30/06/08


Julieta e seus filhos...
Hoje tou num dia de ir para Lisboa.
ATOTO.

23/06/08

CELEBRAR O FOGO E A LUZ







Na Bahia ficam loucos.
Acendem fogueiras á porta de casa,viajam para o interior e bebem licor comemorando a fartura e as colheitas à luz do fogó que a todos ilumina.



CELEBREMOS O FOGO A LUZ E A FARTURA


SOLSTÍCIO DE VERÃO /INVERNO



Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 de dezembro e em 21 de junho. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
No hemisfério norte o solstício de verão ocorre no dia 21 de junho, e o solstício de inverno ocorre no dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre no dia 21 de dezembro, e o solstício de inverno ocorre no dia 21 de junho. Estas datas marcam igualmente o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno, ocorre a mesma coisa no Trópico

Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal da religião cristã. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas pagãs das mitologias persa e indú referenciavam as divindidades de Mitra como um símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo solstício de inverno. A cultura do império romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o fortalescimento da religião cristã, a data em que se comemorava as festas pagãs do "Sol Vencedor" passaram referenciar o Natal através da comemoração do nascimento de Jesus Cristo, sem vínculos diretos com as antigas festas pagãs
Na linha do equador a duração dos dias é fixa ao longo das estações do ano com 12 horas de luz e 12 horas de noite. Desse modo os solstícios nessa linha não podem ser obtidos através de dias ou noites mais longas e somente podem ser observadas pela máxima inclinação da luz solar para o norte ou para o sul. Na linha do equador não há como dizer se um solstício é de verão ou de inverno uma vez que demarcam a separação dos hemisférios norte e sul da Terra.
Nas linhas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, os soltícios de verão respectivos a cada hemisfério da Terra, coincidem com o único dia do ano em que os raios solares incidem verticalmente.
Nas linhas dos círculos polares Ártico e Antártico, os soltícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas considerando a estação do ano: verão ou inverno, respectivamente.

A MAÇONARIA E OS TEMPLÁRIOS CELEBRAM HOJE OS SEUS ÁGAPES RITUAIS



(No séc XVII a maçonaria sentava à mesma mesa todos.Burgueses,nobres,comerciantes,literatos numa refeição partilhada.
Os meus irmãos em Lisboa celebram hoje o seu ágape e daqui desta Bahia onde há 40 loj:. deixo um texto de partilha)




Os povos da antiguidade celebravam seus banquetes místicos e religiosos: os egípcios e gregos celebravam banquetes sagrados; os romanos celebravam o “lectisternium” ou festim realizado defrontes dos deuses que adoravam; os judeus se reuniam em prescritas por Moisés; os primeiros cristãos celebravam suas refeições de amor e caridade, com o nome de ágapes, durante os quais, pór ultimo, houve tantos excessos e desordens que foi necessário suprimi-los; no entanto, entre os Maçons, tem sido conservado em toda sua pureza
Os banquetes maçônicos são essencialmente místicos por suas formas, e filosóficos por seus princípios. A tradição não legaria uma cerimônia que tive-se um fim frívolo. Nossos ágapes completam a grande alegoria que se desenrola nos diferentes graus.
A forma de nossa mesa lembra o circulo do Zodíaco, cujos pontos equinociais são ocupados pelos VVig\e os socialistas pelo V\M\,no verão correspondente ao superior e no inverno ao inferior. As tangentes paralelas ao diâmetro solsticial são ocupadas pelos demais OObr\. O Ord\e o Secr\a 50 graus, respectivamente, doV\M\.
Os materiais , que ocupam a mesa lembra os três reinos da Natureza e os utensílios tem nomes guerreiros, para lembrar as lutas que os nossos antepassados tiveram que enfrentar para que a Liberdade, Igualdade e Fraternidade viessem a ser possiveis.
Os equinócios e solstícios receberam o nome de portas do céu ou das estações do ano. Os dois solstícios de inverno e verão ou das duas portas (Janua ) ou festas solsticiais maçônicas, deram origem aos dois.
Santos João Batista e João Evangelista.
Em nossos banquetes há sete brindes cujo número é igual aos dos sete planetas conhecidos na antiguidade e, como representam deuses, os antigos lhe ofereciam sete libações, hoje, substituídas por sete brindes maçônicos a diferentes poderes. Hoje, os Planetas conhecidos são nove, porém a Maçonaria conserva sua antiga tradição.
A primeira libação era ao Sol. Hoje e substituída pelo brinde ao Chefe da Nação e sua família.
A Segunda libação era á Lua. Hoje é substituída pelo brinde á GOB - GOSP, e seu grão mestre e sua família.
A terceira libação era a Marte, divindade que entre os antigos presidia os conselhos e os combates, Hoje é substituída pelo brinde ao V\M\ da Loj\.
A quinta libação era á mercúrio, o deus que vigia. Hoje é substituída pelo brinde aos VVig\.
A Quinta libação era a Jupiter, dito também o deus da hospitalidade. Hoje é substituída pelo brinde aos visitantes LLoj\co-irmãs.
A Sexta libação era a Vênus, o símbolo da natureza. Hoje e substituída pelo brinde aos OOf\e todos os Membros da Loj\e, em especial, aos novos iniciados, cuja principal ocupação é o estudo da Natureza.
A sétima libação era a Saturno, cuja intensa órbita parece abarcar a totalidade do Universo. Hoje é substituída pelo brinde a todos os MM\espalhados pelo Universo.
O ágape fraternal é uma festa que pertence á categoria das mais antigas solenidade e a Maçonaria tem conservado, até hoje, o que de mais belo há nelas.
A Maçonaria, tão fecunda em felizes e sublimes alegorias, conserva esta como simbolizando: o triunfo completo da luz sobre as trevas.
Simbolicamente, os trabalhos são abertos ao meio-dia e terminam á meia-noite, para indicar que o homem chega a maturidade antes de poder ser útil aos seus semelhantes, mas desde esse momento até seus últimos instantes, deve trabalhar, sem descanso, para a felicidade comum. Há, no entanto, outras razões, uma das quais é que o Zoroastro, um dos fundadores dos mistérios da antigüidade, recebia os seus discípulos ao meio dia e se despedia deles á meia noite, após o ágape fraternal com que terminavam os trabalhos.

A todos os meus irm:.
UTERRARUM ORBIS ARCHITECTONIS AD GLORIA INGENTIS
T:.A:.F:.



R, M:.M:.



22/06/08

Chegou o Inverno á Bahia 25º


Casa do Bento


-Esta lá,mãezinha?

-Olá querido a mãe está cheia de saudades.Estou em casa da mana.

-Então não foi dançar o São João?

-Oh filho por amor de Deus.Este badameco da Câmara fez um Santo António no Terreiro do Paço,fui com a tua madrinha,chegamos la ,não havia arraial.Só havia um bando de putéfias a dançar o Tango.

Está tudo doido.Até Santo António tem de gramar com as estupadas dos politicos.

Já a procissão foi uma miséria,poucos andores e só velhos e nem repicaram os sinos.

Os padres agora também não querem trabalhar...olha querem é tango!

21/06/08

o peso das palavras

Quanto custa este balaio mãe?

Quando cheguei à Bahia estranhei o facto de chamarem pai e mãe a toda a gente com uma enorme facilidade e sem qualquer restrição.
Vindo de Portugal onde estas palavras têm um peso parental enorme e são repletas de significado e de carga ficava empancado quando me chamavam assim.Nunca ouvi nenhum português chamar mã à velha que vende hortaliça ou ao velho condutor de uma qualquer carripana. Contive-me então na utilização da palavra a torto e a direito,reservando-a apenas para a Mãe-de Santo ou Pai-de-Santo,por se tratar realmente de uma realção maternal ou paternal conforme os casos.
Passados estes anos perguntei a um pai velho da Bahia porque razão utilizavam estas palavras tantas vezes e tão despudoradamente.
O velho pai pensou e respondeu-me com grande serenidade fumando o seu charuto.
Na tradição africana a questão da propriedade individual não é importante,e por isso não é vital saber quem é filho de quem, e consequentemente quem é o herdeiro e transmissor e o herdeiro.
Todos adultos são pais e mães porque as comunidades (dos escravos) eram corresponsáveis por todos os mais novos.
A sobrevivencia a educação e responsabilidade de educar e proteger os mais novos eram problema comum.


Dito isto,habituei-me-No dia que vou a São Joaquim fazer compras,como estou a ficar velho, cheio de cabelos grisalhos chamam-me pai em todas as bancas e os pivetes pedem -me a benção e um queimado.
A idade provecta está á porta,ainda que me falte a serenidade e a sabedoria,mas estou a trabalhar-me nisso.




JULIETA de Gounod das Sete Quintas,
teve os seus 5 cachorros esta noite.Detesta as agruras da maternidade e deixou morrer 2 por inexperiência.
Nascer é sempre sinal de que o universo e a natureza se renovam num infindar de vida.
A Zitinha e o Mário estão encantados com os novos habitantes da Casa do Pé de Jambo.



socialite




A zitinha foi a um forró e saiu na coluna social com um ar de diva....A minha filha é linda,casmurra que nem um jegue,bicuda mas adoro-a.

20/06/08

Escolha?


17/06/08

FESTAS JOANINAS OU A BAHIA SEMPRE EM FESTA




CRESCER
Faço com que tudo me sirva de ajuda: uma frase lida de relance, um livro em que não reparava há algum tempo, o olhar para trás para os erros que cometi. Nunca se chega a gigante por dentro, mas também não damos pelo crescimento das plantas e contudo elas chegam a alturas surpreendentes.Recebo mensagens telefonicas e cibernéticas afáveis e delicadas.Também elas me fazem crescer.






CASA DO BENTO

-Está Lá?.Mãezinha?

-Filho! Estou aqui com a tua madrinha Maria Leonor...estamos tão preocupadas convosco por causa do Bingue.

-Bingue?-retorquiu curioso
-Bingo.-Reafirmou ela.
-Bingo,mas eu não jogo bingo.

-Toma cuidado,olha que há pessoas que morrem por causa dessa doença.(DENGUE)
FODASSE

O QUE É ISTO?


FESTAS DE SÃO JOÃO
A Bahia como sempre está suspensa.Vêm ai as festas joaninas...
Comemora-se avidamente o São João,dia 24 é feriado.
Viaja-se para o inteiror,dança-se forró e,naturalmente,bebe-se muito licor ...depois é deixar o santo rolar.
As casas acendem fogueiras á porta, e os miudos estouram bombinhas em todo o lugar e a toda a hora.Afinal também assim se comemora o Solsticio de Inverno/Verão da forma pagã que o mundo nunca abandonou.

Para o MEU BANQUEIRO FAVORITO um CREO ESPECIAL

http://br.youtube.com/watch?v=OZEBIhOYG4c

P.S
As amigas do tres de trinta estão aqui em Salavador e vão-se embora amanhã.Gostei das rever.
Trouxeram uns travessseiros de Sintra deliciosos.

Não tenho escrito porque estou sem internet em casa e só quando a wirless da vizinha deixa é que me monto na dela...

05/06/08

CREO

http://br.youtube.com/watch?v=1DEddpD0ldw

MENINAS VAMOS AO VIRA

AI BAHIA,BAHIA de São Salvador


Significados e significantes,


embora significantes poderem ser aqueles com quem temos sexo mas não temos relacionamento:-aqui vai


ABREVIATURA - ato de se abrir um carro de policia

ALOPATIA - dar um telefonema para a tia

BARBICHA - boteco para Gays

CÁLICE - ordem para ficar calado

CAMINHÃO - estrada muito grande

CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente

COMBUSTÃO - mulher com peito grande

DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá

DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos

DETERMINA - prender uma garota

ESFERA - animal feroz amansado

HOMOSSEXUAL - Sabão utilizado para lavar as partes íntimas

LEILÃO - Leila com mais de 2 metros de altura

KARMA - expressão mineira para evitar o pânico

LOCADORA - uma mulher maluca de nome Dora

NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar

OBSCURO - 'OB' na cor pretaQUARTZO - partze ou aposentzo de um apartamentzo

RAZÃO - lago muito extenso porém pouco profundo

RODAPÉ - aquele que tinha carro mas agora roda a pé

SAARA - muulher do Jaaco

SEXÓLOGO - sexo apressado

SIMPATIA - concordando com a irmã da mãe

SOSSEGA - mulher desprovida de visão

TALENTO - característica de alguma coisa devagar

TÍPICA - o que o mosquito te faz

UNÇÃO - erro de concordância muito frequente (o correto seria um é)

VATAPÁ - ordem dada por prefeito de cidade esburacada

VIDENTE - dentista falando sobre seu trabalho

VIÚVA - ato de ver a uva

VOLÁTIL - sobrinho avisando onde vai.

04/06/08

Zitinha, adoro-te



A minha querida filha em plena adolescência
telefonou-me pedidndo esta publicação
a que dou todo o destaque. O meu poema...


mmmmmSou o mar...

mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmPois me sinto à deriva,
mmmmmE voltarei para casa,
mmmmmSem nenhuma prespectiva.

mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmVou e venho,
mmmmmQuase sempre,
mmmmmCom o mesmo tamanho.

mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmMuitas vezes sem ar,
mmmmmFaço então,
mmmmmO que vem ao meu pensar.

mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmSozinha em um olhar,
mmmmmMorrerei então,
mmmmmSem amor para dar.

mmmmmZitinha


Os brasileiros gostam de Eça de Queiroz, aqui vai uma pequena receita:

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.» Eça de Queiroz

03/06/08

Terça-feira



Considerado um dos mais perfeitos exemplos do Naturalismo nas letras brasileiras, O Bom Crioulo em tudo defende a tese determinista, segundo a qual o homem deve ser retratado dentro de um ambiente pernicioso e podre, decorrendo daí seu caráter enfraquecido e perverso, sua falta de travas morais, sua perversão, principalmente sexual, causadora de sequelas irreversíveis como a bestialização, a insanidade mental, a histeria ou a degradação.
Nesse romance, pela primeira vez na Literatura brasileira, é tratado o tema do homossexualidade, tendo como foco a vida dos marinheiros, retratada, às vezes, com requintes descritivos que chegam às raias da fotografia.
Narrado em terceira pessoa, esse romance, datado de 1895, tem como protagonista o jovem Amaro, negro escravo, homem forte e de boa índole, mas de espírito fraco que foge da escravidão e se embrenha na Marinha. Aí conhece Aleixo, grumete que atrai o bom crioulo por ser exatamente o oposto, branco e frágil.
A narrativa transcorre linear, e gradativamente o autor deixa o leitor conhecer um vasto painel dos fatos que envolvem o caso amoroso de Aleixo e Amaro. No entanto, Aleixo também é o ponto máximo do amor da portuguesa Carolina, prostituta, mulher excessivamente carente, que nunca havia conhecido o amor desinteressado e é atraída pelo espírito infantil do rapaz branco, pelos olhos azuis e puros. Na terra, envolve-o pelo amor carnal e passa a ser sua amante, mãe, amiga e transpõe para Aleixo todo seu coração reprimido pelas cruezas da vida, ama-o como mulher e como mãe, uma vez que ela não tivera a oportunidade de gerar filhos.
O ciúme interfere nesse singular triângulo amoroso, fazendo Amaro agir irracionalmente, como um animal diante do instinto selvagem, destruindo a sua única razão de ser e de viver. Ambientado preferencialmente no mar, o romance de Adolfo Caminha é a síntese da perversão sexual, descrita de modo ousado e chocante com a arte e a técnica de um artista que soube captar com fidelidade os aspectos cruéis de uma fria realidade


Linguística
Viajei de buzu para a Calçada e ouvi o seguinte diálogo:
- Nunca sei se é poblema ou problema.
- Rapaz, poblema é quando é com os outros, problema é quando é com a gente.


Casa do Bento
- Está lá mãezinha?
- Oh, querido, faz tanto tempo que não ligavas, pensei que já não gostavas da mãe...
- Pare com isso, doidona. - Brincou ele, arriscando algum atrevimento. - Como está tudo?
- Estamos todos bem. O teu sobrinho Lourenço já vai para o 6.º, 5.º ciclo, ai, para o ciclo preparatório, pronto. Está muito crescido.
- Ele é de Oxalá. Também acho. Oxalá consiga passar de ano sempre...
- Sabes que o PPD tem uma presidente mulher?
- Ai sim? - Ripostou ele.
- Sim, é a Ministra da Fazenda, a Ferreira Marques.
- A Ferreira Leite? - Interrogou ele.
- Não. A Dra Ferreira Marques. Tu não vives cá há muito tempo não conheces.
- Ó Mãe, por amor de Deus, eu conheço a Ferreira Leite.
- Lá estás tu. Eu não sou doida. Ferreira Marques e não é do teu tempo.

02/06/08

Laroie Exu


Exu come tudo o que a boca come, bebe cachaça, aguardente, licores, é um cavaleiro andante e um menino reinador. Gosta de balbúrdia, senhor dos caminhos, mensageiro dos deuses, correio dos orixás, um capeta. Por tudo isso sicretizaram-no com o Diabo. Na verdade ele é apenas um orixá do movimento, amigo de um bafafá, de uma confusão, mas, no fundo, excelente companheiro.
Decerta maneira é o Não onde existe o Sim, o contra onde só há o a favor. É intrépido e invencível.
Todas as festas num Terreiro começam com uma cerimónia para Exu, para que ele, com o seu gás zombeteiro não venha causar perturbação.
A sua roupa é bela, azul, vermelha branca, e todas as segundas-feiras lhe pertencem.
Dizem que quem guarda os caminhos da Cidade do Salvador da Bahia-de-Todos-os-Santos é Exu, orixá dos mais importantes na liturgia do Candomblé.
É malicioso e arreliador, não sabe estar quieto, gosta de confundir e aperrear. Postado nas encruzilhadas do caminho, escondido na meia-luz do crepúsculo, na barra da manhã, no cair da tarde, no escurinho da noite, no breu da noite profunda, ele guarda a sua cidade e os seus bem-amados. Ai de quem desembarcar com intenções malévolas, intenções de ódio no coração ou violência ou azedume.
O povo desta cidade é doce e cordial, e aos outros, Exu tranca os seus caminhos.
Conheço uma filha de Exu, sua digna e honrosa reporesentante. Tudo movimenta, tudo manipula, zombeteira, cismada e muito divertida.
Não o temo. Todos temos o nosso Exu dentro do nosso ser. É doce e obediente quando bem tratado.
Adoro o meu Exu, ele foi uma das melhores descobertas que fiz na Bahia. A ele e ao velhinho, com a sua paciência infinita, devo a minha vida.

29/05/08

A vida continua

Brasil
As coisas são difíceis. Nestes dias apetece-me viajar. Entro na net e procuro destinos. O problema é que não posso ir sem mim. Se pudesse deixar-me aqui e ir curtir... tudo ficaria mais fácil. Nem o desgaste do Elton Carlos e do Fabão me arrancam o cérebro, por isso mesmo vou ficando... eu e os meu velhinhos... todos curvadinhos, que nunca me desampararam. Se ao menos pudesse ficar desacordado um tempo longo...

Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Aonde você está indo?" e o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!" Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.
Precisamos aprender a arte de fazer cessar — parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda — para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.
Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito (vashana) acaba vencendo e nos levando de roldão.
Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. "Alô força do hábito, sei que você está aí!" Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.
Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto.
Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando. Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação — shamatha — é fazer parar.
A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fôssemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buddha ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:
Reconhecimento: se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".
Aceitação: quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em Acolher: abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.
Olhar em profundidade: quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.
Insight: o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.
Depois de nos acalmarmos, a terceira função da shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada — repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.
O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar. A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buddha disse: "Meu Dharma é a prática do não-fazer."1 Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.
Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

(Thich Nhat Hanh. The heart of the Buddha's teaching - transforming suffering into peace, joy, and liberation: the four noble truths, the noble eightfold path and other basic Buddhist teachings. Broadway Books: New York, 1999.)


A minha Sofia fez anus, credo, anos. Aqui vai o presente para matar saudades das Terras de Vera Cruz.


O fim de semana està à porta... tudo vai melhorar.

Não há vida sem morte


Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

22/05/08

O Direto, é para servir os Homens e não o contrário

O Supremo Tribunal do Estado da Califórina, onde aquele rapaz que fazia filmes cheios de conteúdo é governador, fez jurisprudência sobre o casamento homosexual. É, portanto, inconstitucional vedar o casamento a pessoas do mesmo sexo.

«In contrast to earlier times, our state now recognizes that an individual’s capacity to establish a loving and long-term committed relationship with another person and responsibly to care for and raise children does not depend upon the individual’s sexual orientation, and, more generally, that an individual’s sexual orientation — like a person’s race or gender — does not constitute a legitimate basis upon which to deny or withhold legal rights. We therefore conclude that in view of the substance and significance of the fundamental constitutional right to form a family relationship, the California Constitution properly must be interpreted to guarantee this basic civil right to all Californians, whether gay or heterosexual, and to same-sex couples as well as to opposite-sex couples.»

20/05/08

Preciso de coisas bonitas




Casa do Bento
– Esta lá? Mãezinha?
– Não ligaste domingo... – Comentou ela.
– Como vão as tias? – Perguntou ele.
– Estão todas bem. Muito chatas. É da idade. E vê lá tu, que apanharam o primeiro-ministro a fumar na casa de banho de um avião. Que vergonha! É um gaiato. Não se sabem pôr no lugar, depois dá isto. Manda quem pode e obedece quem deve. Ele fuma onde quiser e ponto final. Os homens sempre fumaram. Ora, onde é que já se viu a dar satisfações dos seus vícios. Agora, na casa de banho!
– Não têm nada mais sério para discutir? – Perguntou ele incrédulo.
– Sim. Falta saber se o cigarro era droga. Sei lá.

15/05/08

O dia duro mas bom


A Bofetada
Eu a Zitinha fomos ao teatro... ver a Bofetada. Rimos muito e passamos bons momentos juntos. Ficámos a saber que Fanta sem gás é um Tang de segunda classe. O Teco não veio porque esta empolgado num churrasco com a criadagem, com quem a snob da Zitinha não se quer misturar.

Avózita
Está de partida de novo. Sei que não gosta de voltar porque o lugar dela é aqui. Encontrou a sua raíz. Também eu encontrarei a minha velha/nova raiz... onde menos esperar.

Engula a Santa...
Rema mê filhe que estás quase a ver o tê pai n'ámereca.
(Mãe açoriana com um filho num bote ao largo das Flores)

Casa do Bento
- Está lá? Mãezinha?
- Sim filho, quem querias que fosse? - respondeu ela de imediato.
- Estou a ligar para desejar feliz dia das mães.
- Obrigado meu querido.
- Aqui no Brasil, o dia das mães é só para a semana...
- Pois, realmente, eles são um bocadinho atrasados, coitadinhos.


Um dia, em Julho fui a uma roça a uma festa. Chegou um personagem famoso e deu sua salva a pedido da mais velha. Todos vieram de imediato dizer que aquela não era a saudação do caboclo famoso. Ele não falaria em sambar e dançar... Ao percorrer a net hoje dei com esta saudação gravada do cavalo original do referido caboclo... há um bom par de anos:

Pandeiro não quer que eu sambe aqui
Viola não quer que eu vá embora
Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola
Pandeiro quando toca faz Pedra-Preta chegar
Viola quando toca faz Pedra-Preta sambar
O pandeiro diz: Pedra-Preta não samba aqui, não
A viola diz: Pedra-Preta não sai daqui, não
Pedra-Preta diz: Pandeiro tem que pandeirar
Pedra-Preta diz: Viola tem que violar
O galo no terreiro fora de hora cantou
Pandeiro foi-se embora e Pedra-Preta gritou:
Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola

Down Town na zona alta

São Salvador da Bahia é a única cidade d0 mundo que tem uma dowtown na uptown. Estão a construir uma zona financeira e de escritórios na zona alta da cidade. São escritórios, lojas, espaços de lazer e claro uma extenção do novo shopping,onde temos o nosso restaurante. A curisosidade é o facto de chamarem a estes edificios, downtown.
Para além destes baptismos, nesta mesma zona, existe a Manhatan Square e o Salvador Prime, palácio dos emergentes, porque como todos os projectos imobiliários em cursopor aqui, trazem um" novo conceito de viver".
Ao lado do Salvador Prime existe uma grande favela, não das piores, porque já foi sendo melhorada pelo suor dos seus habitantes, chamada Pernambuez... o povo já está a chamá-la por Salvador Second.

13/05/08

13 de Maio

Regina Sacratissimi Rosarii Fatimae, ora pro nobis.


Feira de São Joaquim
Fui lá hoje de manhã cedo porque foi preciso. Falei com a baiana que faz os copos de sumo, comprei as folhas e ouvi o moleque que carrega as compras dizer que ela só gosta de bode porque quer ter em casa carne do sertão. Está dito: «minha mãe não me fez branco para que eu seja franco.»

A Gula Santa é um pesadelo que não pára, a mão-de-obra, apesar de maior de idade, é infantil e tem de ser tratada como tal. É preciso estar constantemente a dar ordens e a ralhar. Estou a cansar-me do movimento internacional... pobrete mas alegrete...

A Zitinha está no auge da adolescência aos 13. Tal como eu é precoce. Acha-se a melhor do mundo, em tudo, e di-lo a toda a gente, incluindo às professoras. Umas acham graça, outras nem por isso e na hora do queijo, comomanda a tradição, são elas que têm a faca.

O Teco vive num mundo onde os heróis são os caseiros. E eu que me achava chic. Só pensa em churrasquinhos e está constantemente de alpercatas... que inferno.

11/05/08

Dia da Mãe

Nova York never sleeps, 2008-2009.
La Sonambula de Belini, com Déssay e Florez de novo.

Hoje é dia das mães aqui no Brasil
Ser MATER é viver fazendo nascer todos os dias.
Mãezinha, quero colo.

07/05/08

Dignidade

A dignidade é a última coisa que podemos perder...
se nos baixamos demais, vêem-se as cuecas,
como diz o provérbio alentejano...