07/04/08
25/03/08
Perguntei por mim
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Como amar
É ganhar
E perder
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
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23/03/08
Páscoa de páscoas
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20/03/08
15/03/08
12/03/08
Era vulgar
Há 10 anos saí de uma gruta no centro da terra. Três viagens fiz e outras tantas pedras encontrei. Procuro aquela especial, a filosofal. Sinto-a mas não a vejo, procuro-a, desejo-a, cheiro-a. Descobriram-me morto, ressuscitaram-me marcando-me com as acácias, obrigaram-me a caminhar dia-a-dia dentro de mim mesmo e a trilhar caminhos que já andei. As estrelas da abóbada são as minha únicas guias, caminho nas linhas entre o branco e o preto. Caminho no sentido do tempo, caminho num círculo, caminho devagar... mas caminho. Regem-me a régua e o compasso, acompanha-me a rainha da noite. Sei que de lá virá a Luz...
Still the only thing...
Desceram a colina de mão dada, jantaram à beira-mar virados para o Castelo velho e mal iluminado. Amaram-se desencalmados e o sabor que passaram de uma boca para a outra permaneceu. É o mesmo sabor, repetido tantas vezes, os mesmo abraços e olhares, os ciúmes e desalento, as vitórias, os obstáculos, os tormentos. A espuma traz-lhe novas vozes, abraços e cuidados. Juntos sabem que tudo vale a pena.
Estou em choque.
Quando era miúdo havia poucos automóveis de marca Mercedes em Lisboa. O mercedes era carro de gente rica ou de estado, pretos, normalmente, com motoristas fardados que impunham um respeito e uma áurea digna da tradição prussiana donde provinha a marca. Com a Revolução dos Cravos extinguiram-se os Mercedes restando apenas a conhecida Mercedes, mas desta feita, Balsemão. Era a única. Primeira dama, mulher de um primeiro-ministro que antes de o ser já era rico. Hoje esta puta desta cidade tem Mercedes em todo o lado. Ele há-os com todas as letras: classe A,B,C,D,E a que se juntam os xpto, ddi, opt, fufufu, enfim, siglas para dizerem que o saloio que vai lá dentro tá cheio de papel... e como diz a minha mãe indignada: «compram carros destes, mas e a gasoil?»
Não há esquina, viela ou passeio que não tenha um mercedes de qualquer cor ou feitio. Até já os desenham tipo "acaralhados" para o dono poder dizer sem medo: «O meu é maior que o teu.»; «O meu é mais potente do que o teu» ou «o meu é mais caro do que o teu.»
Balsemão, Mercedes, volta que estás perdoada.
A casa do Bento
Piqueno apartamento junto ao Rio Tejo, com janelas amplas e luminosas... e também ventosas.
Episódio 1
Ele entra e beija a mãe.
Ela pergunta-lhe:
- Por onde andaste?
- Fui ao Chiado - respondeu ele.
- Onde?
- Ao chiado...
- Foste onde?
- Ao chiado - gritou, agora com um pouco mais de força.
- Estás para desconversar?
Acaba aqui a conversa.
Este pais não é para velhos...
Fui ao cinema ver o Bardem com MJC. O Filme foi quase à antiga, com intervalo e tudo, mas porra, duas horas meia para dizer o que se percebe na primeira meia-hora, ninguém merece.Estamos sempre à espera que surja qualquer coisa nova, mas não. As tragédias sucedem-se. Ninguém pode nem consegue fazer nada. Ninguém compreende como é que se chegou àquele,(este) estado. Todos estão(são) espectadores. Deixem-me desabafar:
«Oh Javier, filho, andar com uma bomba de oxigénio desse tamanho só para rebentar umas fechaduras é mau para a coluna...»
Desilusão. (mais uma)
Casa do Vento
Episódio 2
A salona estava gelada.
- Mãe - disse ele - podemos fechar a fresta da janela?
- Estas casas ganham muito cheiro se não são ventiladas - retorquiu sem tirar os olhos da notícia da substituição de Camacho.
Ele levantou-se, foi até um dos quartos e embrulhou-se num cobertor de papa. Regressou à sala como se fosse um monge encapuçado.
Ela levanta-se de rompante e comenta:
- Já vi que estás para desconversar. Vou deitar-me.
Olivier, Café, boa comida, bons empregados, decoração comestível à excepção dos candeeiros que não se conseguem realmente engolir e muito menos cagar. Só não faz falta o Olivier, que não tem chama, nem tempero. Aqui.
República das Flores, linda. Só não é preciso levarem-na tão a sério. Não deixem lá o cu... senão ele vende-o.
Lisboazona... Beige,vou pintar o meu tecto de beige.
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07/03/08
A maior liberdade...

Sapo,
roubei à Jeanne Moreau uma frase "muito lá de casa" e que ela confessou há muitos anos àquele que amava.
A (maior) liberdade é poder escolher aquele de quem seremos escravos.
Para ti, quase de parabéns... still crazy...
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CRIADO-MUDO
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11:53 a.m.
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Tem a sua graça
Cheguei a Lisboa e todos os dias surgem notícias de assassinatos brutais. Um levou um tiro na cabeça, a outra morta à porta do carro, outro ainda foi esfaqueado com o pormenor de serem três facadas no coração. Perplexo, liguei a televisão e conheci o Inspector Barra perorando sobre a iminência de Lisboa ser invadida por pobres que partem montras e roubam tudo. Oh filhos, apliquem a receita baiana. Comprem-lhes grades de cerveja e chamem o Tony Carreira para um megaconcerto que isso passa. Se não resultar chamem o Pisirico para fazer um Pagodão...
Jantei em casa da Tampinha... com as gajas do blog. Conversámos, trocámos porcarias e ficou decidido que iria dar um curso intensivo: Mestrado em Desabrochar (atenção que neste caso o vocábulo não significa tirar da boca) e em Wash and go.
Maria João de Oxalá Estava linda. Trocámos carinhos e piropos. Está grande e anda num supé-colégio onde toca piano. Ainda gosta de assistir a ópera em DVD. No meio do jantar exclamou com a cabeça encostada a mim: «Porque é que vocês embirram com tudo o que é clássico?» Gosta dela e prontos!
Chef Rukas Pusemos o avental e fomos... Ainda me têm respeito porque fizeram as entradas todas comme il faut. Depois do Escocês Antigo continuámos a conversa e a janta. Que prazer!
Queixas Aqui queixam-se de tudo. Das rendas de casa, do aumento do pão, do aumento do café, do frio, do calor, dos transportes, da gasolina, da crise... porra. Venham ao Brasil que ainda por cima é um pais riquíssimo para verem o que é bom para a tosse. Porra!Faduncho, faduncho.
E os velhos? Foda-se! Os velhos só querem ir ao médico. A partir dos 50 anos só querem médicos, TACS, fisioterapia, comprimidos, pomadas, vacinas e tratamentos. A televisão está cheia de gajas a falar dos cancros aqui e ali, das suas dores, das doenças do coração, em vez de transmitirem filmes de pirocada à tarde enquanto os velhos estão acordados para afinfarem nas velhas e nas novas.
Velhos, exijam filmes para ensinar as mulheres a terem orgasmos.
Velhas, exijam filmes para aprender a fazer sexo oral.
Olhem, fodam, corram, façam sexo virtual na net, mas não vejam o Manuel Luís Goucha nem o Jorge Gabriel nem o João Baião. Esqueçam a Vila Faia e vejam a Vila Foda. Não funguem pelo Salazar, não levem a puta da vida tão a sério. Caguem no assunto e por amor de Deus: PAREM DE CORRER PARA OS MÉDICOS!
Lisboa está linda... É um prazer passear pela cidade. Tudo arranjado, limpo, organizado, os transportes maravilhosos, enfim... Lisboa, sereia pequenina que Deus guarda ao pé do Mar.
Teco, queres um croquete ou um selinho do Imperador?
Zitinha, as cuecas do Sanope.
Caco, um re-firming nádegas-gel...
Fefa, um filme indiano para chorar...
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5:35 a.m.
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27/02/08
Lisboa sereia pequenina que Deus guarda ao pé do Mar
Cheguei a LISBOA... Estive a ver o Show da Beth Carvalho sobre o Samba de Roda da Bahia. À minha volta as pessoas queixam-se de tudo e de nada. Acho tudo lindo e bem organizado. Acho-os apenas stressados e amarelados... só isso.
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1:14 p.m.
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25/02/08
frustratio
Frustração – do lat. frustratio que vem do advérbio frustra (em vão, debalde). Ação de impedir que um ser atinja o objetivo ao que tende pela sua própria dinâmica. Estado em que se encontra o organismo quando depara com um obstáculo mais ou menos importante no caminho que o leva à realização completa de um comportamento.
Em Psicanálise designa a privação sentida como injusta, de satisfações materiais ou psíquicas.
Consolar - do lat. consolare - significa aliviar ou suavizar a aflição, o sofrimento, o padecimento; dar lenitivo a, mitigar, confortar.
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10:57 a.m.
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Só se ama uma vez. Ponto final.
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9:36 a.m.
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23/02/08
Isto aqui oi é um pouquinho de Brasil ai ...
Dudu, há 3 anos que o Eduardo era o criado de Alfredo. Era uma figura... especial... para dizer o mínimo. Morreu atropelado numa estrada. Foi projectado pelo ar e o carro arastou-o ainda sem piedade. Os traseuntes depois de assistirem ao espectáculo, roubaram-lhe as parcas compras que trazia no saco e o telemóvel. Como era pobre e excluído quase ninguém apareceu no funeral. Apareceu a família do Zé que provou o que de melhor tem a humanidade. O Alfredo foi, como sempre, de uma verticalidade e honradez dignas de um português. O carro que o atropelou fugiu. Brasil!
Devem existir milhares de institutos com nomes pomposos a propósito de tudo e nada. Cidadania, ambiente, violência contra as mulheres, igualdade racial, erradicação do dengue, picada de mosquito, interacção do desenvolvimento vindouro, agro-pesco-lumino-tibulicitaria, enfim, cargos para alguns miseráveis ganharem algum dinheiro e os grandes miseráveis muito. Nada funciona. Brasil!
Afundou-se um barco ao largo da Bahia-de-Todos-os-Santos, morreu uma pessoa porque a água é quente. Os meios de salvamento, na depedência de um desses intitutos, levaram quatro horas a chegar... Brasil!
ESTA noite tive um sonho. Talvez o mais importante desde que cheguei aqui. Como posso ter sido tão desatento se me fazem ver tudo de forma tão clara. Afinal, não tenho nenhum problema de Tempo, ansiedade, nem de stress, nem é culpa deste ou daquele. Sou diferente de dons que eles não têm, não conhecem e não sabem tratar. Vou seguir minha intuição... e ouvir as minhas vozes. O saloio quando não sabe dançar diz que o chão está torto... Nem todos podem realmente entender.
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21/02/08
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9:44 a.m.
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18/02/08
Segunda-feira Boring

O Confeiteiro foi-se embora. Sábado passei a tarde a dormir.De seguida tivemos uma pequena festinha em casa de Miguel. Tudo foi organizado na versão Zen, Buda, Neo-orienntalista mas, acolhedora. O Caco dormiu na rede da casa, desde que chegou até que viemos embora... ou seja... não fosse o professor Karamba aparecer do além, nem tinhamos tido um frisson.
Domingo quisemos um almoço em cima de palafitas no Manguezal, um quase restaurante perto da Praia do Forte. A comida demorou 2 horas a chegar e por isso retornamos a Santo Amaro de Ipitanga para almoçar no Macdonald's.
Ninguém merece!
A Sofia vai publicar um livro. Aguardo ansiosamente.
God shave the queen
http://fr.youtube.com/watch?v=wrcKQGI7s_Q
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CRIADO-MUDO
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11:59 a.m.
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14/02/08
Ler...
Novas leituras
Su Tong, o autor de «Esposas e concubinas», é um dos mais prestigiados autores chineses da actualidade. «A minha vida enquanto imperador» é um romance fascinante sobre a vida de um imperador adolescente na corte imperial chinesa. Com apenas catorze anos Duanbai é nomeado imperador de forma súbita e inesperada, afinal era apenas o quinto filho de um pai que mal conhecera e que desprezava. As intrigas no palácio incendeiam-se de imediato. A primeira intriga surge com a concubina imperial, Senhora Yang, que protesta vigorosamente contra esta sucessão alegando o direito do seu filho, Duannwen, ao trono... Duanbai é um rapaz presunçoso, ingénuo, pouco talentoso e com interesses limitados. Rapidamente, o poder absoluto sobre toda uma nação torna-se embriagante e o novo imperador exerce-o com punho de ferro, dentro e fora do palácio. Um romance de amor e guerra, de liberdade e poder, de crueldade e decadência, de concubinas e eunucos, de rivalidades imperiais e intrigas da corte... Este IMPÉRIO satisfaz as minhas necessidades de fantástico.
Wolfgang
«[...] Já deve saber que envenenaram o bom castrado Marchesi – O Marquesius di Milano envenenado em Nápoles – e como! – estava apaixonado por uma duquesa – e o seu amante legítimo, ciumento, mandou a casa dele 3 ou 4 homenzarrões, e deram-lhe a escolher – se preferia beber o veneno, ou ser massacrado – escolheu o primeiro – e porque era um medricas [welscher] morreu sozinho – e deixou os senhores seus assassinos viver em paz e sossego – no mínimo eu teria (no meu próprio quarto!) levado alguns comigo para o outro mundo, já que tinha de morrer. – Um cantor tão primoroso, que pena! – Adeus.» Deus, finge que precisa de provar a sua existência e fá-lo através da música de MOZART.
Preciso te ver... Lisboa

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4:38 p.m.
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12/02/08
Miscelânia
Dalise fez 34 anos, fizemos um pequeno jantar no Gattai,restaurante japonês do Shopping mais elegante da cidade. Foi divertido estar a mesa e contar histórias.
Alfredo, regresso aos tempos do império. Vai dedicar-se áquilo que dá dinheiro. Ao Brasil falta ainda um caminho... fome antiga leva tempo a saciar.
Negócios, os restaurantes vão caminhando. O que tem mais sucesso é o menos sofisticado e de menor qualidade, barómetro da terceira grande metrópole barsileira. Dinheiro no banco a 15% ao ano e coçar os tomates na praia... para quê gasturas?
Sãozinha, toda a gente consegue chegar ao Brazil menos tu...Porra! Quero que venhas a minha casa, por favor.
José Ramos-Horta, o mal retorna sempre, mesmo para um prémio nobel... da paz. Um dia escreverei as minhas memórias sobre deambulações em Timor.
Legere, História Íntima do Orgasmo
Estuda o gozo como uma chave para a compreensão de culturas, religiões e grupos sociais, além de colocá-lo no centro do palco, jogando um pouco de luz sobre os costumes ao longo dos séculos. O autor explora o orgasmo desde os primeiros homens a caminhar sobre a Terra até a invenção do Viagra, passando pela reprimida era vitoriana e pelo desbunde da década de 1970.
Um livro fundamental para a compreensão das relações amorosas e humanas.
Recomendo vivamente esta leitura com olhos e cabeça abertos para entender comoTUDO o que pensamos,hoje, sobre sexo,ser muito recente e absolutamente manipulado por uma Igreja Catolica,avida de poder e controle,ressabiada e mal-fodida.
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11/02/08
05/02/08
Carnaval
Amiguinhos, não tenho tido tempo. Não me deito de noite desde quinta-feira... e trabalho de tarde... Vou dar notícias do Carnaval da Bahia. Nesses 5 dias todo o mundo é baiano, europeu, japonês, americano. Todo mundo quebra e requebra com o axe africano
Bóróró, Piqueno apontamente dedicade às 3 de 30:
http://www.youtube.com/watch?v=3f2ICZ30qWE
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CRIADO-MUDO
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