada do coco abaixo,não sem uma pontinha de lascivia,até parar frente oa pé de jmabo,onde a vizinha da frebte de imediato gritou,De Mototaáxi??isso é perigosissimo.


Gula SAnta Gastronomia


Abre e fecha,parece as portas de um elevador.
O começo tem sdo dificil mas agora não há como voltar atrás.
O Shopping continua de feição e nem a um nem a outro faltam clientes...nem trabalho...que nos suga toda a outra vida.

24/12/06

NATUM VIDETE REGEM ANGELORUM


SO AGORA LARGUEI O FOGÃO E O BACALHAU...600 DOSES POR ENCOMENDA...


Solstício de Verão ou de Inverno Nem dei conta...Natal com calor...muito confuso...


ENFIM ....


FELIZ NATAL

06/12/06

NOTICIAS BREVES


Assim creio que podem entender porque chamamos a esta casa a
CASA DO PÉ DE JAMBO.



Sábado abre a GULA SANTA GASTRONOMIA
um novo espaço para gastronomos e para degustar em português.Todos os dias temos bacalhau...


Tiago casa dia 8.

De longe envio um abraço e o desejo que a felicidade os viste.
Uma baraço para a Sofia e o Zé que levaram o barco a bom porto e um muito especial ara a minha querida Madrinha
Dona Leonor d'Oliveira Lagarto Fortio, Marquesa do Alegrete.
Beijos do verão BaiAno.


Coronel, Presidente,Diector- geral,
GONÇALVES DA COSTA

Dizem -me que se foi embora sem uma grande festa.
Injusto.
Dividiu, serenou , arrumou e teve a lucidez para entender sempre o que pode, e o que não pode ser mudado por que não dpeendia dele.
Numa casa onde todas as putas brigam soube orientar sem que ninguém perdesse a face.
Tenho a maior considerção.

Depois de mim virá...

Espero recebe-lo aquei na Bhaia como amigo do coração.

03/12/06



João anunciou ,Preparai os SEUS caminho.

Começa hoje a espera do Natal,caminho astral,solsticio de Invero/Verão,tempo de reencontros,festa pagã do SOL.

O Caminho é longo ,inclinado,doloroso,pedrenoso e eu estou tão cansado...

Quem me chega um pote de água para beber?

26/11/06

The Queen





Já sei que so vou ver daqui a seis meses mas quero ver.....

Send her victorius happy and glourious..

DIA 8 de Dezembro,dia de Nossa Senhora da Conceição,Padoreira Principal e Rainha de Portugal abrirá o esaço gourmet da Confeitaria Gula Santa.
A ulcera é atacada diariamente a sumo de couve mineira,mas achamos que vai resultar se Deus e os Orixás assim o permitirem.
As coisas correm de feição.
Ao Caco cabe a maior responsabilidade que é a decoração final do espaço.


Kamugira
Vem que fazes falta.Não pertences a Lisboa,tu és AFRIKEN.

Carita,

Pagam-te para seres infeliz?


Caterer Gula Santa


Fiz um jantar para 50 pessoas.
Fritei um filé de frago com pimentão mel e vinagre.Chamei-lhe Saint Martin. Foi o que me ocorreu..

Uma das convivas assim que me viu disse logo que já tinha comido filé de Frango Saint Martin em Paris, mas que o meu era melhor...
Coitado do saint martin e do frnado batizado no Buraquinho....

24/11/06

Se ao menos olhassem e vissem...

Visitas no Pé de Jambo

Já não faltam muitos dias para a minha mãe, minha irmã e meu sobrinho me visitarem.
Tenho saudades.Agurado ansisoso.

Dia 8 de Dezembro vai inaugurar a casa de Chá Gula Santa aqui em Villas do Atlântico.
Deram-se inicio aos trabalhos de preparação de tudo incluindo dos menús...



Transamérica...


Desculpem.Eu sei que o filme já rodou muito mas só ontem consegui ver...
Lembro-me sempre da minha amiga Zé Campos que muito me ajuda e ajudou a aceitar as diferenças nas pessoase a olhá-las como elas são...Admiro os travestis e os transexuais, os mais corajosos e discriminados do povo GBLT.

Quando for velho, se pintar o cabelo como a mãe de Bree, ou Herman José, internem-me.


- Como se sente sobre seu pênis?- Eu não gosto nem de olhá-lo.- E seus amigos?- Não gostam tampouco.
O engraçadíssimo diálogo acima, proferido logo no início do filme por Bree Osborne (Felicity Huffman) e um psiquiatra (Danny Burstein), mostra bem o espírito de Transamérica, escrito e dirigido pelo estreante em longa-metragem Duncan Tucker: a leveza, mesmo se tratando de um assunto sério e polêmico, o transexualismo.
Em um ano em que a indústria americana, principalmente a de filmes independentes, resolveu tratar de temas gays, geralmente oprimidos dentro das gavetas dos executivos, como O Segredo de Brokeback Mountain e Capote, Transamérica surge, a princípio, como o mais marginalizado de todos. Afinal, se homossexuais de chapéus e esporas já são difíceis de serem aceitos, imaginem um que realmente quer virar mulher!
Sim, esse é o sonho de Bree: se livrar da genitália e se tornar definitivamente uma mulher. Quando tudo se encaminhava para a operação, surge uma notícia bombástica em sua vida: quando ela ainda se chamava Stanley, concebeu um filho que jamais soube existir. E pior, o garoto está preso em Nova York acusado de prostituição e porte de heroína. Sua terapeuta (Elizabeth Peña) então decide só assinar a autorização da cirurgia depois que Bree vá conhecer o garoto.
A futura transexual então decide viajar de Los Angeles, onde mora, até Nova Iorque, a fim de livrá-lo da cadeia. Decide voltar de carro para casa e também deixar o rapaz, que não tem para onde ir, com familiares, para que este possa receber a educação e atenção que jamais pôde dar. Entram então dentro de um carro velho em uma viagem pela fronteira com o México, com Bree incapaz de identificar-se como pai do garoto Toby (Kevin Zegers, aquele garoto da cinessérie Bud – O Cão Amigo, bem crescidinho), se apresentando como uma missionária religiosa.
É nessa viagem que ambos se conhecerão, se aproximarão e descobrirão finalmente o sentimento entre pai (ou seria mãe?) e filho. Assumindo-se como um road movie previsível e convencional, às vezes um melodrama com pitadas camp, o filme se sustenta graças a uma interpretação sobrenatural de Felicity Huffman. Ela, mais conhecida como uma das protagonistas da telessérie Desperate Housewives, nunca tinha conseguido uma grande oportunidade, oportunidade essa que finalmente surgiu com esse filme e no qual brilha absurdamente. Sua composição discreta e equilibrada transparece verdade, sem nunca cair na caricatura, e um desavisado qualquer ficaria na dúvida se é um homem ou uma mulher interpretando a personagem (algo que agora vai ser difícil de acontecer, já que o filme acabou conseguindo projeção na mídia – inclusive acabou sendo indicado a dois Oscar, de melhor atriz e melhor canção).
A personagem Bree, por incrível que pareça, é a mais conservadora do filme! Sua postura, suas ideologias e sua forma de encarar a vida não poderiam ser mais de direita! Até sua forma de vestir é antiquada, o que provavelmente deixará o espectador mais atento bastante confuso. Todas essas nuances para com a personagem, méritos de um roteiro perfeito nesse aspecto, encontram na atuação de Huffman o veículo ideal. Aliás, não tenho palavras para definir melhor o que é ver essa mulher em cena. Digna de estar no panteão das melhores atuações da história do cinema, Huffman me conquistou completamente. Virei fã.
Uma pena que o filme do Tucker não siga o brilhantismo de sua atriz principal e peque em vários momentos. Como, por exemplo, aturar a cruel e cômica mãe de Bree (vivida por Fionnula Flanagan, mais conhecida como a governanta misteriosa de Os Outros), que parece ter saído dos piores melodramas latinos? Ou a falta de maior ambição do filme, que poderia aprofundar alguns dos temas propostos, mas prefere se manter na superfície.
É claro que no filme há várias qualidades indiscutíveis. Duncan Tucker, que já tinha familiaridade com o tema homossexual (dirigiu um curta-metragem gay, The Mountain King, que integra o longa Boys To Men), não deixa de criticar o conservadorismo da sociedade americana, ao mostrar Bree deslocada do convívio social. Também desenvolve bem a relação entre ela e o filho, mostrando as sutis e bem humoradas mudanças de comportamento que um e outro vão tendo no decorrer do longa. E, só por tratar de um tema tão polêmico como esse, já valeria o nosso respeito. Com Felicity Huffman então, vale os nossos aplausos.


Música do momento


A música do momento é sobre cabeças...não percebi de que...

oiço repetidamente enquanto cozinho na arai de buraqueinho

"...só as cabeças
só a cabecinha..."
não sei se são de cravo,mas o refrão continua:


"...no movimento do quadril..."

Nem Fernando Pesssoa conseguiria tornar as palavras, quadril,verilhas ou axilas interessante ou bonitas.
Os baianos conseguem...

19/11/06




O que vestir?

Uma das coisas que a Bahia tem com muita graça é a ausência total de noção do que deve ser vestido para cada ocasião.
Trata-se antes de mais de uma coisa prática,algo que te trará conforto ou desconforto,para além de projectar uma imagem de ti mesmo agradável ou desagradável.
Não estou sujeito às tiranias em que fui criado, do que se pode e não se pode, mas tudo tem um limite.
As mulheres aqui ,sobretudo as da classe média optam geralmente pela versão "over dressed".
Acham que isso as torna chics. Ontem mesmo no aeroporto estava uma muher para embarcar,em cima de uns saltos agulha de 15 cm, com um vestido verde cintilante cheio de brilhos e um laço na cintura,como se fosse para um cocktail de embaixada em qualquer fim de tarde.
Já o seu marido, tinha optado pelos calções com muitos bolsos, a tshirt com qualquer conversseta americana,tenis e meia branca de desporto...
Imaginem quando passearam de braço dado antes do embarque.

Os homens vestem invariavelmete calções,tshirts,chinelas ou tenis que podem atingir preços exorbitantes.
Todos usam boné de pala,independentemnete da hora do dia,à mesa ou até numa igreja.Para estes o topo de gama chic é usar um camisa com botões e unsmocassins á italiana de couro beije com calça preta.
Se formos ao cinema, a roupage refina e assitiremos a um desfile de moda que vai do tactel, à seda, aos laços e maquillages variadas , aos milhares de camisas de alças de fazer jogging, aos espera-maridos em voile,etc.
A qualquer hora do dia se vêem mulheres como se fossem a um jantar formal.As próprias estrelitas Mercury e Sengalo estão sempre com roupa de cocktail a qualquer hora do dia ou da noite e cabelinhos lisos de sonho.
Deixando de lado a classe de tira ondas e de metidos,passamos ao povão.Aí tudo se torna mais divertido.
A mini-saia em ganga e a Lycra são reis ,independentemente dos penus e dos quilos que tenham.
Qualquer mulher veste o que lhe dá na gana sem qualquer ligação com a sua realidade corporal.
Se acharem que um top cerize vai bem por debaixo dos refegos debaixo dos braços,usam-no assim mesmo.
Se o cu der para montar um acapamento cigano,metem.no dentro de calça elástica de ganga, sem complexo ou inibição.Viva a Bahia,a Brandoa com sol.
Como não podia deixar de ser o meu Karma é pesado e a Zitinha apreceu-me ontem na loja com uma mini saia de ganga com folhos,cinto, top colorido,labios pintados,sombra nos olhos,unhas pintadas e chinelita de salto.
Perguntei-lhe de imeditao quem lhe tinha dado autorização para trajar assim.
Respondeu-me que tinha já tinha 12 anos.
Vou a correr ao livro do Dr.Spok para me aconselhar.
Quanto ao Teco,um grunhuzito com calçoes giantes e uns ténis maiores...
Ah, como me lembro do que minha mãe me dizia sempre:
-Pagarás com lingua de palmo.


Domingo
Todas as semanas penso invariavelmente que Domingo vou dormir a mnhã toda.Nada mais errado.
Às 5h50 já estou de olho abertto e pronto para a vida.A hora do sono é depois do almoço.Aí sim vem a tão desejada sesta que por estes tempos tem rareado.

Comuniquem ,ok?

A Prioste e o o Roger partiram ontem.Tinham vontade de ficar mais uns dias e nós de tê-los.
A única coisa que nos faz falta na Bahia são os amigos.
Promessas de regresso e uma mala cheia de novidades é a bagagem de cada um.
Tenho a certeza que saberão o que fazer com tamanhas novidades.
Não estivemos muito disponiveis por razões culinárias.
do blog do Roger vem esta letra de Milton Nascimento,

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

Próximas visitas na CASA DO PÉ DE JAMBO serão a Senhora minha mãe, Marquesa de Praia e MONFORTE, a Senhora minha irmã,Condessa de Sousel e o Semhor meu Sobrinho,Dom Lourenço Pires de Vasconcellos que chegarão para as festividades natalícias no próximo dia 18 de Dezembro.


STATUS QUO
É fácil ser socialite em Salvador. Ao contrário de Lisboa, pois para exercer a profissão é preciso ter festa. E já faz um tempo que a Maria João Savioti não recebe em grande estilo. Sim, uma festa é a arena do high society, o palco. O picadeiro. Claro que nos salões o termo socialite tem um sentido mais amplo, menos específico, quase nonsense. A ver. Para tornar-se um socialite de sucesso, não é preciso ser bonito, nem famoso, nem chique, muito menos educado ou de família tradicional. E o mais importante: não é necessário ser rico – aliás, dinheiro é o único artigo de luxo em falta no mercado jetset. De resto, é tudo na base da permuta. De jantares a viagens. Na alta sociedade, um sobrenome vale mais que mil palavras, o valor agregado a uma pessoa depende de como ela esteja vestida e por quem ela quer ser despida. A seguir, um guia prático para quem sonha em frequentar. . Seu guarda-roupa precisa ser essencialmente preto. Assim, ninguém repara se o look é repetido ou não. E se perguntarem de onde é, diga com segurança que é um Balenciaga. Ninguém precisa saber que na verdade trata-se de uma adaptação quase livre de preço semi-honesto assinada por Pedro Lourenço.. Repita as histórias ouvidas na festa anterior, mas substitua o sujeito. Você passa a ser a ação. E o verdadeiro dono da história passa a ser um predicado distante na sua vida.. Emita risadas falsas. Treine diante do espelho do lavabo para não soar tão falso assim. No high, todo mundo diz que é verdadeiro – até nas jóias. Desconfie.. Faça sinal de positivo com a cabeça, mesmo não entendendo uma palavra do que está sendo dito. . Não se preocupe em puxar assunto. O repertório é sempre o mesmo, as pessoas se repetem o tempo todo. Para parecer novidade, mude o tom da fala. Dê um peso mais dramático, ou trágico. Se não funcionar, apele para o canto. Funciona. . Aproveite a altura do som para falar, no máximo, duas frases com cada convidado. Concordância verbal e sintaxe estão fora de questão.. Não arrisque uma aproximação íntima com ninguém antes da quinta taça. E não fique no salão depois da décima. A sabedoria está na busca do equilíbrio. E na descoberta de um banheiro sem fila.. Nunca vá ao banheiro acompanhado (a). Não que alguém vá achar que você está fazendo sexo selvagem na pia, longe disso (até porque, em festa de sociedade é um zero a zero...). Aliás, a pia é o problema. Passe a mão sobre ela e descubra o que há por trás de tanta excitação entre os convidados.. Não fale com aqueles que você só tenha esbarrado uma vez na vida. Finja que nunca viu mais gordo – aliás, você não pode ser visto com gordos.. Gays são bem vistos socialmente. Tenha sempre um à mão, nem que seja para descer o zíper na hora do xixi. Gays também funcionam quando você não quer chegar sozinha a uma festa ou quando você não sabe o que vestir para parecer mais gostosa do que é e mais bonita que aquelazinha que andou saindo com seu ex-namorado empresário de capital médio.. Interessado em alguém? Antes de saber quem é, procure saber o que ela faz. Será decisivo na sua escolha.. Chegou à festa de carona? Tenha sempre um dinheiro reservado para o táxi. Não se iluda: a pessoa que te levou pode tranqüilamente te abandonar no salão. E o que é pior: te deixar conversando com aquela estilista deprimida que coloca zíper em tudo.. Evite fazer perguntas sobre a vida pessoal de alguém. Até porque tudo no high society é impessoal. Mas nunca imprevisível.

17/11/06

Dia de OXALÁ - SE DEUS QUISER...inch alah


Sexta-feira dia de Oxalá e o povo de santo veste-se de branco, claro está...

Amnhã,sábado é o dia mais trabalhoso da Gula Santa, mas estamos preprarados.
Após servir Bacalhaus variados fui à minha amada e querida Feira de São Joaquim...estava linda, calma por causa do horário de post pranzo,colorida e cheirosa como só ela.
Levei a Fátima e o Rogério.Adoraram.

Comprei o que tinha de ser comprado e regressei ao Buraquinho,onde cozinho todos os dias em face da bahia do rio joannes e o mar quente do litoral norte.
De noite vamos todos jantar Chez Marc Le Dantec ,cozinheiro premiado pela revista Veja de Salvador,como o melhor cozinheiro da cidade.

A Bahia tem destas c oisas...ontem não vendemos muito, mas hoje ate os palitos de madeira foram vendidos...
Este fim-de-semana é hora de pensar e tomar decisões.
Penso em menús de Natal...o meu vai ser Lagosta concerteza...

16/11/06

ANTE- SCRIPTUM



E aí vão eles montados na Dora Célia a caminho da Ribeira para comerem um gelato gigante na geladaria masi popular de Salvador....


Como diria Zeca Afoso,

O povo saiu à rua num dia assim








PÉ DE JAMBO


O verão chegou à casa do Pé de Jambo.
Não tenho tempo para escrever..a vida voltou a ser agitada e a ter stress...Todos os dias de mnhã mando o fogão à merda.Á hora de almoço deois de vender 40 pratos afago-o e à noite digo que nunca mais volto a cozinhar nem que seja para abrir uma carcaça e barrar manteiga.

Os amiguihos tem andado por aqui tranquilos e reconfortantes...

Temos feito jantardas em que invariavelmente eu ou a Dóris adormecemos à mesa.

Não pensem que é fácil,viver na Bahia é mais caro do que em Central Park em Nova York, mas mais divertido...hoje estou num dia que os mandava todos dar uma volta ao bilhar grande...ó xente

15/11/06

É BOM,mesmo MUITO BOM, ESTARMOS DE NOVO JUNTOS...



Na praia onde cozinho todos os dias, ela abraça-me e ele tira-nos as fotos com aquelas máquinas que só ele sabe entender...



A revista VEJA que tem uma edição com os melhores da cidadenas diversas categorias.
Para categoria de doces,elegeu cinco,recaindo sobre a a Confeitaria Gula Santa nascida a 21 de Setembro de 2006.
Somos uma das cinco melhores confeitarias da cidade.
O esforço, a inteligência o trabalho e adedicação alegraram a nossa rotina e o meu fogão...
Queremos fazer mais e melhor.

12/11/06

A VIDA ESCORRE...


Querido Blog,

Se houvesse internet no fogão eu estaria em permanente escrita.
Não faço nada a não ser cozinhar.Passo dia entre natas, essências,cebolas,pimentos e bacalhau.
A confeitaria é um sucesso absoluto - small is beautiful-.
Não quero ser um indústrial da empada,quero disfrutar e ter o gozo de estar a cozinhar e viver feliz.
Não foi para isto que vim para a Bahia, é certo, mas aqui todos os caminhos são misteriosos,imprevisiveis.
As mãos que me trouxeram de Lisboa para aqui saberão que fazer.
VENHA COMER UM PASTEL DE NATA.

BACALHAU?
o peixe amigo dos portugueses chama-se bacalhau saith...
Chamava-se Pitu ou Piticu,ou Bulicu ou outro nome com finalização brasileira..chegou à Bahia de barco e baptizaram--no com o n0me de Bacalhau:- Que assim seja!

A Prioste chegou com o Roger,
Passearam pouco mas já forraram forminhas de pastel,trasnportaram comida, lavaram loiça,serviram ao balcão e montram uma mesa de buffet para eventos em 10 minutos,enfim,estão aquei estão no Brasil.


Zé Campos,

O Rogério trouxe-me o livro escrito pelo teu amigo -"O último Papa"- mazona...até aqui me persegues...



CABALLION,

Ando a ler sobre os Hermetistas e Alquimistas de tradição egípcia-FIAT LUX.


OXOSSI

Ando muito interessado em ti.


Originnalis,

Espero poder ir dançar este Domingo.

30/10/06

DIA-DE TODOS-SANTOS

1 de Novembro é o dia de Todos-os-Santos foi instituído com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

Novembro significou para mim,durante 40 anos a chegada do Outuno, o frio as castanhas e o Natal.
Aqui tudo tem um diferente sabor.As férias estão à porta,o Verão está a chegar o calor aumenta e é o periodo aúreo para trabalhar na doce confeitaria.


Não vem do Sol nem da Lua a Luz que os ilumina
o Esplendor de Deus os iluminou
e o Cordeiro tornou-se para eles seu archote...

29/10/06

Domingo de Primavera

Sexo entre Homens.A tradição espartana



Um neo-anarquista e professor catedrático da Universidade da BAHIA, publica pela mão de quatro loucos e obstinados jovens editores este pequeno livro que clareia muito as ideias de quem se sente por vezes a ficar pequeno-burguês.

Se o Brazil não tivesse a puta da Lili Marinho seu defunto e sucessivos, talvez o Brasil estivesse a caminhar melhor.

A televisão é o ópio do Povo para que tudo se mantenha inalterável.A revolta do Buzu é das poucas,pouquíssimas manifestações de revolta popular.Tudo o mais são novelas ,Xuxa, cerveja Skin,pagode e musica axé.

Se o povo pobre da Bahia saisse das suas casas e pacificamente se sentasse nos passeios sem rudio apenas a protestar,nada disto poderia ser assim.

Portugal

De Portugal não tenho,nem quero noticias,limito-me a hastear a bandeira lusa aqui em casa ao Domingo por impulso neo-fascista e autoritária que sempre há em mim.

Ó Pátria sente-se a voz?

Daisy

Que se passa que nada nos diz?

Aguardamo-la.

Roger e Prioste chegam sábado...

atenção ao secador...a segurança aeroportuária adverte que é uma potencial arma para desviar aviões.

Fátima, esconde um chouricito na mala que eu te farei ovos escalfados com ervilhas.

GULA,gulosa

Estou seco.A Gula Santa comsome-me toda a energia e hoje é dia de descanso.

Fizemos ontem uma quiche.Um problema no forno impediu-a de cozer bem.Não descolou.

Viramo-la do avesso e passou a chamar-se Charlotte de Legumes.-Vendeu-se toda.

Doris,

Tem sido incansável.Trabalha muito e muitas horas para que a coisa resulte.

Sem ele não venderímos metade.

Uma cliene desiquiibrou-se e caiu.Alfredo levantou-a,ajudou-a,puxou-lhe uma cadeira e disse:

-Entenda isto como um sinal do céu.Tem de comer aqui.

Vendeu-lhe uma fatia de Torta.

Uma caixa e um caixa,

Musculado negro e saradão,

É vê-las em fila para pagar ao Zé ao sábado na caixa da Gula Santa...

Dá-lhe 60% de desconto.

é certo que atendimento e publicidade são a alma do negócio,só que o Ccao conta uma histórias sobre os produtos,que quase parece que as azeitonas são trazidas de avião particular directamente do Alentejo...para as nossas quiches

27/10/06

TARRAFAL,UMA VERGONHA À PORTUGUESA

PARA QUE A HISTÓRIA NÃO ESQUEÇA

Estão de parabéns as edições Avante porque compilaram a memória histórica do Tarrafal, para que o mundo não esqueça.

Nos anos 20 do século passado vivia-se em toda Europa um período de grande crise social e política. Os grupos financeiros e as classes dominantes queriam reconstituir e reforçar o seu poder, abalado com a I Grande Guerra, de 1914-18. As camadas populares, com os trabalhadores na primeira linha, procuravam o reconhecimento dos seus direitos sociais e económicos, com um ânimo em grande parte estimulado pelo avanço desses direitos na Rússia, após a revolução soviética de 1917. E o anticomunismo foi a bandeira que as forças políticas mais reaccionárias ergueram para fundamento da sua expressão mais agressiva que então começava crescendo no mundo: o nazi-fascismo.

Foto01

Na Alemanha, os grandes grupos financeiros e industriais do aço, da energia, do armamento, promoveram a tomada do poder pelo partido nazi de Hitler. Na Itália, o partido fascista de Mussolini tomara o poder. A maré negra do nazi-fascismo começou alastrando pela Europa e levou ao desencadeamento da II Guerra Mundial.

Foto02
Da esquerda para a direita, de cima para baixo:
Prisão do Aljube, Lisboa; Prisão de Caxias; Prisão de Peniche; Prisão da PIDE no Porto

Em 1926, a maré reaccionária que alastrava na Europa chegou a Portugal. A 28 de Maio um golpe de Estado militar instaura a ditadura. Começou, para o povo português, um período negro de repressão, obscurantismo, miséria e opressão, que se prolongou por quase meio século.

O golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 fez Portugal um país sob ocupação militar e policial, num regime de opressão, repressão e exploração - a que chamaram «Estado Novo» e que encontrou em Salazar o seu mentor.Salazar tomou como modelo as ditaduras fascistas de Mussolini e de Hitler. Foi incondicional aliado de Franco na Guerra Civil espanhola (1936-39) para a instauração da ditadura em Espanha. Apoiou as ditaduras nazi-fascistas de Hitler e Mussolini, na II Guerra Mundial, até à sua derrota militar.

Foto03

TARRAFAL "CAMPO DA MORTE LENTA"

A mais brutal expressão da violência repressiva da ditadura, nesta época, foi a abertura do Campo de Concentração do Tarrafal, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, a milhares de quilómetros de Portugal.

Foto05
Fragata atacada pela forças do regime fascista contra os marinheiros em Setembro de 1936

O campo do Tarrafal, inaugurado em Outubro de 1936, foi inspirado nos campos de concentração nazis, que Hitler nessa altura começava a montar na Alemanha e depois estendeu, como campos de extermínio, por todos os países ocupados pelo exército nazi.

Foto06
Prisão dos Marinheiros da Revolta de Setembro de 1936

Foto07
Grupo de presos do Campo do Tarrafal

Foto08
Cemitério do Campo do Tarrafal

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No Tarrafal não havia câmaras de gás, como nos campos de concentração nazis, mas os presos eram submetidos a um regime de morte lenta - por isso ficou conhecido como o «Campo da Morte Lenta». Os maus tratos e a má alimentação, as doenças sem tratamento e o clima, numa das mais insalubres regiões de Cabo Verde, mataram 32 dos portugueses que para lá foram deportados. Nas primeiras levas de prisioneiros enviados para o Tarrafal encontravam-se muitos dos participantes nas greves do 18 de Janeiro de 1934 e da revolta dos marinheiros de Setembro de 1936, na sua grande maioria comunistas, mas também outros antifascistas, sindicalistas e anarquistas. Entre os presos políticos enviados para o Tarrafal encontrava-se o Secretário-Geral do PCP, Bento Gonçalves, onde viria a ser assassinado.

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Foto Bento Gonçalves
BENTO GONÇALVES

Jovem operário do Arsenal, activista e dirigente sindical, Bento Gonçalves teve um
papel decisivo na reorganização de 1929: no combate às concepções anarquistas,
na ligação do Partido à classe operária, na sua transformação num partido leninista.
Afirmando-se, como operário, por uma rara competência técnica e por um sólido
espírito de classe e de camaradagem, Bento Gonçalves granjeou a estima e a
admiração dos seus camaradas e companheiros de luta. Os que com ele privaram
nas prisões e na luta clandestina consideravam-no um homem «exemplar no trato,
sóbrio e leal.»
Em 1927, por ocasião do 10º aniversário da revolução de Outubro, efectuou uma viagem à União Soviética, à frente de uma delegação de operários arsenalistas após o que aderiu ao Partido Comunista Português.
Na qualidade de secretário-geral do PCP, participou no VII Congresso da Internacional Comunista, em 1935, tendo apresentado um relatório sobre a situação em Portugal e as tarefas dos comunistas.
Foi preso em 11 de Novembro desse ano, condenado pelo Tribunal especial Militar e enviado para a Fortaleza de Angra do Heroísmo. Daí, em Outubro de 1936, foi transferido para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde morreu em 11 de Setembro de 1942.


TESTEMUNHOS

NA ACHADA GRANDE DO TARRAFAL

«Na Achada Grande do Tarrafal montou o governo fascista o campo de concentração. Na Achada Grande há pântanos, mosquitos e paludismo. A Achada Grande era a zona mais temida pela gente de Cabo Verde.Na ilha que o mar guardava melhor que o arame farpado e as armas dos carcereiros, o mosquito seria um executor discreto.
Sem possibilidade de ferver a água inquinada, sem mosquiteiros, sem medicamentos, com má alimentação, trabalhos forçados, espancamentos, semanas na «frigideira», todas as resistências orgânicas se desmoronavam abrindo caminho fácil ao paludismo e às biliosas.»
«As mortes dos antifascistas no Tarrafal foram premeditadas. Tão claro era objectivo que o director do Campo não o escondeu. Afirmou-o para que todos os presos soubessem a que estavam destinados.

"Quem vem para o Tarrafal vem para morrer!"

E muitos morreram e lá ficaram no cemitério que tão perto estava do Campo»

«A baía do Tarrafal, entre Julho e Novembro, quando o nordeste não sopra, é zona de paludismo. O mosquito anófele alimenta-se com sangue e é nos glóbulos vermelhos que se reproduz e se completa o ciclo evolutivo do plasmódio, causa do paludismo. O mosquito é o transmissor.Ali morreram dezenas de antifascistas, e muitos outros morreram prematuramente já depois de libertados, em consequência directa das violências e maus tratos lá sofridos.»

MAIS DE DOIS MIL ANOS DE PRISÃO

No Campo do Tarrafal, muitos dos presos não tinham sido julgados ou de há muito haviam cumprido a sua pena.
O tempo de prisão dos 340 presos que passaram pelo Tarrafal somou dois mil anos, cinco meses e onze dias.
Dois mil anos de vida sacrificados num campo de paludismo e morte!

PARA ALÉM DO TARRAFAL

«O Tarrafal, perante o desenvolvimento da luta do povo português pela liberdade e pela democracia, não chegava para albergar todos os que se levantavam contra o regime. A ditadura criou toda uma rede carcerária por onde passaram, antes e depois do Tarrafal, milhares de presos políticos: a Fortaleza de S. João Baptista, nos Açores, a cadeia do Aljube em Lisboa e o Forte de Caxias, o Forte de Peniche, as cadeias da Rua do Heroísmo, junto à sede da PIDE no Porto - para além da sede da PIDE da Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, onde a maioria dos presos eram submetidos a dias seguidos de interrogatórios e tortura e onde alguns foram mesmo torturados até à morte.»

«O regime prisional em todas estas prisões salazaristas era de vigilância constante, alimentação deficiente, privação de exercício físico. Os castigos e torturas faziam parte do regular arsenal repressivo fascista.
Os contactos com as famílias faziam-se em «parlatórios» com os presos por detrás das janelas de um corredor pelo qual passeava um guarda, para ouvir as conversas.
Prisioneiros houve que passaram na prisão cinco, dez, quinze, vinte e mais anos.»

A FRIGIDEIRA

«A frigideira era uma caixa de cimento, construída perto do aquartelamento dos soldados angolanos. Tinha uma forma rectangular. O tecto era uma espessa placa de betão. Uma parede dividia-a interiormente em duas celas quase quadradas. Tinha cada uma delas a sua porta de ferro, perfurada em baixo com cinco orifícios onde mal se podia enfiar um dedo. Por cima, junto ao tecto, havia um postigo gradeado em forma de meia lua com menos de cinquenta centímetros de largura por uns trinta de altura. Estava exposta ao sol de manhã à noite. Lá dentro era um forno. Aquela prisão merecia o nome que os presos lhe davam: a frigideira.»


«O sol batia na porta de ferro e o calor ia-se tornando sempre mais difícil de suportar. Íamos tirando a roupa, mas o suor corria incessantemente. A frigideira teria capacidade para dois ou três presos por cela. Chegámos a ser doze numa área de nove metros quadrados.
A luz e o ar entravam com muita dificuldade pelos buracos na porta e em cima pela abertura junto ao tecto. Quatro passos era o percurso de uma parede a outra. Dentro havia uma constante penumbra.»

O POÇO DO CHAMBÃO

«No Campo do Tarrafal, a água que nos estava destinada vinha de um poço, situado a uns setecentos metros. Ali se juntavam mulheres e crianças. Vinham de bem longe com as suas vasilhas. Carregavam-nas à cabeça e seguiam para suas casas.
Era esta a água que bebíamos. Estava contaminada com excrementos de cabras e burros lazarentos que ali iam beber todos os dias. Pelo tempo das chuvas, raras mas torrenciais, as enxurradas que desabavam das montanhas arrastavam consigo burros, cães, aves mortas. O poço ficava no caminho das torrentes e com a sua água bebíamos também a outra, a das chuvadas que corriam para
o oceano.
Ficava o poço a uns duzentos metros do mar que se infiltrava e tornava integralmente salobra a água que bebíamos. Pelas marés vivas mais salgada era ainda»

A BILIOSA
EXECUTOR SILENCIOSO


«A biliosa aparecia de repente. Não era pressentida. E a todos nós assustava e nos fazia vigiar ansiosamente a urina. Porque quando se urinava sangue, quando a urina trazia um tom de café, era a biliosa»


«Havia sempre paludismo, mas pela época das chuvas era o seu período. Tal como durante todo o ano se podiam dar «biliosas», embora no final de Outubro fossem mais frequentes.
A biliosa era a fase final do paludismo crónico. Aparecia sempre naqueles que anteriormente já tinham sido vítimas do paludismo.»
«Naquela manhã entrou o Joaquim Amaro que nos gritou a má nova:
O Bento está com uma biliosa!
Corremos à caserna. Bento Gonçalves estava já a ser levado para a enfermaria.
E com aquele seu ar meio despreocupado, meio sorridente, disse-nos:
Mais um, camaradas! Preparem outra mesa!
E, na verdade, tudo parecia que teríamos de fazer mais um caixão. Não tardou a cair em coma, com uma cor arroxeada e uma respiração difícil. Bento Gonçalves adoecera com a forma mais grave da biliosa, aquela a que chamamos perniciosa e para a qual não havia esperança. A 11 de Setembro de 1942, o doutor Moreira verificou o óbito.
A morte de Bento Gonçalves era uma grande perda para nós.
- Mais um que mataram! Dizíamos.»

PRESOS POLÍTICOS
QUE MORRERAM NO TARRAFAL


FRANCISCO JOSÉ PEREIRA
-MORREU EM 20.09.1937

PEDRO DE MATOS FILIPE
-MORREU EM 20.09.1937

FRANCISCO DOMINGOS QUINTAS
-MORREU EM 22.09.1937

RAFAEL TOBIAS
-MORREU EM 22.09.1937

AUGUSTO DA COSTA
-MORREU EM 22.09.1937

CANDIDO ALVES BARJA
-MORREU EM 24.09.1937

ABILIO AUGUSTO BELCHIOR
-MORREU EM 29.10.1937

FRANCISCO ESTEVES
-MORREU EM 29.01.1938

ARNALDO SIMÕES JANUÁRIO
-MORREU EM 27.03.1938

ALFREDO CALDEIRA
-MORREU EM 01.12.1938

FERNANDO ALCOBIA
-MORREU EM 19.12.1939

JAIME DE SOUSA
-MORREU EM 07.07.1940

ALBINO COELHO
-MORREU EM 11.08.1940

MÁRIO DOS SANTOS CASTELHANO
-MORREU EM 12.10.1940

JACINTO FARIA VILAÇA
-MORREU EM 03.01.1941

CASIMIRO FERREIRA
-MORREU EM 24.09.1941

ALBINO ANTÓNIO CARVALHO
-MORREU EM 23.10.1941

ANTÓNIO OLIVEIRA E SILVA
-MORREU EM 03.11.1941

ERNESTO JOSÉ RIBEIRO
-MORREU EM 08.12.1941

JOÃO DINIS
-MORREU EM 12.12.1941

HENRIQUE VALE DOMINGUES
-MORREU EM 07.07.1942

BENTO ANTÓNIO GONÇALVES
-MORREU EM 11.09.1942

DAMÁSIO MARTINS PEREIRA
-MORREU EM 11.11.1942

ANTÓNIO JESUS BRANCO
-MORREU EM 28.12.1942

PAULO JOSÉ DIAS
-MORREU EM 13.01.1943

JOAQUIM MONTES
-MORREU EM 14.02.1943

MANUEL ALVES DOS REIS
-MORREU EM 11.06.1943

FRANCISCO NASCIMENTO GOMES
-MORREU EM 15.11.1943

EDMUNDO GONÇALVES
-MORREU EM 13.06.1944

MANUEL DA COSTA
-MORREU EM 03.06.1945

JOAQUIM MARREIROS
-MORREU EM 03.11.1948

ANTÓNIO GUERRA
-MORREU EM 28.12.1948

EXTINÇÃO DO TARRAFAL
GRANDE REIVINDICAÇÃO NACIONAL


8 e 9 de Maio de 1945
O povo português festejou nas Jornadas da Vitória a derrota do nazi-fascismo.
Em Lisboa, Margem Sul, Porto, Coimbra,
Viana do Castelo, Marinha Grande, Alentejo
e muitas outras regiões do País o povo vem
para a rua, em grandiosas manifestações,
festejando o fim da guerra e a derrota do nazismo,
reclamando eleições livres e a libertação
dos presos políticos.
A extinção do Tarrafal aparece, em todas
as manifestações, como uma das principais
reclamações do povo português.

Outubro-Dezembro de 1945
Mobilização de milhares de trabalhadores
para as eleições nos sindicatos fascistas,
com vitórias das listas democráticas unitária
em mais de 50 sindicatos.
Desenvolve-se por todo o país
um grande movimento nacional
reclamando o imediato encerramento
do Campo de Concentração do Tarrafal
e a libertação dos antifascistas
aí condenados à morte lenta.

Outubro/Novembro de 1945

Poderosas manifestações e comícios da
0posição Democrática marcam a campanha eleitoral
que Salazar é forçado a conceder, sob a pressão
da opinião pública nacional e internacional.
«Amnistia» e «Extinção do Tarrafal
- duas das principais reclamações
apresentadas na campanha.

26 de Janeiro de 1946
Embarcam com destino a Portugal
os presos «amnistiados» do Campo
de Concentração do Tarrafal.
Ficam ainda no Tarrafal 52 presos políticos.

12de Novembro de 1948
Termina em Lisboa o «julgamento dos 108»
com a condenação de cerca de uma centena,
de antifascistas,entre os quais Francisco Miguel.
Francisco Miguel é enviado de novo para o Tarrafal.

Janeiro de 1949
Desenvolvem-se grandiosas manifestações
populares de apoio à candidatura
do general Norton de Matos, apresentada pela
Oposição Democrática nas eleições para
a Presidência da República.
A extinção do Tarrafal é uma das
reclamações apresentadas na campanha
que recebe maior apoio popular.

1952-1953
A luta pela amnistia ganha grande adesão
e torna-se uma das importantes frentes
de acção e unidade das forças
democráticas portuguesas.

31 de Janeiro de 1953

Francisco Miguel, o último preso político
português no Tarrafal, é transferido
para a cadeia do Forte de Caxias.

26 de Janeiro de 1954
Encerramento do Campo de Concentração
do Tarrafal.

1962
O Campo de Concentração do Tarrafal
foi reaberto, desta vez destinado
aos patriotas dos movimentos de libertação
das colónias portuguesas.


Foto:francisco-miguelFRANCISCO MIGUEL

Foi o último preso político português a sair do Tarrafal, em 31 de Janeiro de 1953.
Membro do Partido Comunista Português desde 1932, foi preso quatro vezes e julgado três. Passou nas prisões fascistas 21 anos e 2 meses. No Tarrafal esteve duas vezes, 5 ano e meio quando da deportação, e 3 anos da segunda. Foi o último preso a ser libertado do Campo de Concentração. Depois de transferido do Tarrafal para a cadeia de Caxias ainda foi de novo julgado e condenado.
Evadiu-se quatro vezes das prisões fascistas e viveu muitos anos na clandestinidade.
Membro do Comité Central do PCP desde 1939, foi deputado à Assembleia Constituinte pelo distrito de Beja. Foi promotor e porta-voz da Comissão que promoveu a transladação para
Portugal dos prisioneiros mortos no Tarrafal.

«É necessário ver o Tarrafal como ele realmente foi, em todas as suas facetas e como uma parte da grande prisão que era Portugal dominado pelo fascismo. Sem essa apreciação correcta do que foi o Tarrafal não poderíamos compreender toda a enorme responsabilidade dos governantes que o criaram e o mantiveram durante 19 anos»

Francisco Miguel, no livro «Testemunhos»

Foto:sergio-vilariguesSÉRGIO VILARIGUES"
Para a ditadura, Tarrafal queria dizer morrer longe"

Sérgio Vilarigues, actualmente com 91 anos, é um dos poucos sobreviventes do campo de concentração do Tarrafal. Integrou o grupo dos primeiros presos enviados para o Tarrafal em 1936. Tinha sido preso em Lisboa, no mês de Setembro de 1934. Julgado e condenado por pertencer às Juventudes Comunistas e ao PCP, cumpriu integralmente a sua pena no presídio de Angra do Heroísmo, mas, em vez de ser restituído à liberdade, foi obrigado a embarcar para o novo cativeiro do Tarrafal, de onde só viria a sair em 1940, a título «condicional».

Sérgio Vilarigues, dirigente histórico do nosso Partido, que durante muitos anos integrou os seus organismos executivos, deu recentemente uma entrevista ao "O Militante", cujo número acaba de sair, e na qual dá uma ideia do que representou, no quadro da repressão fascista, a criação do campo de concentração do Tarrafal, tendo salientado que «o campo se destinava a liquidar, em condições menos expostas, uma parte dos elementos firmes da luta contra o fascismo».

Imagem
Foto do topo: Tarrafal – trasladação dos corpos, dos presos políticos portugueses, mortos no Campo do Tarrafal, em Fevereiro de 1978, com a presença de Francisco Miguel antigo preso do Campo e as autoridades de Cabo Verde, militares e povo.
Foto do meio: Lisboa – Velório quando da trasladação dos mortos em Fev. 1978, com a presença da Direcção do PCP
Foto de baixo: Lisboa – Velório quando da trasladação dos mortos em Fev. 1978, com os antigos presos sobreviventes do Campo do Tarrafal

Foto - Lisboa – Funeral da trasladação dos mortos em Fev. 1978, da SNBA para o Memorial no Cemitério do Alto de S.João
Foto - Lisboa – Funeral da trasladação dos mortos em Fev. 1978, da SNBA para o Memorial no Cemitério do Alto de S.João

Foto: Lisboa – 1º aniversário da trasladação dos corpos  dos mortos no campo,  com João Faria Borda, antigo preso a falar à multidão presente, no Memorial aos mortos no Campo do Tarrafal, erguido no Cemitério do Alto de S.João.
Foto Lisboa – 1º aniversário da trasladação dos corpos dos mortos no campo, com João Faria Borda, antigo preso a falar à multidão presente, no Memorial aos mortos no Campo do Tarrafal, erguido no Cemitério do Alto de S.João.

No cemitério do Tarrafal ficaram os corpos de 32 dos prisioneiros que ali morreram vítimas dos maus tratos sofridos.Só depois do 25 de Abril de 1974, foi possível trazer de regresso os seus corpos
para terra portuguesa.
Em 1978, numa grande homenagem nacional, promovida pelos sobreviventes do Tarrafal, e na qual participaram dezenas de milhar de pessoas, os corpos dos prisioneiros que ali morreram foram transladados para um Mausoléu Memorial no cemitério do Alto de S. João, erigido por subscrição pública e no qual estão inscritos os nomes daqueles que o fascismo salazarista matou no Campo de Concentração do Tarrafal.

OS CRIMES DO FASCISMO NÃO PODEM SER ESQUECIDOS

Corre o mundo, e regista-se também em Portugal, uma campanha insidiosa que visa o branqueamento
do fascismo, dos crimes cometidos pelos regimes fascistas, e das raízes, interesses e forças sociais a quem os regimes fascistas serviram. É uma campanha que visa abrir terreno à ofensiva das forças mais reacionárias do capitalismo e do imperialisno contra aos direitos, liberdades e garantias alcançadas pelos povos com as grandes lutas e vitórias revolucionárias do Século XX, e que o 25 de Abril fez também
chegar a Portugal.
O fascismo português teve os seus traços próprios determinados pela natureza sócio-económica de Portugal e porque nunca encontrou apoios e simpatia da parte do povo português. Não foi tão abertamente brutal, racista e arrogante como os regimes de Mussolini e de Hitler. Mas a sua actuação teve as mesmas raízes, serviu os mesmos interesses, usou métodos idênticos. Foi uma ditadura que usou a repressão para impor no país um ambiente de terror. Esses métodos não resultavam duma crueldade gratuita. Tinham como objectivo principal permitir a aplicação de uma política que atingia cruelmente a esmagadora maioria do povo português, e só pelo terror podia ser imposta.
Não esquecer o que foi o fascismo, os seus métodos e os seus crimes é dever de todos os que não querem que volte a haver em Portugal e no mundo sombras negras como as que a política do fascismo lançou na História do Século XX.

Esse é o apelo que deixamos neste ano em que passam 70 anos em que a primeira leva de presos foi lançada para o Campo da Morte Lenta do Tarrafal.

Dossier Tarrafal - Edições Avante

Dossier Tarrafal

Vários Autores

Colecção Resistência, Edições Avante

Outubro de 2006

+ INFORMAÇÕES

NOTICIAS BREVES

Alta mediunidade,
uma novidade que me alegrou e me confundiu.Tempo de procura.




DEVORADO PELA GULA,


A confeitara Gula Santa está a desenvolver-se muito bem e muito rapidamente.
A voragem do sucesso dos produtos consom-me todo o tempo e energia.Pode dizer-se que,neste momento sou consumido e devorado pela Gula.
O cardápio de Natal está concluido e a postos.os almoços de comida portuguesa ,um sucesso.


Piercings
O Mário está aborescente em pleno.Variações de voz,o problema do grupo e da imagem,as asneiras consecutivas e sobretudo a afirmação pela diferença.
Piercings é o instrumento favorito.Transvrsal,na lingua,na nuca,nos labios,nariz.Todos os dias me pede autorização para colocar um novo peirecing.
Impedido de o fazer pela autoridade paternal,limita-se a exibir uma panoplia de diferentes cores, formas e feitios no unico local onde foi autorizado,na orelha esquerda.

DANCING QUEEN
A Zitinha por seu lado so quer saber de novelas,musica, e namorados.
Todos os dias ao jantar somos brindados com uma nova coreografia.A Tati Qubra Barraco está proibida.
Uma miuda de 12 anos a dizer que ta toda metrallhada pelo Bola de Fogo é ...too much.



Dóris,
Anda cansado e muito tenso.Aquae a sua nova casa,como todas as outras do mundo esta a deslizar no orçamento de construção.
Ao balcão da Gula Santa ninguém o iguala.
Uma clinte caiu no chão entropicando num pequeno desnivel.O nosso Alfredo,sai do balcão,levanta a Senhora e diz-lhe perenptoriamente:
O que é que vai comer depois deste sinal dos céus?.
A mulher comeu uma quiche e um refrigerante.


La Reina do Atacadão

O negro alto e bonitão que dá pelo nome de Zé é o responsavel pelas compras da GULA SANTA
É vê-lo de carrinho em riste: ele é cenouras, ele é natas, ele é farinha...várias vezes por semana.
Isso é que é malhar.
Nota 10.

Vitrine da Bahia
Zé e Alredo Teixeira,empresários portugueses sairam na coluna socia mais invejada da Bahia.


SOGRA
Já deixou de chover.Podes vir apanhar uns diazinhos de sol na Bahia.


ROGER E PRIOSTE
Chegrão no dia 4 para duas semanas de férias aqui na Bahia.
Estamos desejosos de pôr a esrita em dia.
Quando tiver mais tempo e cabeça,como se diz na minha terra virei aqui dar-te mais noticias, querido Criado-Mudo.

23/10/06

ontem estava em colisão



Jean Cabot (Sandra Bullock) é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia. Ela tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha. me crash....
Estava triste e cansado de algumas coisas e dificuldades da Bahia...a resposta veio rapida e eficaz... o crash avivou-me a emmória sobre o velho mundo...não quero voltar.
Moro ode as pessoas são naifs,sorriem,são solidarias,espirituis,pobres e divertidas. Também ignorantes,patos-bravos,mal-educados,sem sofisticação, mas felizes e gratos por viverem em pleno.

19/10/06


ressaca

17/10/06

15/10/06

RATO






Não tenho feito mais nada em toda a minha vida que não seja amar-te...por uma lágrima,por uma lágrima tua, que alegria me deixaria matar...

14/10/06

SPES MEAM IN DEO EST

A ÁGUIA DE LAGASH
A "Águia de Duas Cabeças de Lagash" é o mais antigo brasão do Mundo:. Nenhum outro símbolo emblemático no Mundo pode rivalizar em antiguidade:. A sua origem remonta à antiqüíssima Cidade de Lagash:. Era já utilizado há cerca de mil anos antes do Êxodo do Egipto, e há mais de dois mil anos quando foi construído o Templo do Rei Salomão:.
Com o passar dos tempos, passou dos Sumérios para o povo de Akkad, destes para os Hititas, dos recônditos da Ásia menor para a posse de sultões, até ser trazida pelos Cruzados aos imperadores do Oriente e Ocidente, cujos sucessores foram os Hapsburg e os Romanoff:.
Em escavações recentes, este "brasão" da Cidade de Lagash foi descoberto numa outra forma: uma águia com cabeça de leão, cujas garras se cravam nos corpos de dois leões, estes de costas voltadas:. Esta é, sem dúvida, uma variante do símbolo da Águia:.
A Cidade de Lagash situava-se na Suméria, no sul da Babilônia, entre os rios Eufrates e Tigre, sendo perto da atual cidade de Shatra, no Iraque:. Lagash possuía um calendário de doze meses lunares, um sistema de pesos e medidas, um sistema de banca e contabilidade, sendo ainda um centro de arte e literatura, para além de centro de poderes político e militar, tudo isto cinco mil anos antes de Cristo:.
No ano 102 a.C., o cônsul romano Marius decretou que a Águia seria um símbolo da Roma Imperial:. Mais tarde, já como potência mundial, Roma utilizou a Águia de Duas Cabeças, uma voltada a Leste e outra a Oeste, como símbolo da unidade do Império:. Os imperadores do Império Romano Cristianizado continuaram a sua utilização e foi depois adotada na Alemanha durante o período de conquista e poder imperial:.
Tanto quanto sabemos, a Águia de Duas Cabeças foi primeiramente utilizada na Maçonaria em 1758, por uma facção maçônica de Paris - Os Imperadores do Oriente e Ocidente:. Durante um breve período, os Imperadores Maçônicos do Oriente e Ocidente controlaram os Graus avançados então em uso, vindo a ser precursores do Rito Escocês Antigo e Aceito:.
A inscrição em Latim por debaixo da Águia de Duas Cabeças
"Spes Mea in Deo Est" significa:"
A Minha Esperança Está Em Deus":.