20/06/08
17/06/08
FESTAS JOANINAS OU A BAHIA SEMPRE EM FESTA
CRESCER
Faço com que tudo me sirva de ajuda: uma frase lida de relance, um livro em que não reparava há algum tempo, o olhar para trás para os erros que cometi. Nunca se chega a gigante por dentro, mas também não damos pelo crescimento das plantas e contudo elas chegam a alturas surpreendentes.Recebo mensagens telefonicas e cibernéticas afáveis e delicadas.Também elas me fazem crescer.
CASA DO BENTO
-Está Lá?.Mãezinha?
-Filho! Estou aqui com a tua madrinha Maria Leonor...estamos tão preocupadas convosco por causa do Bingue.
-Bingue?-retorquiu curioso
-Bingo.-Reafirmou ela.
-Bingo,mas eu não jogo bingo.
-Toma cuidado,olha que há pessoas que morrem por causa dessa doença.(DENGUE)
FODASSE
O QUE É ISTO?
FESTAS DE SÃO JOÃO
A Bahia como sempre está suspensa.Vêm ai as festas joaninas...
Comemora-se avidamente o São João,dia 24 é feriado.
Viaja-se para o inteiror,dança-se forró e,naturalmente,bebe-se muito licor ...depois é deixar o santo rolar.
As casas acendem fogueiras á porta, e os miudos estouram bombinhas em todo o lugar e a toda a hora.Afinal também assim se comemora o Solsticio de Inverno/Verão da forma pagã que o mundo nunca abandonou.
Para o MEU BANQUEIRO FAVORITO um CREO ESPECIAL
http://br.youtube.com/watch?v=OZEBIhOYG4c
P.S
As amigas do tres de trinta estão aqui em Salavador e vão-se embora amanhã.Gostei das rever.
Trouxeram uns travessseiros de Sintra deliciosos.
Não tenho escrito porque estou sem internet em casa e só quando a wirless da vizinha deixa é que me monto na dela...
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CRIADO-MUDO
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3:25 p.m.
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05/06/08
CREO
http://br.youtube.com/watch?v=1DEddpD0ldw
MENINAS VAMOS AO VIRA
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CRIADO-MUDO
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1:44 p.m.
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AI BAHIA,BAHIA de São Salvador
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CRIADO-MUDO
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10:59 a.m.
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04/06/08
Zitinha, adoro-te

A minha querida filha em plena adolescência
telefonou-me pedidndo esta publicação
a que dou todo o destaque. O meu poema...
mmmmmSou o mar...
mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmPois me sinto à deriva,
mmmmmE voltarei para casa,
mmmmmSem nenhuma prespectiva.
mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmVou e venho,
mmmmmQuase sempre,
mmmmmCom o mesmo tamanho.
mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmMuitas vezes sem ar,
mmmmmFaço então,
mmmmmO que vem ao meu pensar.
mmmmmPor vezes sou o mar,
mmmmmSozinha em um olhar,
mmmmmMorrerei então,
mmmmmSem amor para dar.
mmmmmZitinha
Os brasileiros gostam de Eça de Queiroz, aqui vai uma pequena receita:
«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.» Eça de Queiroz
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CRIADO-MUDO
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10:46 p.m.
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03/06/08
Terça-feira

Considerado um dos mais perfeitos exemplos do Naturalismo nas letras brasileiras, O Bom Crioulo em tudo defende a tese determinista, segundo a qual o homem deve ser retratado dentro de um ambiente pernicioso e podre, decorrendo daí seu caráter enfraquecido e perverso, sua falta de travas morais, sua perversão, principalmente sexual, causadora de sequelas irreversíveis como a bestialização, a insanidade mental, a histeria ou a degradação.
Nesse romance, pela primeira vez na Literatura brasileira, é tratado o tema do homossexualidade, tendo como foco a vida dos marinheiros, retratada, às vezes, com requintes descritivos que chegam às raias da fotografia.
Narrado em terceira pessoa, esse romance, datado de 1895, tem como protagonista o jovem Amaro, negro escravo, homem forte e de boa índole, mas de espírito fraco que foge da escravidão e se embrenha na Marinha. Aí conhece Aleixo, grumete que atrai o bom crioulo por ser exatamente o oposto, branco e frágil.
A narrativa transcorre linear, e gradativamente o autor deixa o leitor conhecer um vasto painel dos fatos que envolvem o caso amoroso de Aleixo e Amaro. No entanto, Aleixo também é o ponto máximo do amor da portuguesa Carolina, prostituta, mulher excessivamente carente, que nunca havia conhecido o amor desinteressado e é atraída pelo espírito infantil do rapaz branco, pelos olhos azuis e puros. Na terra, envolve-o pelo amor carnal e passa a ser sua amante, mãe, amiga e transpõe para Aleixo todo seu coração reprimido pelas cruezas da vida, ama-o como mulher e como mãe, uma vez que ela não tivera a oportunidade de gerar filhos.
O ciúme interfere nesse singular triângulo amoroso, fazendo Amaro agir irracionalmente, como um animal diante do instinto selvagem, destruindo a sua única razão de ser e de viver. Ambientado preferencialmente no mar, o romance de Adolfo Caminha é a síntese da perversão sexual, descrita de modo ousado e chocante com a arte e a técnica de um artista que soube captar com fidelidade os aspectos cruéis de uma fria realidade
Linguística
Viajei de buzu para a Calçada e ouvi o seguinte diálogo:
- Nunca sei se é poblema ou problema.
- Rapaz, poblema é quando é com os outros, problema é quando é com a gente.
Casa do Bento
- Está lá mãezinha?
- Oh, querido, faz tanto tempo que não ligavas, pensei que já não gostavas da mãe...
- Pare com isso, doidona. - Brincou ele, arriscando algum atrevimento. - Como está tudo?
- Estamos todos bem. O teu sobrinho Lourenço já vai para o 6.º, 5.º ciclo, ai, para o ciclo preparatório, pronto. Está muito crescido.
- Ele é de Oxalá. Também acho. Oxalá consiga passar de ano sempre...
- Sabes que o PPD tem uma presidente mulher?
- Ai sim? - Ripostou ele.
- Sim, é a Ministra da Fazenda, a Ferreira Marques.
- A Ferreira Leite? - Interrogou ele.
- Não. A Dra Ferreira Marques. Tu não vives cá há muito tempo não conheces.
- Ó Mãe, por amor de Deus, eu conheço a Ferreira Leite.
- Lá estás tu. Eu não sou doida. Ferreira Marques e não é do teu tempo.
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CRIADO-MUDO
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1:15 p.m.
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02/06/08
Laroie Exu

Exu come tudo o que a boca come, bebe cachaça, aguardente, licores, é um cavaleiro andante e um menino reinador. Gosta de balbúrdia, senhor dos caminhos, mensageiro dos deuses, correio dos orixás, um capeta. Por tudo isso sicretizaram-no com o Diabo. Na verdade ele é apenas um orixá do movimento, amigo de um bafafá, de uma confusão, mas, no fundo, excelente companheiro.
Decerta maneira é o Não onde existe o Sim, o contra onde só há o a favor. É intrépido e invencível.
Todas as festas num Terreiro começam com uma cerimónia para Exu, para que ele, com o seu gás zombeteiro não venha causar perturbação.
A sua roupa é bela, azul, vermelha branca, e todas as segundas-feiras lhe pertencem.
Dizem que quem guarda os caminhos da Cidade do Salvador da Bahia-de-Todos-os-Santos é Exu, orixá dos mais importantes na liturgia do Candomblé.
É malicioso e arreliador, não sabe estar quieto, gosta de confundir e aperrear. Postado nas encruzilhadas do caminho, escondido na meia-luz do crepúsculo, na barra da manhã, no cair da tarde, no escurinho da noite, no breu da noite profunda, ele guarda a sua cidade e os seus bem-amados. Ai de quem desembarcar com intenções malévolas, intenções de ódio no coração ou violência ou azedume.
O povo desta cidade é doce e cordial, e aos outros, Exu tranca os seus caminhos.
Conheço uma filha de Exu, sua digna e honrosa reporesentante. Tudo movimenta, tudo manipula, zombeteira, cismada e muito divertida.
Não o temo. Todos temos o nosso Exu dentro do nosso ser. É doce e obediente quando bem tratado.
Adoro o meu Exu, ele foi uma das melhores descobertas que fiz na Bahia. A ele e ao velhinho, com a sua paciência infinita, devo a minha vida.
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CRIADO-MUDO
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10:22 a.m.
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29/05/08
A vida continua
Brasil
As coisas são difíceis. Nestes dias apetece-me viajar. Entro na net e procuro destinos. O problema é que não posso ir sem mim. Se pudesse deixar-me aqui e ir curtir... tudo ficaria mais fácil. Nem o desgaste do Elton Carlos e do Fabão me arrancam o cérebro, por isso mesmo vou ficando... eu e os meu velhinhos... todos curvadinhos, que nunca me desampararam. Se ao menos pudesse ficar desacordado um tempo longo...
Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: "Aonde você está indo?" e o homem a cavalo responde: "Não sei. Pergunte ao cavalo!" Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.
Precisamos aprender a arte de fazer cessar — parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda — para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.
Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito (vashana) acaba vencendo e nos levando de roldão.
Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. "Alô força do hábito, sei que você está aí!" Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.
Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto.
Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando. Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação — shamatha — é fazer parar.
A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fôssemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buddha ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:
Reconhecimento: se estamos zangados, dizemos "reconheço que a raiva está dentro de mim".
Aceitação: quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em Acolher: abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.
Olhar em profundidade: quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.
Insight: o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.
Depois de nos acalmarmos, a terceira função da shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada — repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.
O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar. A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buddha disse: "Meu Dharma é a prática do não-fazer."1 Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.
Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.
(Thich Nhat Hanh. The heart of the Buddha's teaching - transforming suffering into peace, joy, and liberation: the four noble truths, the noble eightfold path and other basic Buddhist teachings. Broadway Books: New York, 1999.)
A minha Sofia fez anus, credo, anos. Aqui vai o presente para matar saudades das Terras de Vera Cruz.
O fim de semana està à porta... tudo vai melhorar.
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CRIADO-MUDO
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9:22 p.m.
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Não há vida sem morte

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
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CRIADO-MUDO
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12:23 a.m.
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22/05/08
O Direto, é para servir os Homens e não o contrário
O Supremo Tribunal do Estado da Califórina, onde aquele rapaz que fazia filmes cheios de conteúdo é governador, fez jurisprudência sobre o casamento homosexual. É, portanto, inconstitucional vedar o casamento a pessoas do mesmo sexo.
«In contrast to earlier times, our state now recognizes that an individual’s capacity to establish a loving and long-term committed relationship with another person and responsibly to care for and raise children does not depend upon the individual’s sexual orientation, and, more generally, that an individual’s sexual orientation — like a person’s race or gender — does not constitute a legitimate basis upon which to deny or withhold legal rights. We therefore conclude that in view of the substance and significance of the fundamental constitutional right to form a family relationship, the California Constitution properly must be interpreted to guarantee this basic civil right to all Californians, whether gay or heterosexual, and to same-sex couples as well as to opposite-sex couples.»
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2:49 p.m.
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20/05/08
Preciso de coisas bonitas

Casa do Bento
– Esta lá? Mãezinha?
– Não ligaste domingo... – Comentou ela.
– Como vão as tias? – Perguntou ele.
– Estão todas bem. Muito chatas. É da idade. E vê lá tu, que apanharam o primeiro-ministro a fumar na casa de banho de um avião. Que vergonha! É um gaiato. Não se sabem pôr no lugar, depois dá isto. Manda quem pode e obedece quem deve. Ele fuma onde quiser e ponto final. Os homens sempre fumaram. Ora, onde é que já se viu a dar satisfações dos seus vícios. Agora, na casa de banho!
– Não têm nada mais sério para discutir? – Perguntou ele incrédulo.
– Sim. Falta saber se o cigarro era droga. Sei lá.
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4:31 p.m.
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15/05/08
O dia duro mas bom

A Bofetada
Eu a Zitinha fomos ao teatro... ver a Bofetada. Rimos muito e passamos bons momentos juntos. Ficámos a saber que Fanta sem gás é um Tang de segunda classe. O Teco não veio porque esta empolgado num churrasco com a criadagem, com quem a snob da Zitinha não se quer misturar.
Avózita
Está de partida de novo. Sei que não gosta de voltar porque o lugar dela é aqui. Encontrou a sua raíz. Também eu encontrarei a minha velha/nova raiz... onde menos esperar.
Engula a Santa...
Rema mê filhe que estás quase a ver o tê pai n'ámereca.
(Mãe açoriana com um filho num bote ao largo das Flores)
Casa do Bento
- Está lá? Mãezinha?
- Sim filho, quem querias que fosse? - respondeu ela de imediato.
- Estou a ligar para desejar feliz dia das mães.
- Obrigado meu querido.
- Aqui no Brasil, o dia das mães é só para a semana...
- Pois, realmente, eles são um bocadinho atrasados, coitadinhos.
Um dia, em Julho fui a uma roça a uma festa. Chegou um personagem famoso e deu sua salva a pedido da mais velha. Todos vieram de imediato dizer que aquela não era a saudação do caboclo famoso. Ele não falaria em sambar e dançar... Ao percorrer a net hoje dei com esta saudação gravada do cavalo original do referido caboclo... há um bom par de anos:
Pandeiro não quer que eu sambe aqui
Viola não quer que eu vá embora
Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola
Pandeiro quando toca faz Pedra-Preta chegar
Viola quando toca faz Pedra-Preta sambar
O pandeiro diz: Pedra-Preta não samba aqui, não
A viola diz: Pedra-Preta não sai daqui, não
Pedra-Preta diz: Pandeiro tem que pandeirar
Pedra-Preta diz: Viola tem que violar
O galo no terreiro fora de hora cantou
Pandeiro foi-se embora e Pedra-Preta gritou:
Olô pandeiro, Olô viola
Olô pandeiro, Olô viola
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CRIADO-MUDO
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8:06 p.m.
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Down Town na zona alta
São Salvador da Bahia é a única cidade d0 mundo que tem uma dowtown na uptown. Estão a construir uma zona financeira e de escritórios na zona alta da cidade. São escritórios, lojas, espaços de lazer e claro uma extenção do novo shopping,onde temos o nosso restaurante. A curisosidade é o facto de chamarem a estes edificios, downtown.
Para além destes baptismos, nesta mesma zona, existe a Manhatan Square e o Salvador Prime, palácio dos emergentes, porque como todos os projectos imobiliários em cursopor aqui, trazem um" novo conceito de viver".
Ao lado do Salvador Prime existe uma grande favela, não das piores, porque já foi sendo melhorada pelo suor dos seus habitantes, chamada Pernambuez... o povo já está a chamá-la por Salvador Second.
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1:35 p.m.
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13/05/08
13 de Maio
Feira de São Joaquim
Fui lá hoje de manhã cedo porque foi preciso. Falei com a baiana que faz os copos de sumo, comprei as folhas e ouvi o moleque que carrega as compras dizer que ela só gosta de bode porque quer ter em casa carne do sertão. Está dito: «minha mãe não me fez branco para que eu seja franco.»
A Gula Santa é um pesadelo que não pára, a mão-de-obra, apesar de maior de idade, é infantil e tem de ser tratada como tal. É preciso estar constantemente a dar ordens e a ralhar. Estou a cansar-me do movimento internacional... pobrete mas alegrete...
A Zitinha está no auge da adolescência aos 13. Tal como eu é precoce. Acha-se a melhor do mundo, em tudo, e di-lo a toda a gente, incluindo às professoras. Umas acham graça, outras nem por isso e na hora do queijo, comomanda a tradição, são elas que têm a faca.
O Teco vive num mundo onde os heróis são os caseiros. E eu que me achava chic. Só pensa em churrasquinhos e está constantemente de alpercatas... que inferno.
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8:38 p.m.
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11/05/08
07/05/08
05/05/08
03/05/08
Sassaricando
A Res:.Loj:. Acácia fez 100 anos. Por lá passaram alguns dos nomes mais marcantes da vida intelectual e política do sécuclo passado. A história também se faz na resistência e na persistência.
DOMENICA IN PENTECOSTISToma posse o Novo Grão Prior do Priorado
(q.D.g)
Raimundus,+C.O.T
Ontem teria assitido naquela que é a minha cidade favoritaa esta ópera aguardada com tanta expectativa.
Só que eu não sou um ícone...

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