Ontem encontrei aqui no restaurante uma sacerdotisa de Athom deus egípcio. É rica bonita e cultua Athom. Não têm sacerdotes masculinos porque até ao momento não encontraram homens com energia suficientemente forte. Brasil, Bahia, Século XXI... Não encontrava uma sacerdotisa, com templo gigante edificado, desde as aulas de Egiptologia com o Luis Araújo, no primeiro ano da faculdade. Os homens que se cuidem...!
Mameto Kamurici completa 36 anos. Longa vida e reinado no Terreiro de São Jorge, Filho da Gomeia. EPA EIA !
Afilhada Leonor de Oxossi completou ontem 8 anos. O padrinho é meio-doido mas lá se lembrou de ligar para dizer-lhe que tanta água nos separa, que o torna o coração mais próximo.
Senhora Dona Sofia Maria Adelaide Marvão Gil Pires, Condessa de Calhariz. Querida Tia Sofia faz hoje anos. Sempre igual a ela mesma, conservadora, faladora, pudica, risonha, gulosa. Lembro-me das vésperas de Natal em que lhe ia entregar os saptinhos para colocar na chaminé no dia 20 de Dezembro. Replicava sempre:
- A tia ainda vai fazer azevias e o Menino Jesus não gosta de sapatos sujos de gordura.
Traz-mos dia 24.
Parabéns tia!
Hoje é dia de Santa Edviges, Padroeira dos endividados... e mais não digo.
Tia Selima de Jesus - 16 Outubro de 1985
Dona Eius Pacem Domine
Requiescat in Pacem
Amen
Estou cada vez mais chato e rezingão... Coitados dos meus filhotes e do meu Caquinho.
Chegou o Rui de Lisboa. É bom ter visitas quando se está assim longe. Conversas boas e agradáveis.
Sãozinha, TOMA OS COMPRIMIDOS!
NAV PORTUGAL O novo Conselho de Administração da Nav Portugal foi nomeado. Enfim, nada de novo debaixo do sol.
Sete vidas Um homem que viajava de autocarro teve um acidente. O autocarro rebolou por uma ribanceira. Por milagre saiu ileso e conseguiu ajudar a salvar os outros... A reportagem foi ao local e entrevistou-o sobre a façanha heróica e milagrosa. Repetia ele: "Foi como se voltasse a viver. Só se tem uma sorte desta na vida..." Nesse momento um autocarro desgovernado, nessa mesma estrada, atropelou-o e matou-os a ele, ao cameraman e à repórter.
17/10/07
A Bahia é única...
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15/10/07
15 de Outubro - Santa Teresa de Ávila

Eu estou com aquele que me habita
é claro que me acompanha
por isso o meu desenho resplandece
por isso me vês por outra figura
sanguínea e vital.
Juventude
A mãe de Teresa faleceu quando esta tinha quatorze anos: "Quando me dei conta da perda que sofrera, comecei a entristecer-me. Então me dirigi a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei com muitas lágrimas que me tomasse como sua filha". Quando completou quinze anos, o pai levou-a a estudar no Convento das Agostinianas de Ávila, para onde iam as jovens de sua classe social.
Um ano e meio mais tarde, Teresa adoeceu e seu pai a levou para casa. A jovem começou a pensar seriamente na vida religiosa que a atraia por um lado e a repugnava por outro. O que a ajudou na decisão foi a leitura das "Cartas" de São Jerônimo, cujo fervoroso realismo encontrou eco na alma de Teresa. A jovem comunica ao pai que desejava tornar-se religiosa, mas este pediu-lhe para esperar que ele morresse para ingressar no convento. Temendo fraquejar em seu propósito, a santa foi em segredo visitar a sua amiga Joana Juárez, que era religiosa no convento Carmelita da Encarnação, em Ávila.
Gosto dela.
PERDIZ É PERDIZ, PENITÊNCIA É PENITÊNCIA...O VINHO ALEGRA AS VIRGENS...
Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da oração mental. Vivia desculpando-se dizendo que suas enfermidades a impediam de meditar.
Pouco depois da morte de seu pai, o confessor de Teresa fê-la ver o perigo em que se achava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática da oração. Desde então, a santa jamais a abandonou. No entanto, ainda não se decidira a entregar-se totalmente a Deus nem a renunciar totalmente às horas que passava no locutório trocando conversas e presentes com os visitantes. Curioso notar que, em todos estes anos de indecisão no serviço de Deus, Santa Teresa jamais se cansava de prestar atenção aos sermões, "por piores que fossem".
Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com freqüência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensangüentado na agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensangüentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade.
As Carmelitas, como a maioria das religiosas, desde os princípios do século XVI, já haviam perdido o primeiro fervor. Já vimos que os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros de toda a cidade. As religiosas saíam da clausura pelo menor pretexto. Os conventos eram lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram muito numerosas. O Convento da Encarnação possuía 140 religiosas.
Reformadora e fundadora Já que esta situação era aceita como normal, as religiosas não se davam conta de que seu modo de vida estava muito distante do espírito de seus fundadores. Assim, quando uma sobrinha de Santa Teresa, também religiosa no convento da Encarnação, deu-lhe a idéia de fundar uma comunidade reduzida. A Santa, que já estava há 25 anos naquele convento, resolveu colocar em prática o plano de fundar um convento reformado.
São Pedro de Alcântara, São Luís Beltrán e o bispo de Ávila, aprovaram o projeto. O provincial dos Carmelitas, Pe. Gregório Fernández, autorizou Teresa a colocar seu plano em prática. Contudo, a execução do projeto causou muitos comentários e o provincial retirou a permissão. Santa Teresa foi criticada pelos nobres, pelos magistrados, pelo povo e até por suas próprias irmãs. Apesar disso tudo, o dominicano Pe. Ibañez, incentivou Teresa a prosseguir seu projeto.
São Pedro de Alcântara, Dom Francisco de Salcedo e o Pe. Gaspar Daza, conseguiram que o bispo tomasse a causa da fundação do novo convento para si. Eis que chega de Roma a autorização para se criar a nova casa religiosa, o que ocorreu no dia de São Bartolomeu, em 1562. Durante a missa receberam o véu a sobrinha da santa e outras três noviças.
A inauguração causou grande reboliço em Ávila. Nesta mesma tarde, a superiora do convento da Encarnação mandou chamar Teresa e a santa a procurou com certo temor, pensando que iam encarcerá-la. Teve que explicar sua conduta à superiora e ao Pe. Angel de Salazar, provincial da Ordem. A Santa reconhece que não faltava razão a seus superiores por estarem desgostosos. Mesmo assim, o Pe. Salazar lhe prometeu que ela poderia retornar ao convento de São José logo que se acalmassem os ânimos da população.
A fundação não era bem vista em Ávila, porque as pessoas desconfiavam das novidades e temiam que um convento sem recursos se transformasse em um peso para a cidade. O prefeito e os magistrados teriam mandado demolir o convento, se não tivessem sido dissuadidos pelo dominicano Bañez. Santa Teresa não perdeu a paz em meio às perseguições e prosseguiu colocando a obra nas mãos de Deus.
Francisco de Salcedo e outros partidários à fundação enviaram à corte um sacerdote que defendesse a causa diante do rei. Os dois dominicanos Báñez e Ibáñez acalmaram o bispo e o provincial. Pouco a pouco a tempestade foi-se acalmando. Quatro meses depois, o Pe. Salazar permitiu que Santa Teresa e suas quatro religiosas retornassem ao convento de São José.
Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuiam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas.
A grande mística Teresa não descuidava das coisas práticas. Sabia utilizar as coisas materiais para o serviço de Deus. Certa ocasião disse: "Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência".
Encontrou certo dia em Medina del Campo dois frades carmelitas que estavam dispostos a abraçar a Reforma: Antonio de Jesús de Heredia, superior, e Juan de Yepes, que seria o futuro São João da Cruz.
Aproveitando a primeira oportunidade, ela fundou um conventinho de frades em Duruelo em 1568. Em 1569 fundou o de Pastrana. Em ambos reinava a maior pobreza e austeridade. Santa Teresa deixou o resto das fundações de conventos de frades a cargo de São João da Cruz. Depois de muitas lutas, incompreensões e perseguições, obteve de Roma uma ordem que eximia os Carmelitas Descalços da jurisdição do Provincial dos Calçados.
Em 1580, quando estabeleceu-se a separação entre os dois ramos do Carmelo, Santa Teresa tinha 65 anos e sua saúde estava muito debilitada. Nos últimos anos de sua vida fundou outros dois conventos. As fundações da Santa não eram simplesmente um refúgio das almas contemplativas, mas também uma espécie de reparação pelos destroços causados nos mosteiros pelo protestantismo, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.
A morte Na fundação do convento de Burgos, que foi a última, as dificuldades não diminuiram. Em julho de 1582, quando o convento já ia com suas obras adiantadas, Santa Teresa tinha intenção de retornar a Ávila, mas viu-se forçada a mudar seus planos para ir a Alba de Tormes visitar a duquesa Maria Henríquez. A Beata Ana de São Bartolomeu afirmou que a viagem não estava bem programada e que a Santa estava tão fraca que desmaiou no caminho. Certa noite só puderam comer alguns figos. Chegando a Alba, Teresa teve que deitar-se imediatamente. Três dias depois, disse à Beata Ana de São Bartolomeu: "Finalmente, minha filha, chegou a hora de minha morte". O Pe. Antonio de Heredia ministrou-lhe os últimos sacramentos. Quando o mesmo padre levou-lhe o viático, a Santa conseguiu erguer-se do leito e exclamou: "Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!" Ela morreu às 9 horas da noite de 4 de outubro de 1582. Exatamente no dia seguinte entrou em vigor a reforma gregoriana do calendário, que suprimiu dez dias, de modo que a festa da santa foi fixada, mais tarde, para o dia 15 de outubro. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.
Teresa é uma das personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Suas cartas no-la mostram absorvida com os problemas mais triviais. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem firmada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e transmitir, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".
Foi canonizada em 1662. No dia 27 de setembro de 1970, o papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja.
Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos
Sua festa é comemorada no dia 15 de outubro.
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09/10/07
Maresia de Mel
Nunca mais lá voltei navegando no Cabo Avelar ou no Berlenga. Recordo com saudade os faroleiros e o jeito dos que viviam seis meses por ano sozinhos no meio do mar. Um lugar especial com toda a energia do mar profundo.
O meu lugar favorito e de boas e inesquecíveis memórias... as Berlengas. A água mais fria da terra, para os melhores banhos. As fotos são da minha comadre Margarida.
O Knky
Perguntaram-me o que era ser Kinky.
-Todos somos. As variações é que são imensas. Ora vejam estas moças que se sentem prazeirosas a brincar aos póneis e a fazer de éguas dóceis. Outras ja serão mulas, enfim tudo se pode aprender no Sex Museum de Nova York que tem uma exposição sobre o Kinky.
Diz a Wikpedia: Kink is a term used to refer to a broad range of sexual practices such as spanking, bondage, domination and submission, sadomasochism and sexual fetishism. BDSM is a term that has developed over time to represent the full range of kinky behavior, and not just those represented by the acronym. It is important to note that the definition of what is and is not kinky can be quite subjective
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08/10/07
Meu velho...
Está previsto para Outubro deste ano (2007) , o lançamento de “Exit Ghost“, o último romance de Philip Roth. O mesmo “fantasma “ que surgiu pela primeira vez na sua obra em “The Ghost Writer”, publicado em 1979, vai finalmente desaparecer de cena. Pelo menos é o que afirma o seu criador.Preparemo-nos, então, para a última aparição da célebre personagem - e alter ego de Philip Roth - Nathan Zuckerman, o qual, com uma idade avançada, voltará a Nova Iorque depois de vários anos de afastamento e de quase clausura. A expectativa que rodeia este acontecimento - a realidade e a ficção confundem-se - funciona como alibi para passar em revista a vida e obra deste escritor norte-americano que, tanto provoca as maiores laudas - já recebeu todos os prémios possíveis menos o Nobel que lhe é inteiramente devido - como é confrontado com acusações de misoginia e arrogância. Homem, heterossexual, norte-americano e judeu, Roth é um dos mais importantes escritores contemporâneos, senhor de um imaginário muito próprio que conjuga, na perfeição o sentido de comicidade, ironia e autocrítica de Woody Allen com a tortuosa herança existencial de Kafka. Quem tem acompanhado de perto a sua obra ao longo das últimas décadas ficará com uma excelente ideia da evolução da sociedade americana e da psicologia de um povo. Como bónus terá uma perspectiva abrangente, marcante e desapiedada das sucessivas idades de um homem, uma vez que o autor não se coíbe em retratar, com detalhes que vão do cómico ao escatológico, as suas próprias experiências de vida. Mas atenção: os romances de Roth não são estritamente autobiográficos e ele consegue, como escritor, facultar uma perspectiva bem nítida da intemporalidade e universalidade das suas personagens. Basta ler ou reler a sua mais recente obra “Everyman” (2006) para perceber que ele se dedica a dissecar o ser humano em toda a sua grandeza (quando esta existe), miséria(s) e banalidade. Foi Martin Amis que disse que Philip Roth é um escritor de romances autobiográficos que escreve sobre a escrita de autobiografias, o que explica muita coisa em relação à vida, às preocupações e as angustias do autor.Roth tornou-se (muito) famoso quando saiu o seu livro “O Complexo de Portnoy”, em 1969. Não era um desconhecido visto que “Goodbye Columbus”, escrito dez anos antes, uma colectânea de contos mais uma novela que acabou por ir parar ao cinema, teve um relativo sucesso. Mas foi com a figura de Alexander Portnoy que Roth passou a ter um estatuto especial, juntamente com autores judeus do mesmo calibre, como Saul Bellow e Norman Mailer.Philip Roth nasceu em Nova Iorque, Newark, em 1933. Segundo o seu próprio relato em “Patrimony”, o avô Roth estudou para ser rabino na sua Polónia natal mas emigrou para a América em 1897, sozinho, deixando para trás a mulher e três filhos. Empregou-se numa fábrica de chapéus e aí trabalhou duramente para conseguir mandar vir a família que aumentou logo de seguida. Em 1914 os irmãos já eram sete. O pai de Philip, Herman, era vendedor de seguros e a mãe, Bess, tomava conta da casa e dos filhos. Estiveram casados durante cinquenta e cinco anos, até ela morrer de um AVC que deixou o pai do escritor inconsolável. Roth estudou na Bucknell University e na University of Chicago e começou a sua carreira a ensinar na prestigiada University of Iowa - berço de inúmeros escritores célebres que frequentavam as aulas de “creative writing” - e mais tarde na não menos famosa Princeton University. Em Chicago conheceu o escritor Saul Bellow, de quem se tornou amigo, que lhe apresentou a sua primeira mulher, Margaret Martinson. Estiveram casados dois anos, tendo-se divorciado em 1963. Margaret ( a quem Roth chamava “macaca” e que morreu em 1968 num acidente de viação) passou a fazer parte da galeria de personagens da obra “rotheana“. Em “My Life as a Man” - um retrato quase fiel do seu casamento - e em “O Complexo de Portnoy” algumas das figuras femininas basearam-se em Margaret. As feridas abertas pelo divórcio não chegaram a sanar, deixando Roth com um permanente sentimento de frustração e culpa. Ainda de acordo com o seu romance pseudo confessional “Operação Shylock” de 1993, Roth teria sofrido um esgotamento nervoso nos finais dos anos oitenta. Mas depois começou a viver com a actriz inglesa Claire Bloom com quem casou em 1990, tendo-se divorciado cinco anos depois. Bloom, depois da separação, publicou um livro - “Leaving a Doll´s House” - sobre a sua experiência como actriz e onde fazia “revelações” que não abonavam nada a favor do ex-marido. Bloom, que parece ter ficado subjugada pelo encanto de Roth, acusa-o no entanto de profunda misoginia e de viver fixado nas duas obsessões que atravessam todos os seus livros e que o próprio Roth diz serem o motor da vida dos americanos: o sexo e o dinheiro. É provável que Bloom tenha razão - embora no livro se mostre uma mulher queixosa e muito centrada em si própria - mas a verdade é que Roth, à custa de quem o sempre tem rodeado, conseguiu criar, em ficção, um universo que é bem real. Em resposta à ex-mulher, Roth escreveu “Casei com um Comunista”, uma sátira feroz - mais uma - que aproveita o absurdo da era MacCarthy e da sua “caça às bruxas” para mostrar outro dos lados negros da América, com toda a sua hipocrisia e pseudo moralidade. É preciso lembrar que a relação de Philip com as mulheres é complexa, difícil e conflituosa. Se por um lado elas são, obviamente, uma fonte inesgotável de desejo e um caudal infinito de prazer(es), por outro, são a causa de todas as desgraças, a razão da “queda” dos homens. Tudo porque, ainda de acordo com o escritor, são elas que mais preservam e impõem as normas de conduta e as regras sociais vigentes, o que entra em conflito directo com as “aspirações masculinas de liberdade”.O que vale a Roth é que ele possui um invejável sentido de humor. Basta começar por ler “ O Complexo de Portnoy”, o seu quarto romance, onde o escritor deu largas à sua verve desenfreada, brutal e hilariante. Trata-se da história de Alexander Portnoy, um jovem advogado nova-iorquino que passa o livro a confessar-se ao seu psicanalista, o (tornado) célebre Doutor Spielvogel, autor de textos científicos como “O Pénis Perplexo”. O leitor desprevenido será imediatamente alertado pela epígrafe que explica: “ O Complexo de Portnoy: uma perturbação que leva quem dela sofre a um perpétuo conflito entre fortes impulsos altruístas e de natureza ética e um desejo sexual extremo, muitas vezes de origem perversa.” Alexander relata com todos os pormenores a sua fixação pela mãe dominadora, Sophie, a sua tendência compulsiva para a masturbação e outros detalhes da sua intensa vida privada, dominada pela imprevisível e tirânica testosterona. Roth explora aqui a diferença e o atrito que resulta entre o que é básico e natural no ser humano e aquilo que, depois, devido aos preconceitos e tabus de uma sociedade, transforma a vida de qualquer mortal num inferno. Valeria a pena reler, agora, este livro que surgiu como uma bomba numa América dilacerada entre a Guerra do Vietname - e a defesa da sua legitimidade por parte da ala mais conservadora - e os movimentos hippies e pacifistas dos finais dos anos sessenta.Conflitos como este irão ser o mote de Philip Roth ao longo da sua vida e da sua carreira, à medida que explora as suas vivências em relação ao sexo, às relações com as mulheres, à velhice e à morte. Nada escapa ao seu olhar escrutinador, fatalista e satírico. A vida é uma farsa bem apanhada que vale a pena ser vivida, apenas para ser denegrida e exaltada em igual proporção. De Portnoy, que se dedica quase a tempo inteiro às alegrias ( e tormentos) das pulsões eróticas mais desenfreadas até ao herói do seu antepenúltimo livro, o conto moral de inspiração medieval “Everyman”, onde um hipocondríaco acaba por morrer de velho (evidentemente), o autor confessa-se directamente ao seu público. Ele foi, sempre, esse Nathan Zuckerman, uma personagem ficcionada que se parece intimamente com o seu criador e tal como ele, é um judeu de Newark que escreve um romance “Carnovsky”, cuja acção e personagens são directamente inspiradas pela sua própria família e amigos e que se revela imediatamente um sucesso fulminante. Nathan ganha uma fortuna e torna-se uma celebridade que todos querem conhecer, uma espécie de Pop Star com direito a todas as mordomias. As mulheres perseguem-no até à cama e ele casa com três delas, em rápida sucessão. O mundo sorrir-lhe-ia se não fosse a o facto de ter toda a família, vizinhos e conhecidos numa feroz campanha contra ele, uma vez que se sentem prejudicados pela imagem retratada nos livros. Assim, o pobre Zuckerman irá continuar o curso dos seus dias numa luta perene entre as raízes, o passado e a sua cultura, isto é, a voz da sua consciência, versus a sua vida real, feita de excessos, abundância material e sexual e uma sede cada vez maior de dinheiro, mulheres e poder. Mas o que separa a sua personagem de outras semelhantes - como o John Self de Martin Amis em “Dinheiro“ - é que Nathan, como bom judeu, é um homem atormentado e consciente da inevitabilidade da morte e da passagem do tempo.
Ele é... Caco
Bahia em Outubro,
Teco Fuma,que se te apanho tás lixado...
Tia São Inscreve o tô marido neste pograma.Tá?
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CRIADO-MUDO
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4:24 p.m.
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29/09/07
Um dia a mais
Sábado
Bufet armado no shoping Vende-se o que se pode... sempre insuficiente mas isso são conversas incómodas. O que interessa é rir, e resolver a vida, a sua vida. A solidariedade, é no mínimo invisível. Cá estaremos para dar a mesma resposta: - não me aborreçam com problemas.
Padre Prior está cá em casa Conversa interessante e estimulante de um grande pensador, infelizmente incompreendido pelos seus pares e pela pequenez de Portugal.Conversa maravilhosa,rica,intelectualmente prolixa.Trouxe-me três livros que publicou recentemente.
És feliz?Que pergunta obscena - ninguém poderá responder a uma pergunta tão cretina como esta.
Epa Baba No final do mês terei as minhas coisas ajeitadas e cuidarei de meus orixás. Já tenho um local.Eu mesmo tomarei as redeas e farei o que este predestinado a ser feito, mesmo que os bispos se sintam ameaçados. O medo é pouco importante. O que é importante é o que se faz com ele. É assim uns têm outros não... e isso é duro.
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CRIADO-MUDO
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12:41 p.m.
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28/09/07
Esqueçam os tempos do tropicalismo,dos cantores de intervenção baiana que cantavam grandes poetas, e as gentes que respiravam.Esqueçam os poetas que cantavam a vida do seu povo, revertida em músicas inesquecíveis.
Ora vejam as letras da Ivete... para verem as pérolas da música que vende aqui na bahia.
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CRIADO-MUDO
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9:58 a.m.
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25/09/07
Quoi de neuf?
Esta confusão está presente,hoje ainda na maioria dos casais que conheço, ou que me rodeiam.
No Brasil a confusão é total. Os casais devem estruturar-se. O amor é congénere da trasncedência. É outro nome para o impulso criativo, e, como tal carregado de riscos. Amor significa abrir-se ao destino,à mais sublime das condições humanas, em que o medo se funde com o regozijo.Abrir-se ao destino significa, em última instância admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que nos traz o outro, o companheiro desse mesmo amor.
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CRIADO-MUDO
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2:07 p.m.
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In adversitas felicitas crescente foi o moto escolhido para a família e é bem verdade.
As adversidades e dificuldades no Brasil são inúmeras, constritoras quanto baste e ele há dias que apetece mandar tudo à fava.
Serenidade e tempo, sem ultrapassar o limite do que é razoável permitirão avaliar esta verdadeira e rica aventura em Terras de Vera Cruz.
O Brasil tem muita graça mas também cansa até porque todos os dias é preciso matar um leão (a maior parte das vezes mato o Caco e os miúdos) para poder comer... e neste dias tenho andado cansado.
Palavras para quê... Eis o que se acha representante do Cordeiro de Deus... Governa a Igreja há 12 anos é inteligente, educado, culto, conceptualmente intocável e um verdadeiro crente, mas está fodido. Nunca lhe vão poupar o facto de ser alemão, ex-inquisidor-mor, e coerente. Não gosto dele, mas isso é irrelevante, quem é católico que o ature.
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CRIADO-MUDO
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9:58 a.m.
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24/09/07
O absurdo Brasil
O Caco ofereceu-me o Estrangeiro de Albert Camus. Li-o. Fiquei cheio de azia como se fosse indigesto. Procurei-o...
Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913 — Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor e filósofo nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.O período de sua infância, apesar de extremamente pobre é marcada por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em o "Avesso e o Direito". Mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam além do próprio Camus, seu irmão que era um pouco mais velho, sua mãe, sua avó e um tio, um pouco surdo e tanoeiro. Profissão esta que Camus seguiria se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária M. Germain, que viu naquele pequeno pier-noir um futuro promissor. Sua família no começo não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária, fazendo parte de uma família pobre, o próprio Camus diz que no começo foi difícil para ele essa decisão, pois ele sabia que a família precisava da renda do seu trabalho. E que ele deveria ter uma profissão cedo, e que trouxesse frutos, como a profissão de seu tio. No fundo Camus também gostava do ambiente da oficina onde seu tio trabalhava. Há um conto que escrito por ele que tem como cenário a oficina, e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora para ajudar no sustento da casa. E durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que o ganhador do prêmio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Ambos os professores ganham livros dedicados à eles. Jean Grenier por exemplo tem "O Homem Revoltado" dedicado a ele. A tese de doutoramento de Albert Camus,Foi sobre Santo Agostinho.
Mas neste momento o absurdo da existência se manifestou mais uma vez na vida de Camus. Após completar o doutoramento, e estar apto a lecionar, sua saude lhe impediu de se tornar um professor. Uma forte crise de tuberculose se abateu sobre nesta época. Ele já era tuberculoso a já algum tempo. Esta doença lhe deu a real dimensão da possibilidade cotidiana de morrer, o que é fundamental no desenvolvimento de sua obra filosófica/literária. E a tuberculose também o impediu de continuar a praticar um esporte que tanto amava e lhe ensinou tanto: Camus era o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. E seu amor para com o futebol seguiu-o durante toda a vida. E uma das coisas que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil em 1949 foi o amor do brasileiro pelo futebol.
Sob estas diretrizes, não é sem sentido que sua obra (filosófica e literária) tenha o absurdo como estandarte.À grosso modo, seus livros testemunham as angústias de seu tempo e os dilemas e conflitos já observados por escritores que o precederam, tal como Franz Kafka, Dostoiévski. Esta proximidade entre Camus e estes dois autores evidencia uma cadeia que se estende até os dias atuais, indica a fonte de um movimento heterogêneo - abrange arte, teatro, literatura, filosofia -, que por conveniência poderemos identificar como a estética do absurdo. Alguns ilustres filiados a este movimento cujo foco é o absurdo são eles: Samuel Beckett e Eugène Ionesco.
Conhece Sartre em 1942 e tornam-se bons amigos no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro "O Estrangeiro" sobre o qual Sartre escreveu elogiosamente, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia em uma festa em que os dois estavam, Camus se apresentou ao Sartre, dizendo-se o autor do livro. A amizade durou até 1952, quando a publicação de "O Homem Revoltado" provocou um desentendimento público entre Sartre e Camus.
Camus morreu em 1960 ao sofrer um acidente automobilístico. Em sua maleta estava contido o manuscrito do "O Primeiro Homem", um romance autobiográfico. Por uma ironia do destino, nas notas ao texto ele escreve que aquele romance deveria terminar inacabado. Em seu bolso constava um bilhete de comboio para sua viagem para fora do país, sob razões até hoje nunca esclarecidas.
Gostei de me encontrar com Camus numa altura da vida em que, muito mais sereno e tranquilo que nunca, procuro entender porque vim para este continente, ou porque a vida me tem trazido daqui para acoli, e de novo para acolá, subindo e descendo caminhos infindos que se estendem e crescem cada dia, arrastando-me sem piedade, ou carregando-me com doçura ha 40 anos.
...Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade.
A sogra chegou. Traz as mesmas notícias velhas de Lisboa. Está bonita de cabelo branco, igual a ela mesma.
A zitinha armou o burro e o Mário mediu forças.
Houve parada gay em Lauro de Freitas

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CRIADO-MUDO
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8:52 a.m.
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21/09/07
21 de Setembro de 1990
Jose Galhardo/Frederico Valério
para Amália Rodrigues
Ele esperou por ele desde a véspera. Levou-o a jantar ao restaurante, como que a querer impressioná-lo. Desde aí dormiram sempre juntos, mesmo quando surgiram outros cheiros na roupa, outros perfumes no corpo. o Amor adormeceu sempre na mesma cama, e o que não é dito soa sempre melhor.
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8:59 a.m.
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18/09/07
Alegria de Ere
Setembro é o nono mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 30 dias. Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do Calendário Romano, que começava em Março. Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.
Por volta de 22 de Setembro, o Sol cruza o equador celeste rumo ao sul; é o equinócio de setembro, começo do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul.
Setembro é o mês em que a Bahia come caruru. Enaltecem-se as crianças e as entidades infantis do candomblé. A maioria das pessoas, sobretudo as mais interessantes e humildes, chama sete crianças da rua e dão-lhe este prato para comer. É uma bonita forma de solidariedade de tradição africana. No sincretismo estas entidades, Eres, são representados em São Cosme e São Damião.
«(...) Mas a minha lembrança da festa de Cosme e Damião é a de um terreiro do bairro. Eu me lembro das pessoas vestidas de branco em trance ao som de ataques. Girando, girando até incorporarem espíritos infantis. Minha mãe sempre foi bem católica do tipo de frequentar a missa e ir em procissão do enterro na Semana Santa. Mas, duas de suas amigas frequentavam o terreiro. Por causa disso, de vez em quando, íamos no terreiro para receber passes. Eu gostava da cantoria e das balas na festa de Cosme e Damião. Para mim o ambiente era muito mais festivo do que as missas. Minha mãe é uma pessoa que tem fé e nunca viu nenhuma contradição entre as missas de domingo e as bençãos do terreiro...»
Jorge Amado
A minha basílica preferida em Roma do século VI é precisamente a de S. Cosme e Damião. Vivam o TIC-TAC, Sabiá, e todos os outros meninos. Vou oferecer e comer o meu Caruru.
O caruru é um prato típico da culinária baiana, originalmente uma comida ritual do candomblé, provavelmente trazida para o Brasil pelos escravos africanos. Pode-se comer acompanhado de acarajé ou abará. É preparado com quiabo, uma verdura que se pensa ser de origem africana, cebola, camarão frescos e seco, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído.

de cabeça para baixo.
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3:31 p.m.
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13/09/07
Quinta-feira
Quinta-feira de Inverno na Bahia... as rotinas da cozinha e a implemnetação de 3 bufetes diários. Eles querem sempre comer ao Kilograma, na promoção e no caprichado... é da cultura da terra.
Notícias de Olissiponia
Chegou o tio Hélder e a a Zita com notícias frescas de Lisboa... mas nada de novo debaixo do sol. Gostei muito de o ver. Trouxe-me à memória Sesimbra, donde só guardo muito boas memórias, muito saudosas. As saudades das coisas boas apertam, mas as fases de arranque dos projectos são sempre difíceis.
A querida Mónica tem um namorado com duas filhas...
- Queridas meninas, se estão à espera que a madrasta faça o almoço... morrem esfomeadas.
A propósito: paga-me amor...
Moral da História: Meus amores, nunca lhe vendam um carro.
Todos os outros estão deprimidos... nos por cá falidos, mas felizes.
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12:20 p.m.
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12/09/07
Brasil...

num rito conjunto com a Igraeja Católica.
Deve ter sido uma cerimónia bonita...
pena que não possa ter ido a Paris... Mas vou a Piri-piri.
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11:47 a.m.
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23/08/07
07/08/07
Bahia...Oh Bahia, Epa Baba
8 DE Agosto dia de São Domingos de Gusmão
O LUMEN ECLESIA DOCTOR VERITATIS
ROSA PATIENTIAE
BUR CASTITATIS
PREDICATOR GRATIAE
NIS JUNGE BEATIS
ORA PRO NOBIS BEATE PATER DOMINICE
UT DIGNI EFICCIAMUR PROMISSIONIBUS CHRISTI
Os caminhos por aqui vão se abrindo e a luz vai-se desvendando. Meu pai Oxalá, o velhíssimo vai dando as pistas. Pena que tenha de descobrir sozinho e com dor.
Abriremos o próximo Gula Santa no dia 15 de Agosto dia de Nossa Senhora da Assunção ou da Glória. Trabalhos e canseiras para ter tudo a postos e claro com muito bacalhau... No novo cardápio vai haver um arroz de puta, com as badanas do bacalhau... e vai vender.
Ainda não tenho internet em casa... mas tenho esperança.
A Minha comadre São faz anos amanhã. Um beijo de todos aqui do Brasil.
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24/07/07
Terça-Feira
MORREM COMO TORDOS E MAIS VIRÃO...
O acidente de Congonhas,Num aeroporto que tem nome parecido com cegonhas voadoras mas que serve para tudo menos para voar,é um escândalo.
Até ao momento e após 180 e tantas mortes,ninguém se demitiu e existem 14 comissões de pericia nomeadas.
Ninguém vai descobrir nada.Obviamente.
O governo brasileiro nanunciou a privatização dos serviços de tráfego aéreo.
Informei quem de direito.
A NAV esta adormecida.
Mário Lino pareceu-me interessado.
Vamos ver.
As Sily Season em Portugal vista daqui parece divertida.Pedro Rolo Duarte faz o que 80% dos jornalistas portugueses fazem...e ai?...Chupa toda eu disse toda...
Lingua de Prata,
é um bar em Itapoan mixed onde se dança pagode,seresta,arocha,axé.As mulheres usma uns saltos de agulha de 15 cm e uns cintos largos a fazer de saia.
Os homens bermudas com tenis pinguim e os que se acham chics,sapato beige,com calça e camisa.
É dançar até não se poder mais.
Passar uma noite em itapoan como diz a música....
Aniversário de Zitinha,
Assistir com um petit comité de amigas ao filme Titanic...
Está na fase das paixões e amores arrebatados.
Caco,
Lindo,com uma pele de rabinho de bé be..
Em forma,com humor e sempre positivo.
As criadas do pé de jambo vão se embora...
Vao fazer a peça de Genet no Jambeiro...entre hot dog e mocótó
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10:28 a.m.
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23/07/07
UM MATAR SAUDADES
UMA NOVA GULA INVADE SALVADOR...
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11:39 a.m.
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19/07/07
SEM INTERNET
A SAGA CONTINUA...
Afinal a linha para minha casa é inviável...
venham-me falar da sopinha
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11:18 a.m.
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10/07/07
Á ESPERA DE GODOT
Estou há semanas sem serviço de internet e por isso não posso escrever em casa ...o que fica dificil,
daqui a alguns dias e um sem numero de telefonemas para atendimentos e atendentes alectrónicas,talvez,mas nunca se sabe... é o Brasil.
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1:18 p.m.
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25/06/07
SOLSTICIO DE INVERNO/VERÃO

SÃO JOÃO O BAPTISTA, SÃO JOÃO O EVANGELISTA, SÃO JOÃO O ESMOLER, OU DE JERUSÁLEM, ideiais da Luz, e da Sabedoria Antiga da Tradição Templária.
ORDO AB CHAOS
QUE SE COMEMORE O SOLSTÍCIO!
Que ves Copérnico?
A ordem no caos.
Que procuras? Perguntou-he de novo o sacerdote.
SOLSTITIUM
A paragem do Sol .
Se o Inverno é a estação da escuridão, do frio e da austeridade, o seu solstício, paradoxalmente, representa o triunfo da luz e o renascimento perpétuo. Daí em diante, depois da mais longa noite, prolongar-se-ão progressivamente os dias, crescerá o sol, e a partir desse renascimento conquistará sempre mais espaço, num percurso ascendente; «rumo ao alto».
O fogo, fonte de luz e energia, natural exaltação desse Sol Invicto – no seu combate eterno com as trevas –, surge, desde os tempos ancestrais, como elemento central nos rituais dos solstícios por toda a Europa, das regiões eslavas ao extremo ibérico. Quando essa «noite mais longa» chegava era o fogo que deveria arder até que a alvorada despontasse e o abraçasse… triunfante, cumprido que estava o seu propósito: representar o revigoramento interior do homem – o espírito; e a afeição à comunidade – o sangue.
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