19/11/07

Breves NOTÍCIAS

O Caco chegou de Lisboa... diz que está frio... as casas estão frias... Veio animado, cheio de energia.

A semana passada foi particularmente intensa... e dura. Quinta-feira começou a micareta de Portão. O trio Bankoma saiu para cantar e eu fui atrás, a noite toda a dançar à chuva. Sexta-feira estava óptimo e sorridente. O povo da cozinha ficou sprachluss. Sábado fui de novo e dancei...

Letras das músicas pimba da referida micareta

...você não vale nada sai daqui piriguetona...

...toma madeirada,toma,toma...

...rebola gostosona...

...se acha gostosona mas ta toda barreada...


Haviam de ver moi meme dançando, gingando cantando... Sofia, oh pessoal o que aqui vai de água... Foi o que me valeu estes dias.




Livros,

Este livro trata dos horrores da Segunda Guerra Mundial sob a óptica do carrasco. São as memórias de Maximilien Aue, jovem alemão de origens francesas que, como oficial nazista, participa de momentos sombrios da recente história mundial - a execução dos judeus, as batalhas no front de Stalingrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha, em 1944. Mas Aue não tem somente lembranças de guerra. Vivendo anonimamente na França, onde administra uma tecelagem, ele se recorda, também, de sua deturpada relação com a família, compondo um livro impressionante, assombrado tanto por sua fria meticulosidade quanto por seu delírio insano.

A minha querida chefe da ala comuna mandou-me este livro.Depois lhe direi... apenas lhe digo agora que tenho muitas saudades


JP Simões é o cantor / compositor responsável por alguns dos projectos mais originais da história recente da música Portuguesa: Belle Chase Hotel, Quinteto Tati, etc. Quanto a André Carrilho é um dos nossos mais conceituados ilustradores, com trabalho publicado internacionalmente (New York Times, Vanity Fair, etc.) e um rol de prémios arrecadados ao longo do tempo. Este pequeno livro reune 10 contos escritos pelo primeiro em 1996, "nas horas de expediente de um emprego idiota" e acompanhados de uma ilustração da autoria do segundo.Tematicamente próximo da Ficção Cientifica, todos os contos interrogam a importância da tecnologia face à sociedade e ao individuo. A escrita de Simões é fabulosa, poética e bem pensada (como já eram as suas letras), mesmo se por vezes os finais dos contos parecem um pouco apressados. Dá sem dúvida vontade de o ler em projectos de maior fôlego, apesar de aparentemente não estarem nos seus planos. Resumindo: apesar de curto (lê-se em 1/2 hora) é um livro muito simpático e belo.


O BRASIL, AH O BRASIL...

08/11/07

A SOPA KNORR....

05/11/07

Isto aqui Io, Io, é um pouquinho de Brasil, Ai Ai

O Brasil tem dias insuportáveis...pergunto-me se voltasse para Lisboa teria saudades. A minha inefável rolita, (rola que dorme de cabeça levantada,acorda como o morcego), escreveu este texto que é a cara da Bahia... Ela viveu cá dois anos.

Não tenho saudades, não
Não tenho saudades das taxas bancárias. Nem do preço dos frigoríficos; Dos crentes que batem o pé, se benzem e viram as costas a quem usa contas; De ouvir falar de dinheiro; Do stress nas filas. Ou de qualquer condutor; Do som alto; Das pilhas de garrafas de cerveja, em baixo das mesas da praia; Do sabor das batatas; Do ar condicionado nos cinemas; De carioca metido a besta; De acarajé; Dos deslumbrados com a «Óropa»; Do conservadorismo religioso; Da conscientização; Da maneira exagerada como falam com as crianças; Da banalização do verbo amar; Da celulite em asa delta; Do Terceiro Mundo como queixinha ou desculpa; Dos detergentes para lavar a loiça; Da demagogia psicopedagógica; Do Pastel de Belém do Habib’s; De comprar euros; Das muriçocas; Da escova progressiva; Do light, Zero ou «sem qualquer coisa»; Das vitrines das confeitarias sem Bolas de Berlim, Jesuítas ou Ducheses; Da Feira de São Joaquim; Das «Promoções» e das palavras com mais de cinco sílabas; Da culpa do português de há 200 anos; Do hino difícil de entender; Do camarão com dendém; Dos saltos agulha com jeans apertados ou a bermuda com meia; Do hálito a cerveja; Da sensação de estar sendo enganada; E, sobretudo, dos que vendem a alma ao diabo por um cisquinho de nada e dos que nos fazem sentir na obrigação de «ajudar» na compra de uma tv, para tirar um som em doze vezes ou trocar de celular, apenas porque pagamos o INSS e o FGTS ou porque nosso CPF está limpo.

Tenho saudades da cor dos dias. A segunda branca, a terça verde, a quarta vermelha, a quinta azul e a sexta «todo o mundo veste branco». E do sábado e domingo de todas as cores; Dos corpos bonitos, malhados. Sem cerimónia; Da disponibilidade para a farra; De ir para a praia só de toalha. E beber caipirinha, comer queijinho, cajú torradinho. E Arrumadinho, se quiser almoçar; Da minha praia, meu mar, meu rio. Oceano Atlântico. Rio Sapato. Minha Óxum, minha Yemanjá; Do sincretismo, do fantástico, das histórias, e das pessoas que vêem «gente por aí...»; Do meu Palio Adventure. E de minhas casas. E das suas varandas sala-de-jantar, onde os micos roubam fruta e dormem à sombra; Da Estrada do Coco. De um lado, o mar, de outro, a terra vermelha e a mata Atlântica; Do canto dos pássaros à minha janela; De Dona Gildete e seu António, meus avós bahianos, a quem peço a bênção. E da Lúcia, em Lúcia; Daquela humidade que só convida a namorar; Da palavra transar, e de todas as sacanagens que se podem dizer ao ouvido nesse falar; De dormir nua; De deitar na rede; Das Três Marias deitadas e do tamanho da lua; Das tempestades tropicais, onde parece que o céu vai desabar; Do sabor das mangas. Da feijoada, do mocotó, do feijão com arroz, da carne mal passada. Da pimenta e da farinha; Ah, e o Petit Gâteau da Parmalat? E a Paralela, à noite, voltando de Salvador? E que saudades dos barzinhos com música ao vivo. E de dançar, balançar; Das livrarias, dos livros cuidados, das capas bonitas. Da publicidade e dos «eslogans». Da música e dos poetas que entendo; De meu Exu, na porta, bebendo whisky pois não gosta de cachaça; Do réveillon todo branco na água do mar; Do sabor da maconha. Fraquinha, fresca, pura, com delivery por motoqueiro sarado; De ver o mundo de pernas para o ar; Do beija-flor que toda a manhã vem beber água com açúcar; Das oferendas ao mar e ao rio. Das lavagens na praia. Dos banhos no terreiro. E de minhas contas, amarelas e vermelhas; Do preço da carne; E que saudades do pão, de manhã, deixado no portão; Da depilação brasileira; De andar descalça; De não ter frio; Das sex-shops e dos motéis. Três horas, pernoite, diária, café da manhã; Do corte das calcinhas “Corpo e Arte”, de meu DarlingCalifon e dos cheirinhos da Natura; E das cantadas. Em qualquer lugar, em qualquer ocasião. Como sinto falta delas; E do cuidado com as unhas e o cabelo; Da pele bronzeada, macia; De me sentir mais mulher, mais bonita, desejada; Da sensação de uma vida em férias, e do tempo que passa devagar; Do meu cachorro Totó que ficou por lá. E de outras coisas... inconfessáveis. Tudo o resto é igual. Viver aqui, lá, na China ou no Uruguai.


Ó SOFIA, achas que a Pipa se vem?

Ó Maluca Mamona, deixaste o tô marido pra te meteres com o Oliveira?

O Nemo foi promovido...o seu primeiro namorado é Bispo do Porto...
Deixa lá, vais morar para Queluz... eu dou-te a Knorr...

02/11/07

Dia de Finados

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia dos ancestrais porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre. seja sob que forma for.
Desde o século I, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio.
No século IV, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro.

O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na Igreja.

De todas as formas o culto dos ancestrais é comum a todas as religiões.
O candomblé cobre os Inkisses e guarda resguardo,os Hindus fzem oferendas e ate os Persas oferecima sacrificos a Baal.
Nos dias modernos aqueles que lembaramos com saudade e por isso cultuamos não morrem nunca.


REQUIESCAT IN PACEM

SITI TERRA TIBI LEVIS

01/11/07

Cheguei à Bahia no dia de Todos os Santos

Dia de Todos os Santos é o dia em que se celebram aqueles que são santos mas apenas DEus conhece e não constam do calendário. É também chamado o verdadeiro tesouro da Igreja.
Amanhã celebram-se as almitas do Purgatório... aquelas que estão à porta e não entram... (isso lembra-me outras coisas, mas enfim.)

O VERÃO CHEGOU ....MUITAS DIFICULDADES, MUITAS ALEGRIAS, MUITAS TRISTEZAS E SOBRETUDO VONTADE DE ESTAR BEM...

Frei José Augusto Mourão, O.P, professor da Universidade Nova e um grande pensador,
disse-me uma vez que indagar se alguém era feliz, era no mínimo uma pergunta obscena...
A felicidade não existe.Ela sabe a mel e escorre, pelos dedos... tal como o mel. Nunca se saboreia.
Há uma mulherzita no Brasil, chamada Marília Gabriela (ainda falam da Ruth Marlene), que entrevistou um psicoterapêutico, psiquiatra ou qualquer outra dessas coisas, nos raros momentos em que ela o deixou falar, afirmo ele que tomava um tranquilizante e ia descansar em casa, sempre que tinha uma boa notícia. Assim, segundo ele, não tem o efeito imediato de entrar em fase descendente e de insatisfação. Só após vais lamber esse mel dos dedos.


A Baía de Todos os Santos é a maior baía brasileira e está localizada no estado da Bahia.
Foi nominada em 1501, quando uma expedição portuguesa foi enviada para reconhecer as novas terras descobertas um ano antes por Pedro Álvares Cabral.
Era o dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, de acordo com a religião católica.
Comandada por Gaspar de Lemos, acompanhado por Américo Vespúcio, cartógrafo e escritor que daria nome a todo o continente, passou a nomear todos os acidentes geográficos de acordo com os santos dos dias onde os mesmos eram identificados - cabendo à baía, local mais tarde escolhido para ser fundada a cidade que seria a sede da primeira capital brasileira - Salvador.
Graças

17/10/07

A Bahia é única...

Ontem encontrei aqui no restaurante uma sacerdotisa de Athom deus egípcio. É rica bonita e cultua Athom. Não têm sacerdotes masculinos porque até ao momento não encontraram homens com energia suficientemente forte. Brasil, Bahia, Século XXI... Não encontrava uma sacerdotisa, com templo gigante edificado, desde as aulas de Egiptologia com o Luis Araújo, no primeiro ano da faculdade. Os homens que se cuidem...!

Mameto Kamurici completa 36 anos. Longa vida e reinado no Terreiro de São Jorge, Filho da Gomeia. EPA EIA !

Afilhada Leonor de Oxossi completou ontem 8 anos. O padrinho é meio-doido mas lá se lembrou de ligar para dizer-lhe que tanta água nos separa, que o torna o coração mais próximo.

Senhora Dona Sofia Maria Adelaide Marvão Gil Pires, Condessa de Calhariz. Querida Tia Sofia faz hoje anos. Sempre igual a ela mesma, conservadora, faladora, pudica, risonha, gulosa. Lembro-me das vésperas de Natal em que lhe ia entregar os saptinhos para colocar na chaminé no dia 20 de Dezembro. Replicava sempre:
- A tia ainda vai fazer azevias e o Menino Jesus não gosta de sapatos sujos de gordura.
Traz-mos dia 24.
Parabéns tia!

Hoje é dia de Santa Edviges, Padroeira dos endividados... e mais não digo.

Tia Selima de Jesus - 16 Outubro de 1985
Dona Eius Pacem Domine
Requiescat in Pacem
Amen

Estou cada vez mais chato e rezingão... Coitados dos meus filhotes e do meu Caquinho.

Chegou o Rui de Lisboa. É bom ter visitas quando se está assim longe. Conversas boas e agradáveis.

Sãozinha, TOMA OS COMPRIMIDOS!

NAV PORTUGAL O novo Conselho de Administração da Nav Portugal foi nomeado. Enfim, nada de novo debaixo do sol.

Sete vidas Um homem que viajava de autocarro teve um acidente. O autocarro rebolou por uma ribanceira. Por milagre saiu ileso e conseguiu ajudar a salvar os outros... A reportagem foi ao local e entrevistou-o sobre a façanha heróica e milagrosa. Repetia ele: "Foi como se voltasse a viver. Só se tem uma sorte desta na vida..." Nesse momento um autocarro desgovernado, nessa mesma estrada, atropelou-o e matou-os a ele, ao cameraman e à repórter.

15/10/07

15 de Outubro - Santa Teresa de Ávila





















TERESA D’ÁVILA
Eu estou com aquele que me habita
é claro que me acompanha
por isso o meu desenho resplandece
por isso me vês por outra figura
sanguínea e vital.


Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu na província de Ávila, Espanha, numa família da baixa nobreza. Seus pais chamavam-se Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada. Teresa refere-se a eles com muito carinho. Alonso teve três filhos de seu primeiro casamento. Beatriz deu-lhe outros nove.
Aos sete anos, gosta muito de ler histórias dos santos. Seu irmão Rodrigo tinha quase a sua idade, por isto costumavam brincar juntos. As duas crianças viviam pensando na eternidade, admiravam a coragem dos santos na conquista da glória eterna. Achavam que os mártires tinham alcançado a glória muito facilmente e decidiram partir para o país dos mouros com a esperança de morrer pela fé. Assim sendo, fugiram de casa, pedindo a Deus que lhes permitisse dar a vida por Cristo. Em Adaja encontraram um dos tios que os devolveu aos braços da aflita mãe. Quando esta os repreendeu, Rodrigo colocou toda a culpa na irmã. Com o fracasso de seus planos, Teresa e Rodrigo decidiram viver como ermitães na própria casa e construíram uma cela no jardim, sem nunca conseguir terminá-la. Desde então, Teresa amava a solidão.
Juventude
A mãe de Teresa faleceu quando esta tinha quatorze anos: "Quando me dei conta da perda que sofrera, comecei a entristecer-me. Então me dirigi a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei com muitas lágrimas que me tomasse como sua filha". Quando completou quinze anos, o pai levou-a a estudar no Convento das Agostinianas de Ávila, para onde iam as jovens de sua classe social.
Um ano e meio mais tarde, Teresa adoeceu e seu pai a levou para casa. A jovem começou a pensar seriamente na vida religiosa que a atraia por um lado e a repugnava por outro. O que a ajudou na decisão foi a leitura das "Cartas" de São Jerônimo, cujo fervoroso realismo encontrou eco na alma de Teresa. A jovem comunica ao pai que desejava tornar-se religiosa, mas este pediu-lhe para esperar que ele morresse para ingressar no convento. Temendo fraquejar em seu propósito, a santa foi em segredo visitar a sua amiga Joana Juárez, que era religiosa no convento Carmelita da Encarnação, em Ávila.


Gosto dela.
Escrevia sobre Deus, o que era completamente vedado às mulheres do século XVI. Fechava as coxas, roçava e tinha um orgasmo... tudo isto de pena na mão... enquanto prescutava.. Deus.

PERDIZ É PERDIZ, PENITÊNCIA É PENITÊNCIA...O VINHO ALEGRA AS VIRGENS...
Santa Teresa de Ávila

Vida religiosa Teresa entrou no convento da Encarnação. Tinha 20 anos. Seu pai, ao vê-la tão decidida, deixou de opor-se à sua vocação. Um ano depois fez a profissão dos votos. Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar. Seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente impaludismo, se agravou. Teresa conseguiu suportar aquele sofrimento, graças a um livrinho que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro: "O terceiro alfabeto espiritual", do Padre Francisco de Osuna. Teresa seguiu as instruções da pequena obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou ao Carmelo.
Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da oração mental. Vivia desculpando-se dizendo que suas enfermidades a impediam de meditar.
Pouco depois da morte de seu pai, o confessor de Teresa fê-la ver o perigo em que se achava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática da oração. Desde então, a santa jamais a abandonou. No entanto, ainda não se decidira a entregar-se totalmente a Deus nem a renunciar totalmente às horas que passava no locutório trocando conversas e presentes com os visitantes. Curioso notar que, em todos estes anos de indecisão no serviço de Deus, Santa Teresa jamais se cansava de prestar atenção aos sermões, "por piores que fossem".
Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com freqüência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensangüentado na agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensangüentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade.
As Carmelitas, como a maioria das religiosas, desde os princípios do século XVI, já haviam perdido o primeiro fervor. Já vimos que os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros de toda a cidade. As religiosas saíam da clausura pelo menor pretexto. Os conventos eram lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram muito numerosas. O Convento da Encarnação possuía 140 religiosas.

Reformadora e fundadora Já que esta situação era aceita como normal, as religiosas não se davam conta de que seu modo de vida estava muito distante do espírito de seus fundadores. Assim, quando uma sobrinha de Santa Teresa, também religiosa no convento da Encarnação, deu-lhe a idéia de fundar uma comunidade reduzida. A Santa, que já estava há 25 anos naquele convento, resolveu colocar em prática o plano de fundar um convento reformado.
São Pedro de Alcântara, São Luís Beltrán e o bispo de Ávila, aprovaram o projeto. O provincial dos Carmelitas, Pe. Gregório Fernández, autorizou Teresa a colocar seu plano em prática. Contudo, a execução do projeto causou muitos comentários e o provincial retirou a permissão. Santa Teresa foi criticada pelos nobres, pelos magistrados, pelo povo e até por suas próprias irmãs. Apesar disso tudo, o dominicano Pe. Ibañez, incentivou Teresa a prosseguir seu projeto.
São Pedro de Alcântara, Dom Francisco de Salcedo e o Pe. Gaspar Daza, conseguiram que o bispo tomasse a causa da fundação do novo convento para si. Eis que chega de Roma a autorização para se criar a nova casa religiosa, o que ocorreu no dia de São Bartolomeu, em 1562. Durante a missa receberam o véu a sobrinha da santa e outras três noviças.
A inauguração causou grande reboliço em Ávila. Nesta mesma tarde, a superiora do convento da Encarnação mandou chamar Teresa e a santa a procurou com certo temor, pensando que iam encarcerá-la. Teve que explicar sua conduta à superiora e ao Pe. Angel de Salazar, provincial da Ordem. A Santa reconhece que não faltava razão a seus superiores por estarem desgostosos. Mesmo assim, o Pe. Salazar lhe prometeu que ela poderia retornar ao convento de São José logo que se acalmassem os ânimos da população.
A fundação não era bem vista em Ávila, porque as pessoas desconfiavam das novidades e temiam que um convento sem recursos se transformasse em um peso para a cidade. O prefeito e os magistrados teriam mandado demolir o convento, se não tivessem sido dissuadidos pelo dominicano Bañez. Santa Teresa não perdeu a paz em meio às perseguições e prosseguiu colocando a obra nas mãos de Deus.
Francisco de Salcedo e outros partidários à fundação enviaram à corte um sacerdote que defendesse a causa diante do rei. Os dois dominicanos Báñez e Ibáñez acalmaram o bispo e o provincial. Pouco a pouco a tempestade foi-se acalmando. Quatro meses depois, o Pe. Salazar permitiu que Santa Teresa e suas quatro religiosas retornassem ao convento de São José.
Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuiam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas.
A grande mística Teresa não descuidava das coisas práticas. Sabia utilizar as coisas materiais para o serviço de Deus. Certa ocasião disse: "Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência".
Encontrou certo dia em Medina del Campo dois frades carmelitas que estavam dispostos a abraçar a Reforma: Antonio de Jesús de Heredia, superior, e Juan de Yepes, que seria o futuro São João da Cruz.
Aproveitando a primeira oportunidade, ela fundou um conventinho de frades em Duruelo em 1568. Em 1569 fundou o de Pastrana. Em ambos reinava a maior pobreza e austeridade. Santa Teresa deixou o resto das fundações de conventos de frades a cargo de São João da Cruz. Depois de muitas lutas, incompreensões e perseguições, obteve de Roma uma ordem que eximia os Carmelitas Descalços da jurisdição do Provincial dos Calçados.
Em 1580, quando estabeleceu-se a separação entre os dois ramos do Carmelo, Santa Teresa tinha 65 anos e sua saúde estava muito debilitada. Nos últimos anos de sua vida fundou outros dois conventos. As fundações da Santa não eram simplesmente um refúgio das almas contemplativas, mas também uma espécie de reparação pelos destroços causados nos mosteiros pelo protestantismo, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.

A morte Na fundação do convento de Burgos, que foi a última, as dificuldades não diminuiram. Em julho de 1582, quando o convento já ia com suas obras adiantadas, Santa Teresa tinha intenção de retornar a Ávila, mas viu-se forçada a mudar seus planos para ir a Alba de Tormes visitar a duquesa Maria Henríquez. A Beata Ana de São Bartolomeu afirmou que a viagem não estava bem programada e que a Santa estava tão fraca que desmaiou no caminho. Certa noite só puderam comer alguns figos. Chegando a Alba, Teresa teve que deitar-se imediatamente. Três dias depois, disse à Beata Ana de São Bartolomeu: "Finalmente, minha filha, chegou a hora de minha morte". O Pe. Antonio de Heredia ministrou-lhe os últimos sacramentos. Quando o mesmo padre levou-lhe o viático, a Santa conseguiu erguer-se do leito e exclamou: "Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!" Ela morreu às 9 horas da noite de 4 de outubro de 1582. Exatamente no dia seguinte entrou em vigor a reforma gregoriana do calendário, que suprimiu dez dias, de modo que a festa da santa foi fixada, mais tarde, para o dia 15 de outubro. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.
Teresa é uma das personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Suas cartas no-la mostram absorvida com os problemas mais triviais. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem firmada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e transmitir, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".
Foi canonizada em 1662. No dia 27 de setembro de 1970, o papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja.
Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos
Sua festa é comemorada no dia 15 de outubro.

09/10/07

Maresia de Mel

Nunca mais lá voltei navegando no Cabo Avelar ou no Berlenga. Recordo com saudade os faroleiros e o jeito dos que viviam seis meses por ano sozinhos no meio do mar. Um lugar especial com toda a energia do mar profundo.

O meu lugar favorito e de boas e inesquecíveis memórias... as Berlengas. A água mais fria da terra, para os melhores banhos. As fotos são da minha comadre Margarida.


O Knky

Perguntaram-me o que era ser Kinky.
-Todos somos. As variações é que são imensas. Ora vejam estas moças que se sentem prazeirosas a brincar aos póneis e a fazer de éguas dóceis. Outras ja serão mulas, enfim tudo se pode aprender no Sex Museum de Nova York que tem uma exposição sobre o Kinky.

Diz a Wikpedia: Kink is a term used to refer to a broad range of sexual practices such as spanking, bondage, domination and submission, sadomasochism and sexual fetishism. BDSM is a term that has developed over time to represent the full range of kinky behavior, and not just those represented by the acronym. It is important to note that the definition of what is and is not kinky can be quite subjective

08/10/07

Meu velho...

Está previsto para Outubro deste ano (2007) , o lançamento de “Exit Ghost“, o último romance de Philip Roth. O mesmo “fantasma “ que surgiu pela primeira vez na sua obra em “The Ghost Writer”, publicado em 1979, vai finalmente desaparecer de cena. Pelo menos é o que afirma o seu criador.Preparemo-nos, então, para a última aparição da célebre personagem - e alter ego de Philip Roth - Nathan Zuckerman, o qual, com uma idade avançada, voltará a Nova Iorque depois de vários anos de afastamento e de quase clausura. A expectativa que rodeia este acontecimento - a realidade e a ficção confundem-se - funciona como alibi para passar em revista a vida e obra deste escritor norte-americano que, tanto provoca as maiores laudas - já recebeu todos os prémios possíveis menos o Nobel que lhe é inteiramente devido - como é confrontado com acusações de misoginia e arrogância. Homem, heterossexual, norte-americano e judeu, Roth é um dos mais importantes escritores contemporâneos, senhor de um imaginário muito próprio que conjuga, na perfeição o sentido de comicidade, ironia e autocrítica de Woody Allen com a tortuosa herança existencial de Kafka. Quem tem acompanhado de perto a sua obra ao longo das últimas décadas ficará com uma excelente ideia da evolução da sociedade americana e da psicologia de um povo. Como bónus terá uma perspectiva abrangente, marcante e desapiedada das sucessivas idades de um homem, uma vez que o autor não se coíbe em retratar, com detalhes que vão do cómico ao escatológico, as suas próprias experiências de vida. Mas atenção: os romances de Roth não são estritamente autobiográficos e ele consegue, como escritor, facultar uma perspectiva bem nítida da intemporalidade e universalidade das suas personagens. Basta ler ou reler a sua mais recente obra “Everyman” (2006) para perceber que ele se dedica a dissecar o ser humano em toda a sua grandeza (quando esta existe), miséria(s) e banalidade. Foi Martin Amis que disse que Philip Roth é um escritor de romances autobiográficos que escreve sobre a escrita de autobiografias, o que explica muita coisa em relação à vida, às preocupações e as angustias do autor.Roth tornou-se (muito) famoso quando saiu o seu livro “O Complexo de Portnoy”, em 1969. Não era um desconhecido visto que “Goodbye Columbus”, escrito dez anos antes, uma colectânea de contos mais uma novela que acabou por ir parar ao cinema, teve um relativo sucesso. Mas foi com a figura de Alexander Portnoy que Roth passou a ter um estatuto especial, juntamente com autores judeus do mesmo calibre, como Saul Bellow e Norman Mailer.Philip Roth nasceu em Nova Iorque, Newark, em 1933. Segundo o seu próprio relato em “Patrimony”, o avô Roth estudou para ser rabino na sua Polónia natal mas emigrou para a América em 1897, sozinho, deixando para trás a mulher e três filhos. Empregou-se numa fábrica de chapéus e aí trabalhou duramente para conseguir mandar vir a família que aumentou logo de seguida. Em 1914 os irmãos já eram sete. O pai de Philip, Herman, era vendedor de seguros e a mãe, Bess, tomava conta da casa e dos filhos. Estiveram casados durante cinquenta e cinco anos, até ela morrer de um AVC que deixou o pai do escritor inconsolável. Roth estudou na Bucknell University e na University of Chicago e começou a sua carreira a ensinar na prestigiada University of Iowa - berço de inúmeros escritores célebres que frequentavam as aulas de “creative writing” - e mais tarde na não menos famosa Princeton University. Em Chicago conheceu o escritor Saul Bellow, de quem se tornou amigo, que lhe apresentou a sua primeira mulher, Margaret Martinson. Estiveram casados dois anos, tendo-se divorciado em 1963. Margaret ( a quem Roth chamava “macaca” e que morreu em 1968 num acidente de viação) passou a fazer parte da galeria de personagens da obra “rotheana“. Em “My Life as a Man” - um retrato quase fiel do seu casamento - e em “O Complexo de Portnoy” algumas das figuras femininas basearam-se em Margaret. As feridas abertas pelo divórcio não chegaram a sanar, deixando Roth com um permanente sentimento de frustração e culpa. Ainda de acordo com o seu romance pseudo confessional “Operação Shylock” de 1993, Roth teria sofrido um esgotamento nervoso nos finais dos anos oitenta. Mas depois começou a viver com a actriz inglesa Claire Bloom com quem casou em 1990, tendo-se divorciado cinco anos depois. Bloom, depois da separação, publicou um livro - “Leaving a Doll´s House” - sobre a sua experiência como actriz e onde fazia “revelações” que não abonavam nada a favor do ex-marido. Bloom, que parece ter ficado subjugada pelo encanto de Roth, acusa-o no entanto de profunda misoginia e de viver fixado nas duas obsessões que atravessam todos os seus livros e que o próprio Roth diz serem o motor da vida dos americanos: o sexo e o dinheiro. É provável que Bloom tenha razão - embora no livro se mostre uma mulher queixosa e muito centrada em si própria - mas a verdade é que Roth, à custa de quem o sempre tem rodeado, conseguiu criar, em ficção, um universo que é bem real. Em resposta à ex-mulher, Roth escreveu “Casei com um Comunista”, uma sátira feroz - mais uma - que aproveita o absurdo da era MacCarthy e da sua “caça às bruxas” para mostrar outro dos lados negros da América, com toda a sua hipocrisia e pseudo moralidade. É preciso lembrar que a relação de Philip com as mulheres é complexa, difícil e conflituosa. Se por um lado elas são, obviamente, uma fonte inesgotável de desejo e um caudal infinito de prazer(es), por outro, são a causa de todas as desgraças, a razão da “queda” dos homens. Tudo porque, ainda de acordo com o escritor, são elas que mais preservam e impõem as normas de conduta e as regras sociais vigentes, o que entra em conflito directo com as “aspirações masculinas de liberdade”.O que vale a Roth é que ele possui um invejável sentido de humor. Basta começar por ler “ O Complexo de Portnoy”, o seu quarto romance, onde o escritor deu largas à sua verve desenfreada, brutal e hilariante. Trata-se da história de Alexander Portnoy, um jovem advogado nova-iorquino que passa o livro a confessar-se ao seu psicanalista, o (tornado) célebre Doutor Spielvogel, autor de textos científicos como “O Pénis Perplexo”. O leitor desprevenido será imediatamente alertado pela epígrafe que explica: “ O Complexo de Portnoy: uma perturbação que leva quem dela sofre a um perpétuo conflito entre fortes impulsos altruístas e de natureza ética e um desejo sexual extremo, muitas vezes de origem perversa.” Alexander relata com todos os pormenores a sua fixação pela mãe dominadora, Sophie, a sua tendência compulsiva para a masturbação e outros detalhes da sua intensa vida privada, dominada pela imprevisível e tirânica testosterona. Roth explora aqui a diferença e o atrito que resulta entre o que é básico e natural no ser humano e aquilo que, depois, devido aos preconceitos e tabus de uma sociedade, transforma a vida de qualquer mortal num inferno. Valeria a pena reler, agora, este livro que surgiu como uma bomba numa América dilacerada entre a Guerra do Vietname - e a defesa da sua legitimidade por parte da ala mais conservadora - e os movimentos hippies e pacifistas dos finais dos anos sessenta.Conflitos como este irão ser o mote de Philip Roth ao longo da sua vida e da sua carreira, à medida que explora as suas vivências em relação ao sexo, às relações com as mulheres, à velhice e à morte. Nada escapa ao seu olhar escrutinador, fatalista e satírico. A vida é uma farsa bem apanhada que vale a pena ser vivida, apenas para ser denegrida e exaltada em igual proporção. De Portnoy, que se dedica quase a tempo inteiro às alegrias ( e tormentos) das pulsões eróticas mais desenfreadas até ao herói do seu antepenúltimo livro, o conto moral de inspiração medieval “Everyman”, onde um hipocondríaco acaba por morrer de velho (evidentemente), o autor confessa-se directamente ao seu público. Ele foi, sempre, esse Nathan Zuckerman, uma personagem ficcionada que se parece intimamente com o seu criador e tal como ele, é um judeu de Newark que escreve um romance “Carnovsky”, cuja acção e personagens são directamente inspiradas pela sua própria família e amigos e que se revela imediatamente um sucesso fulminante. Nathan ganha uma fortuna e torna-se uma celebridade que todos querem conhecer, uma espécie de Pop Star com direito a todas as mordomias. As mulheres perseguem-no até à cama e ele casa com três delas, em rápida sucessão. O mundo sorrir-lhe-ia se não fosse a o facto de ter toda a família, vizinhos e conhecidos numa feroz campanha contra ele, uma vez que se sentem prejudicados pela imagem retratada nos livros. Assim, o pobre Zuckerman irá continuar o curso dos seus dias numa luta perene entre as raízes, o passado e a sua cultura, isto é, a voz da sua consciência, versus a sua vida real, feita de excessos, abundância material e sexual e uma sede cada vez maior de dinheiro, mulheres e poder. Mas o que separa a sua personagem de outras semelhantes - como o John Self de Martin Amis em “Dinheiro“ - é que Nathan, como bom judeu, é um homem atormentado e consciente da inevitabilidade da morte e da passagem do tempo.


Ele é... Caco
Gosto dele. Tem um humor, que só eu entendo.É irrequieto, inteligente, mordaz, eléctrico.Sorri como ninguém. Conhece as cidades, cada praça, cada esquina.Ele é brilhantemente culto e sofisticado.Nunca é simples, mesmo quando finge sê-lo. Respira e dorme como a inquietude dos ventos. Sonha e teme. É insaciável como o mar. Bate nas ondas porque é persistente. É sinuoso como um rio... Como poderei dizer-lhe que a velhice o torna cada vez mais bonito.

Bahia em Outubro,
Calor que chega... Os negócios melhoram... a vida avança.Uffff, hoje já matei um leão.

Teco Fuma,que se te apanho tás lixado...

Tia São Inscreve o tô marido neste pograma.Tá?

29/09/07

Um dia a mais


Sábado
Amanheceu com sol. Passeio na Praia. Mário tenta de forma infantil e patética manipular as coisas ao seu jeito. Comigo não conta. Julieta salta injuriada para casa porque não lhe foi concedido um passeio de carro. O barril de 100 tonéis veio a casa trazer frango e calabresa. Prepara um churrasco. O avô é conivente. O avô tomará conta do post cerveja... eu estarei a milhas.

Bufet armado no shoping Vende-se o que se pode... sempre insuficiente mas isso são conversas incómodas. O que interessa é rir, e resolver a vida, a sua vida. A solidariedade, é no mínimo invisível. Cá estaremos para dar a mesma resposta: - não me aborreçam com problemas.

Padre Prior está cá em casa Conversa interessante e estimulante de um grande pensador, infelizmente incompreendido pelos seus pares e pela pequenez de Portugal.Conversa maravilhosa,rica,intelectualmente prolixa.Trouxe-me três livros que publicou recentemente.
Ajuda-me sempre a compreender o mundo... de outra forma. Perguntou-me se tínhamos amigos na Bahia... boa pergunta... aqui é tudo o reino do faz-de-conta, o paraíso da Insinuante.

És feliz?Que pergunta obscena - ninguém poderá responder a uma pergunta tão cretina como esta.

Epa Baba No final do mês terei as minhas coisas ajeitadas e cuidarei de meus orixás. Já tenho um local.Eu mesmo tomarei as redeas e farei o que este predestinado a ser feito, mesmo que os bispos se sintam ameaçados. O medo é pouco importante. O que é importante é o que se faz com ele. É assim uns têm outros não... e isso é duro.

28/09/07

Esqueçam os tempos do tropicalismo,dos cantores de intervenção baiana que cantavam grandes poetas, e as gentes que respiravam.Esqueçam os poetas que cantavam a vida do seu povo, revertida em músicas inesquecíveis.

Agora os tempos são de patetice geral.Basta um carro de som e duas cervejas,e tudo se trasnforma numa enorma Gomorra mals parida.
A superficialidade, a ignorância a total, o iletracismo,a ausência de referências culturais gerais , fazem da Bahia um enorme parque Pimba.
Vivem no suspiro do último, e, talvez único escritor que tenham tido:-Jorge Amado.
Editam livros a um preço proibitivo, e chafurdam na promoção e nos pagamentos em 10 vezes no cartão.Com honrosas excepções, como a Bethania e Gal que não perderam o tino, o próprio Caetano é um velho patético, a fingir que é novo,acenando a toda a gente em cima de trios eléctricos e gravando discos de rock(deve estar com problemas de ereção).
Fizeram um museu à mãe dele Canõ Veloso,porque abriu as pernas e pariu dois filhos cantores.

Ora vejam as letras da Ivete... para verem as pérolas da música que vende aqui na bahia.

Encontrá você que coisa boa
tão gostoso esse prazer
que viajou na sua cor
é só eu te ver que tudo clareia
no seus olhos posso ver nossa lua cheia
nao me deixe chorar não quero você pertinho
eu te dou minha mão
Te dou o meu carinho
Pra ficar feliz contigo
pra ficar feliz
pra te dar felicidade
Oh Oh OH to sentindo dengo de amor,
Oh Oh Oh Oh Oh Oh
coisa boa é ver você chegar
Ah Ah Ah Oh Oh Oh
to sentindo dengo de amor
Oh Oh Oh Oh Oh Oh
coisa boa é ver você chegar
ver você se apaixonar por mim.
Será que este oh oh é o que eu penso....
Que beleza de poesia....


Águas de Oxalá Começam hoje as Águas de Oxalá no Vaticano do Candomblé:- o Opo Afonjá. A Igreja Católica ao pé do povo do santo é um colégio de virgens. Virgem era eu, que pensava que nesta,como em todas as outras religiões, não se tinha que fazer a fundamental distinção entre os deuses, e o povo que os cultua...ingenuidade brutal. Criticam muito os padres mas é como o outro diz... telhados de vidro...Porra e é cada pedrada.


CHEGUEM PARA LÁ...
Não me chateiem hoje que não estou para concessões: - que se fodam.
Todos só querem tratar do seu umbigo e eu hoje não estou de Irmã Dulce.

25/09/07

Quoi de neuf?

O compromisso do mundo ocidental... "até que a morte nos separe.." que subentende investimentos e deságua na familia já teve o sue tempo. Olhando à minha volta vejo o quanto isso mudou. Homens e mulheres juntam-se primordialmente para ter filhos,e como não os podem abandonar(embora às vezes apeteça), criaram uma estrutura social, sobretudo monogâmica,para organizar a propriedade e os bens. Quem não se lembra da velha distinção entre filhos de pai incógnito, legítimos e ilegítimos?
Cresceram assim estruturas de carácter legal que se transformaram em estruturas de carácter social perenes e conservadoras.
Com o século XIX, com o romantismo e a mudança de organização social construi-se a razão mais idiota para casar: - o amor.
Esta nova razão não é histórica,nem comum.
Antes disto o mundo dividia-se entre aqueles que precisavam de organizar bens (classes abastadas) e os que viviam no mundo tão natural, do biológico, do desejo, mesmo que na fugacidade das relações.
O século XVIII era prodigioso e mestre nesta singela,mas fundamnetal separação.
O desejo não é exclusivo,mas inclusivo.Como todos sabemos é impossivel deixar de desejar,independentemente do social ou da estrutura.
A Histórias esta cheia destas alternâncias pendulares:-a belle epoque, por oposição à rigidez vitoriana, o sex and rock'n roll por oposição à II guerra mundial,os anos 60,por oposição ao modelo pequeno-burguês e familiar americano.
As sociedades menos complexas resolveram sempre melhor esta pendulação e controlam-se mais.
As sociedades modernas tem muita dificuldade em aceitar eternos imutáveis.
Esta confusão está presente,hoje ainda na maioria dos casais que conheço, ou que me rodeiam.

No Brasil a confusão é total. Os casais devem estruturar-se. O amor é congénere da trasncedência. É outro nome para o impulso criativo, e, como tal carregado de riscos. Amor significa abrir-se ao destino,à mais sublime das condições humanas, em que o medo se funde com o regozijo.Abrir-se ao destino significa, em última instância admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que nos traz o outro, o companheiro desse mesmo amor.
Aceitar esta dificuldade e este enigma, sem nunca oprocurar resolvê-lo, exige um trabalho penoso,grandeza, equilíbrio/desíquilibrio, amadurcimento e muito auto-conhecimento.
O amor é pleno mas, os amantes são precários, impossíveis, atrapalhados por eles mesmo e pela fugacidade. A maioria tem um amor mas não tem capacidade para aguentar o fardo,sobretudo quando descobre que a felicidade é apenas temporalmente limitada.
Tenho dedicado 17 anos da minha vida a viver,sem deslindar o enigma e a deitar-me todos os dias na mesma cama com a mesma pessoa. Será isto o AMOR?Não quero saber. Mesmo!

In adversitas felicitas crescente foi o moto escolhido para a família e é bem verdade.
As adversidades e dificuldades no Brasil são inúmeras, constritoras quanto baste e ele há dias que apetece mandar tudo à fava.
Serenidade e tempo, sem ultrapassar o limite do que é razoável permitirão avaliar esta verdadeira e rica aventura em Terras de Vera Cruz.
O Brasil tem muita graça mas também cansa até porque todos os dias é preciso matar um leão (a maior parte das vezes mato o Caco e os miúdos) para poder comer... e neste dias tenho andado cansado.


A nova Marylin

Palavras para quê... Eis o que se acha representante do Cordeiro de Deus... Governa a Igreja há 12 anos é inteligente, educado, culto, conceptualmente intocável e um verdadeiro crente, mas está fodido. Nunca lhe vão poupar o facto de ser alemão, ex-inquisidor-mor, e coerente. Não gosto dele, mas isso é irrelevante, quem é católico que o ature.

24/09/07

O absurdo Brasil

O Caco ofereceu-me o Estrangeiro de Albert Camus. Li-o. Fiquei cheio de azia como se fosse indigesto. Procurei-o...

Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor e filósofo nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Filho de um francês e de uma espanhola, cedo Camus já conhece o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914 na batalha do Marne durante Primeira Guerra Mundial. Sua mãe então foi obrigada a mudar para a cidade de Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de árabes.
O período de sua infância, apesar de extremamente pobre é marcada por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em o "Avesso e o Direito". Mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam além do próprio Camus, seu irmão que era um pouco mais velho, sua mãe, sua avó e um tio, um pouco surdo e tanoeiro. Profissão esta que Camus seguiria se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária M. Germain, que viu naquele pequeno pier-noir um futuro promissor. Sua família no começo não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária, fazendo parte de uma família pobre, o próprio Camus diz que no começo foi difícil para ele essa decisão, pois ele sabia que a família precisava da renda do seu trabalho. E que ele deveria ter uma profissão cedo, e que trouxesse frutos, como a profissão de seu tio. No fundo Camus também gostava do ambiente da oficina onde seu tio trabalhava. Há um conto que escrito por ele que tem como cenário a oficina, e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora para ajudar no sustento da casa. E durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que o ganhador do prêmio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Ambos os professores ganham livros dedicados à eles. Jean Grenier por exemplo tem "O Homem Revoltado" dedicado a ele. A tese de doutoramento de Albert Camus,Foi sobre Santo Agostinho.
Mas neste momento o absurdo da existência se manifestou mais uma vez na vida de Camus. Após completar o doutoramento, e estar apto a lecionar, sua saude lhe impediu de se tornar um professor. Uma forte crise de tuberculose se abateu sobre nesta época. Ele já era tuberculoso a já algum tempo. Esta doença lhe deu a real dimensão da possibilidade cotidiana de morrer, o que é fundamental no desenvolvimento de sua obra filosófica/literária. E a tuberculose também o impediu de continuar a praticar um esporte que tanto amava e lhe ensinou tanto: Camus era o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. E seu amor para com o futebol seguiu-o durante toda a vida. E uma das coisas que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil em 1949 foi o amor do brasileiro pelo futebol.
Sob estas diretrizes, não é sem sentido que sua obra (filosófica e literária) tenha o absurdo como estandarte.À grosso modo, seus livros testemunham as angústias de seu tempo e os dilemas e conflitos já observados por escritores que o precederam, tal como Franz Kafka, Dostoiévski. Esta proximidade entre Camus e estes dois autores evidencia uma cadeia que se estende até os dias atuais, indica a fonte de um movimento heterogêneo - abrange arte, teatro, literatura, filosofia -, que por conveniência poderemos identificar como a estética do absurdo. Alguns ilustres filiados a este movimento cujo foco é o absurdo são eles: Samuel Beckett e Eugène Ionesco.
Conhece Sartre em 1942 e tornam-se bons amigos no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro "O Estrangeiro" sobre o qual Sartre escreveu elogiosamente, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia em uma festa em que os dois estavam, Camus se apresentou ao Sartre, dizendo-se o autor do livro. A amizade durou até 1952, quando a publicação de "O Homem Revoltado" provocou um desentendimento público entre Sartre e Camus.
Camus morreu em 1960 ao sofrer um acidente automobilístico. Em sua maleta estava contido o manuscrito do "O Primeiro Homem", um romance autobiográfico. Por uma ironia do destino, nas notas ao texto ele escreve que aquele romance deveria terminar inacabado. Em seu bolso constava um bilhete de comboio para sua viagem para fora do país, sob razões até hoje nunca esclarecidas.

Gostei de me encontrar com Camus numa altura da vida em que, muito mais sereno e tranquilo que nunca, procuro entender porque vim para este continente, ou porque a vida me tem trazido daqui para acoli, e de novo para acolá, subindo e descendo caminhos infindos que se estendem e crescem cada dia, arrastando-me sem piedade, ou carregando-me com doçura ha 40 anos.

...Mas só há um mundo. A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Acontece também que o sentimento do absurdo nasça da felicidade.

“Acho que tudo está bem”, diz Édipo e essa frase é sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo está perdido, que nem tudo foi esgotado.

«Os tristes têm duas razões para o ser: ignoram ou esperam»

Mameto Ela come mixirica...

A sogra chegou. Traz as mesmas notícias velhas de Lisboa. Está bonita de cabelo branco, igual a ela mesma.

A zitinha armou o burro e o Mário mediu forças.
Leu-me ela numa revista Vogue que os baianos apenas gostam de ser baianos e nada mais.
Verdade absoluta. Ser baiano tem um misto de tudo e de nada,de indolencia e de movimento, de inercia e de luta, de ignorancia e de conhecimento profundo,apenas se desfaz e se manipula na presença de uma caixa de som, ou de dois copos de cachaça. Com estas duas essências se manipula todo este povão que resistiu ao chicote durante 400 anos, mas não resiste ao pagode. Fácil, barato e dá milhões.

Houve parada gay em Lauro de Freitas
Gay mesmo era só eu. Tudo o resto era o povão atrás do dito som e cachaça... Na hora de beijar... as bolas de sabão esvoaçavam pela praia.


Maria João de Oxalá

Tenho muitas saudades da Maria João. Dizem-me que perdeu o sotaque de desenho animado, mas não perdeu concerteza a inteligência e o que traz de nasceça e esperamos possa frutificar. Epa BABA.


Feios de todo o mundo... enalteçam-se
Tenho alguns empregados bonitos, outros feios e outros ainda mesmo muito feios... Esses mais feios apresentam constatemente no pescoço sinais de chupões... o que confirma a minha tese... sobretudo depois da passagem de modelos da Io com um tal de Malvino Salvador, os feios são mais aplicados.

21/09/07

21 de Setembro de 1990


Não sei por que te foste embora.
Não sei que mal te fiz, que importa,
só sei que o dia corre e àquela hora,
não sei por que não vens bater-me à porta.
Não sei se gostas de outra agora,
se eu estou ou não para ti já morta.
Não sei, não sei nem me interessa,
não me sais é da cabeça
que não vê que eu te esqueci.
Não sei, não sei o que é isto
já não gosto e não resisto
não te quero e penso em ti.
Não quero este meu querer no peito,
não quero esperar por ti
nem espero.
Não quero que me queiras contrafeito,
nem quero que tu saibas que eu te quero.
Depois de este meu querer desfeito,
nem quero o teu amor sincero.
Não quero mais encontrar-te,
nem ouvir-te nem falar-te,
nem sentir o teu calor.
porque eu nao quero que vejas
que este amor que nao desejas
so deseja o teu amor


Jose Galhardo/Frederico Valério
para Amália Rodrigues


Ele esperou por ele desde a véspera. Levou-o a jantar ao restaurante, como que a querer impressioná-lo. Desde aí dormiram sempre juntos, mesmo quando surgiram outros cheiros na roupa, outros perfumes no corpo. o Amor adormeceu sempre na mesma cama, e o que não é dito soa sempre melhor.

18/09/07

Alegria de Ere

Setembro é o nono mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 30 dias. Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do Calendário Romano, que começava em Março. Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.
Por volta de 22 de Setembro, o Sol cruza o equador celeste rumo ao sul; é o equinócio de setembro, começo do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul.

Setembro é o mês em que a Bahia come caruru. Enaltecem-se as crianças e as entidades infantis do candomblé. A maioria das pessoas, sobretudo as mais interessantes e humildes, chama sete crianças da rua e dão-lhe este prato para comer. É uma bonita forma de solidariedade de tradição africana. No sincretismo estas entidades, Eres, são representados em São Cosme e São Damião.

«(...) Mas a minha lembrança da festa de Cosme e Damião é a de um terreiro do bairro. Eu me lembro das pessoas vestidas de branco em trance ao som de ataques. Girando, girando até incorporarem espíritos infantis. Minha mãe sempre foi bem católica do tipo de frequentar a missa e ir em procissão do enterro na Semana Santa. Mas, duas de suas amigas frequentavam o terreiro. Por causa disso, de vez em quando, íamos no terreiro para receber passes. Eu gostava da cantoria e das balas na festa de Cosme e Damião. Para mim o ambiente era muito mais festivo do que as missas. Minha mãe é uma pessoa que tem fé e nunca viu nenhuma contradição entre as missas de domingo e as bençãos do terreiro...»
Jorge Amado

A minha basílica preferida em Roma do século VI é precisamente a de S. Cosme e Damião. Vivam o TIC-TAC, Sabiá, e todos os outros meninos. Vou oferecer e comer o meu Caruru.

O caruru é um prato típico da culinária baiana, originalmente uma comida ritual do candomblé, provavelmente trazida para o Brasil pelos escravos africanos. Pode-se comer acompanhado de acarajé ou abará. É preparado com quiabo, uma verdura que se pensa ser de origem africana, cebola, camarão frescos e seco, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído.



Frase do dia (escrito nas traseiras de uma camionete de frete)

Rola (piça) que voa de noite, acorda como o morcego:
de cabeça para baixo.

13/09/07

Quinta-feira

Quinta-feira de Inverno na Bahia... as rotinas da cozinha e a implemnetação de 3 bufetes diários. Eles querem sempre comer ao Kilograma, na promoção e no caprichado... é da cultura da terra.

O tempo livre regressa lentamente e com ele a vontade de ler e escrever...

Notícias de Olissiponia
Chegou o tio Hélder e a a Zita com notícias frescas de Lisboa... mas nada de novo debaixo do sol. Gostei muito de o ver. Trouxe-me à memória Sesimbra, donde só guardo muito boas memórias, muito saudosas. As saudades das coisas boas apertam, mas as fases de arranque dos projectos são sempre difíceis.

A querida Mónica tem um namorado com duas filhas...
- Queridas meninas, se estão à espera que a madrasta faça o almoço... morrem esfomeadas.
A propósito: paga-me amor...
Moral da História: Meus amores, nunca lhe vendam um carro.

Todos os outros estão deprimidos... nos por cá falidos, mas felizes.

12/09/07

Brasil...

Ainda não consegui internet em casa e por isso fica difícil fluir a vontade de escrever neste querido blog.
Os restaurantes vão devagar. Estamos à espera do retorno... logo se verá.
No tudo o mais o Brasil é um caos, e a vida é difícil. Todos os dias é preciso matar um leão para conseguir sobreviver... Estamos contentes e naturalmente preocupados... mas tudo o que construimos é com o nosso esforço.

Fui chamado pela Traveller... para escrever de novo um artigo. Não paga as contas mas alivia sair da Brandoa city...

Mameto de Inkisse Kamurici foi a Paris lavar a Madeleine
num rito conjunto com a Igraeja Católica.
Deve ter sido uma cerimónia bonita...
pena que não possa ter ido a Paris... Mas vou a Piri-piri.

23/08/07

Uma nova Gula que é santa

Abriu no dia 21 de Agosto, dia de S. Pius X,
a Gula Santa no Salvador Shopping.

VENHAM COMER!



EPA BÁBÁ...
Conto com a benção dos Orixás... especialmente OXALÁ, o primeiro de todos.



07/08/07

Bahia...Oh Bahia, Epa Baba

8 DE Agosto dia de São Domingos de Gusmão
O LUMEN ECLESIA DOCTOR VERITATIS
ROSA PATIENTIAE
BUR CASTITATIS
PREDICATOR GRATIAE
NIS JUNGE BEATIS

ORA PRO NOBIS BEATE PATER DOMINICE
UT DIGNI EFICCIAMUR PROMISSIONIBUS CHRISTI


Os caminhos por aqui vão se abrindo e a luz vai-se desvendando. Meu pai Oxalá, o velhíssimo vai dando as pistas. Pena que tenha de descobrir sozinho e com dor.

Abriremos o próximo Gula Santa no dia 15 de Agosto dia de Nossa Senhora da Assunção ou da Glória. Trabalhos e canseiras para ter tudo a postos e claro com muito bacalhau... No novo cardápio vai haver um arroz de puta, com as badanas do bacalhau... e vai vender.

Ainda não tenho internet em casa... mas tenho esperança.

A Minha comadre São faz anos amanhã. Um beijo de todos aqui do Brasil.