05/04/07

Menu Pascal gula santa






Quinta-feira Santa – 5 de Abril

Pães ázimos com alecrim e azeitona
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Bacalhau da Ceia
bacalhau lascado em cama de cebola com puré de batata,tostado no forno
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mimos de azeitao
doce tradicional portugues feito com nozes, amendoa e gema de ovo



Sexta-feira Santa – 6 de Abril

Bolinhos de bacalhau
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Bacalhau da Paixão
bacalhau com natas no forno
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Ovos moles de aveiro
doce tradicional portugues feito á base de gemas de ovos


preco por pessoa 35.00


Sábado de Aleluia – 7 de Abril
Domingo de Páscoa – 8 de Abril

Aveludado de Abóbora com camarao
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Carne de porco a alentejana
Carne de suino em cubos, com lambretas e batatas no forno
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Bacalhau de Aleluia
Bacalhau em posta alta da noruega assado no forno, com ayeito de oliva e alho, acompanhado de batatas a murro
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Pão de Ló Dom Alfredo
Macio pao de ló
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Beijo pascal
Cálice do vinho do Porto Ramos Pinto Tawny
café
preco por pessoa 65.00

Hoc Est Enim Corpus Meum


O evangelista Lucas registrou esse mandamento da seguinte forma: "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] no meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20)

Hóstia


É a celebração nas Igrejas Cristãs no qual o cristão recebe o pão e o vinho, repetindo o que Cristo fez na sua Última Ceia, antes de ser entregue aos romanos por Judas Iscariotes, conforme a narração dos Evangelhos. Na ocasião, compartilhou com seus apóstolos pão e vinho, na época da celebração da Páscoa judaica (com pães ázimos), dizendo a eles "Tomai todos e comei, isto é o meu corpo que será entregue (...) Tomai todos e bebei, isto é o meu sangue (...) Fazei isto em memória de mim". (Mateus 26;26-29, Marcos 14:22-25, Lucas 22:19-20, I Coríntios 11:23-26)
Portanto, o pão usado na celebração representa o corpo sem pecado, que Cristo ofereceu na Cruz (em grego staúros) como resgate. O vinho representa seu sangue derramado (ou seja, a sua vida perfeita), para remissão da humanidade condenada ao pecado herdado e morte.
A Bíblia não é específica sobre quando ou quantas vezes ao ano se deve celebrar a "Santa Ceia". Algumas religiões cristãs celebram-na diariamente ou semanalmente (católicos romanos, Casa de Oração-Irmãos, Assembléias de Deus da Grã-Bretanha & Irlanda), outros mensalmente, bi-mensalmente, ou anualmente (Testemunhas de Jeová). A Eucaristia têm um profundo significado para os Cristãos, sendo celebrada por quase todas as denominações cristãs.

04/04/07















A Páscoa não é, pois, mais uma comemoração, bonita e solene, de um acontecimento passado. É o próprio acontecimento manifestado, dado a nós, acontecimento sempre eficiente, que revela que o nosso mundo, nosso tempo e nossa vida estão no seu fim, e que anuncia o começo da vida nova. O papel dos três primeiros dias da semana santa é, precisamente, o de nos colocar diante do sentido último da Páscoa, de nos preparar para compreendê-la em toda sua amplidão.

Gosto da parabola das virgens loucas que ao icone retrata,foram imprudentes e nao esperaram.

Todos somos imprudentes e todos esperamos que nos venha de lagum lado um cadinho fundido de LUZ /GNOSE



PASS OVER como dizem os anglofilos,passar para...

Cerimonia do LAVA PES celebrada amanha quinta -feira santa

CARALHOS MA FODAM,

Eis uma expressao portuguesa que me apetece usar hoje

03/04/07

ECCE LIGNUM CRUCIS IN QUO SALUS MUNDI

A Semana Santa é um período religioso do Cristianismo e do Judaísmo que celebra a subida de Jesus ao Monte das Oliveiras, a sua crucificação e a sua ressurreição. Inicialmente, os cristãos celebravam a Páscoa em apenas um dia e ocorria a cada domingo. Mas, já no século II, eles passaram a escolher um domingo especial e, em cada ano, celebravam a Páscoa, ou seja, a Ressurreição de Jesus. Foi inevitável que fosse utilizado o período da Páscoa judaica, que ocorre no 14º dia do mês de Nisan. Considerando que Jesus ressuscitou no domingo, veio a se estabelecer que a Páscoa cristã é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera. No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Jesus. Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição. Na medida em que os cristãos cresciam em número, necessitaram de organizar e estabelecer datas para festa da Ressurreição. Assim ocorreu uma re-significação daquela festividade, embora mantendo o seu sentido primeiro de libertação. Para os judeus, a Páscoa é a celebração da libertação da opressão a que estavam submetidos no Egito, de onde saíram sob a liderança de Moisés; para os cristãos, a Páscoa celebra a libertação da opressão do pecado, uma vez que se sentiam resgatados pelo sacrifício de Jesus. Com o passar dos tempos, os cristãos foram estabelecendo rituais objetivando tornar acessível a todos, através de gestos litúrgicos, o sentido daquele tríduo que se transformou em uma semana com a introdução da celebração do Domingo de Ramos, por volta do século 4. Essa festa foi se tornando uma das mais populares do catolicismo e, em torno daqueles ramos empunhados pelos fiéis em procissão, tem surgido uma infinidade de pequenas crendices, como a sua utilização para a feitura de chás curativos. Em algumas regiões esses ramos ressequidos durante o ano são utilizados para a produção da cinza que é posta na fronte dos fiéis na quarta-feira que encerra o carnaval, a quarta-feira de cinzas, e dá início à Quaresma. Ao longo da Idade Média, a Semana Santa foi acrescida de novos rituais. Um desses foi a cerimônia do Lava Pés que ocorre na quinta feira à tarde. É a teatralização de um acontecido durante a Ceia de Páscoa, que Jesus celebrou com os seus seguidores mais próximos, uma experiência didático-pedagógica para aqueles que não tinham acesso aos escritos evangélicos. Por seu aspecto visual e dramático, adequou-se ao gosto popular e vem se tornando mais importante do que as reflexões que os cristãos devem fazer naquela ocasião. No período medieval, surgiu um outro ritual, a espoliação do altar, ou seja, a retirada das toalhas e utensílios que foram utilizados, e as hóstias são transladadas para um altar lateral onde podem ser veneradas. Esse rito é uma alegoria do fato de que, na antiguidade, quando ainda não havia os templos, a cada celebração, eram postas antes e retiradas após a cerimônia, as toalhas sobre a mesa que servia como altar. Um outro ritual, que também ocorre na quinta-feira, este pela manhã, é a missa da Bênção dos Óleos, utilizada para representar a unidade do clero em torno do bispo local, ao mesmo tempo em que demonstra a sua catolicidade. Os ritos da sexta-feira lembram a morte de Jesus. Nesse dia, não ocorre a celebração da missa, apenas são feitas leituras e a adoração da cruz.




Bizâncio, final do século X - início do século XI




Marfim 22 x 13 cm

A PAIXAO TAMBEM TEM BELEZA...

Esta placa com Cristo morto na cruz, ladeado pela Virgem e S. João, teria servido como painel central de um tríptico, destinado à devoção privada e posteriormente adaptado a placa de encadernação. Embora a prática de fixar placas de marfim em encadernações fosse desconhecida em Bizâncio, muitas destas placas eram enviadas para o Ocidente como presentes diplomáticos e aí desempenhavam novas funções ao serem incorporadas nas encadernações de luxo de preciosos manuscritos. A tipologia das figuras e a composição da placa é declaradamente bizantina, mostrando, todavia, influências helenísticas e, em menor grau, das culturas asiáticas. O abdómen saliente do Cristo, é, por exemplo, uma herança anatómica dos gregos, enquanto a anatomia do tórax, com peitorais, externo e costelas salientes provém dos assírios. O rosto de Cristo, com barba e cabeleira de longas madeixas que caem sobre os ombros, é herança síria, tal como a presença da lua e do sol nos lados da cruz. A afinidade desta placa com muitas outras da mesma época, explica-se pela produção em série dos mesmos motivos, feita por artesãos e não por artistas, e destinada a uma clientela abastada mas pouco exigente em termos de originalidade.



Era da colecção do Senhor Gulbenkian e pode ser vista no Museu da Fundação com o mesmo nome.










Para comer nestes dias de abstinencia:




Bacalhau de Sao Bento




Dessalgar o bacalhau e dividi-lo em lascas; descascar batatas cruas e cortá-las em rodelas.
Deitar num tacho uma camada de rodas de cebola, um ramo de salsa, rodas de dentes de alho, cravo de cabecinha, pimenta, uma camada de bacalhau e uma de rodas de batatas; cobrir tudo com azeite fino e levar o tacho tapado a lume brando, agitando-o até que o bacalhau esteja cozido.







Para beber,excepto na sexta-feira da paixão que é dia de água pura:




-"Bacalhau não é peixe nem carne; bacalhau é bacalhau". Por isso, ao escolhermos o vinho para acompanhar os pratos de bacalhau, não podemos aplicar as regras clássicas, devido às suas características exclusivas e porque a escolha depende muito do modo como o bacalhau é preparado.
Em "Comer e Beber Bem com Eça de Queiroz" vem escrito:




"Em Portugal é tradicional acompanhar os pratos de bacalhau com vinho tinto. Este "casamento" feliz explica-se pela ação do tipo de sabores frutados presentes nos vinhos tintos que, dando-nos uma sensação gustativa indireta da doçura, amenizam o gosto "oposto" salgado do bacalhau.Para receitas mais condimentadas de bacalhau, é também vantajosa a existência dos aromas que se formam durante o envelhecimento em garrafa, que se ligam com outros temperos. (...) vinhos alentejanos de boa estrutura e com um envelhecimento curto em garrafa apresentam estas características."
Outros pratos mais leves, especialmente os que são compostos por legumes onde o bacalhau é moderadamente salgado, podem sem acompanhados por um vinho branco estruturado, como alguns do Dão envelhecidos .
Vinhos verdes só os tintos, e mesmo assim acompanhando os famosos "pasteis de bacalhau":"Com esta escolha pretendemos que o dominante gosto salgado e os sabores do bacalhau e cebola fritos desta receita sejam equilibrados pela elevada acidez e os aromas florais do vinho".










Para Ouvir,


Dans ce CD, vous trouvez réunis certains chants typiques du temps de Pâques et de la fête de l’Ascension, selon la tradition byzantine slave. Le temps de Pâques et la fête de l’Ascension sont comme un seul grand jour de fête où le Christ, Fils de l’homme et Fils de Dieu, se tient présent parmi ses amis, les fils des hommes, pour les préparer à devenir pleinement Fils de Dieu. Les chants qui caractérisent cette période entremèlent les sentiments de joie, de soulagement, de triomphe, d’amour et de tendresse amoureuse.



Para ler:







O Evangelho de Judas Durante 1600 anos, a mensagem de Judas ficou perdida. Quando as páginas de papiro encadernado deste evangelho desaparecido finalmente chegaram às mãos de estudiosos capazes de desvendar seu significado, causou assombro. Ali estava um texto que não se via desde os primeiros tempos do cristianismo, e que pouquíssimos especialistas acreditavam existir ? um evangelho narrado da perspectiva de Judas Iscariotes, o traidor supremo da história. E, longe de ser um vilão, o Judas que emerge destas páginas é um herói. O livro Evangelho de Judas foi traduzido do original em copta e transformado em prosa clara. Ele vem acompanhado de comentários que explicam sua história fascinante no contexto dos primórdios da Igreja, oferecendo uma maneira completamente nova de compreender a mensagem de Jesus Cristo.

PARA A MINHA AMIGA MARIA JOSE CAMPOS uma especial lembraca para que se nao esqueca de que a confissao tem obrigatoriedade.

27/03/07

Não existe a felicidade,existe VIVER!

Estava no restaurante a cozinhar.



Apareceu um cliente.Falou-me que estava inquieto,até mesmo infeliz.



Disse-me que desde pequeno somos ensinados que temos de ser felizes,temos de ter sucesso,temos de ser bons pais,temos de ser muito,mesmo muito felizes....



Dizia ele ,que só viveremos melhores se deixarmos de ter tais designios,referencias,obrigações.



A maioria dessas obrigações avizinham-se-nos como imposiveis.



A felicidade não existe.



Existem gratificações momentâneas,de maior ou menor duração e em face desse tempo partimos de novo à busca,sempre em busca daquilo que assim que quando se tem, se esvai imediatamente nas nossas mãos,por entre os dedoscomo água.Como água e chocolate que não se msituram nunca.



Oh, Navio Holandês,que sempre partes nesse sem nunca aportares.



Oh, sabedoria,que teimas em não nos fazeres entender que não e obrigatório ser feliz.









Vou treinar-em em não procurar o que não existe.



















Nesta história vívida , James R. Gaines coloca, lado a lado, duas memoráveis e diferentes figuras históricas.


Em UMA NOITE NO PALÁCIO DA RAZÃO, o leitor iacompanha, ao longo de uma noite em Postdam, em 1757, o encontro do compositor Johann Sebastian Bach ? o velho Bach, como era conhecido aos 62 anos ? e o jovem rei da Prússia, Frederico II, o Grande.


Bach criou o que muitos consideram a mais transcendente obra musical do repertório clássico. Frederico, o Grande, construiu as bases do que conhecemos hoje como a Alemanha bélica e iluminada.


Bach, compositor imbuido na tradição barroca, era luterano, e germanófilo. Frederico, rei cioso das novidades e oportunidades na política e na música europeias, era um calvinista relapso, amante da cultura francesa, mal falava o alemão.


O encontro entre os dois em 1757 assinalou o momento em que essas visões de mundo colidiram. As centelhas desse breve conflito iluminaram um momento histórico do século XVIII. O encontro inusitado entre o rei guerreiro triunfante, saudado por Voltaire como o próprio símbolo jovem do Iluminismo, contrapondo-se a um compositor religioso, um gênio questionado em seus últimos anos, símbolo de um mundo do passado, é o que faz de UMA NOITE NO PALÁCIO DA RAZÃO um livro memorável.


Por trás da pompa e do brilho, Frederico, o Grande, rei da Prússia, era um homem atormentado,homoexual e maçon. Seu pai, Frederico Guilherme I, aterrorizava-o. A personalidade de Frederico foi cristalizada no gosto pela guerra; pela proximidade com os grandes homens e os que estavam próximos dessa condição. Esforçou-se para trazer o velho Bach para a sua coleção de celebridades. Auxiliado pelo próprio filho do compositor, C. P. E. Bach, principal tecladista do grupo privado de música de câmara do rei, Frederico havia preparado um desafio cruel para seu convidado de honra: improvisar uma fuga em seis partes, com um tema tão diabolicamente difícil que muitos achavam que somente o filho de Bach poderia tê-lo imaginado. Bach deixou a corte furiosa.


Numa febre de criação,própria dos génios o compositor usou a linguagem do contraponto para escrever em resposta -Oferenda musical ­ uma das maiores obras de arte na história da música. O autor expande a história triunfante desta vitória de Bach para focalizar o tumulto do século XVIII: o legado da Reforma, das guerras e o nascimento do Iluminismo. Mais importante: narra a gênese daquele episódio em que a Fé encontrou a Razão. Pleno de originalidade e inteligência, UMA NOITE NO PALÁCIO DA RAZÃO é história das idéias e da cultura no que há de melhor, íntimo na sua escala e amplo em sua visão.


Amei.Também Bach,não foi feliz.








Regine Crespin a diva fracesa fez 80 anos e


deu uma entrevista notavel ao Magazine Opera com lucidez e humor.


A EMI editou um disco com os seus melhores momentos.







MALA AMARELA,


Encontro-a nos meus pensamentos muitas vezes.Passeia de mala amarela.

Mudou a sua vida,custa-lhe a adaptar-se,mas vive melhor.

É senhora do seu nariz.

Um beijo Maria Augusta.Saia sempre de mala amarela.De-se a esse luxo porque merece.



O Galo não cantou,




Quero notIcias de Moçambique.





Dona Maria Cristina,Condessa de Alfarim,


OBRIGADO,MANA.Sinceramente não esperava essa prontidão.




Querida Mónica,

Não me resta alternativa

15/03/07

15 de Marco de 1967 - 03h30

Nasci na freguesia de Sâo Cristovao e Sao Lourenco...
Nada a registar com especial interesse.
Apenas 40 anos de uma vida.

Agradeco hoje ao meu unico AMOR.A ele dedico toda a minha existencia e deixo a promessa ingloria de tentar enrrugar-me com ele,porque so ele me enche a alma de jubilo.
Nestes 16 anos so posso dizer como Florbela:-
E é amar-te, assim, perdidamente...É seres alma, e sangue, e vida em mim,
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Um especial beijo para a minha velha mâe e para meu pai.
Um beijo para a minha mae preta, que tem em maos o parto mais longo da humanidade.
A todos que me acompanham um beijo especial.

Paulo
eterno inquieto

10/03/07

SURPRESSA BOA

Farei 40 anos no proximo dia 15 de Marco...os amigos do Brazil e o inefavel Caquinho juntaram-se e de surpresa trouxeram-me ate


ASPEN....


SOCOOOOOOOOOOOOOOOOORRRO ESTOU A ESQUIAR QUEM LORD VADER...
Quanto aos custos apenas posso aplicar o ditado baiano...."que interessa um peido, quando se esta todo cagado..."

06/03/07

Estamos cansados,o Outono esta a chegar


Pela primiera vez desde a abertura eu e o Caco vamos tirar uns dias de férias.

É surpresa,não sei para onde vou.Parto amanhã às 17h00...

É bom quebrar a rotina




Compadres MINI R e LUIS,pais do meu sobrinho Salvador,


Chegaram amigos de Lisboa.Trouxeram-me jornais e a revista Caras.

Não os li de imediato.

Sinto-me deliciosamente distante.Não me interessa particularmente as diatribes do Governo portugês.
No dia seguinte sentado na cagadeira,ou vaso, como é chamado aqui no Brasil, lá fui sabendo que o Paulinho das Feiras regressará a politica, que o ministro da saúde andava com problemas,enfim,mais do mesmo que fez o meu cotidiano de assessor de imprensa 11 penosos anos.
O Portas apesar de tudo diverte-me.É uma dramática.Autoritário,prepotente,rebitezo e preso num personagem que ele mesmo criou.Conehcendo-o doutras vidas sabemos o quanto é tristemente,dolorosamnete só, solitário,egocèntrico e precoce.... sei eu e sabemos muitos que tudo é planeado e meticulosamente estudado.Nada é espontâneo.


Quanto à revista Caras, passei a saber que uma surbubana qualquer matou o marido e está presa,tem um filho bixa escandalosa e o folhetim não acaba. Só não entendi quem foi que morreu.

Saidos do vaso regressessemos à vida real...

Joel Costa escreveu um livro sobre Sergio Varella Cid, Balada para Sérgio Varella Cid.
Vieram-me e à memória os meus tempos de infância em casa de seu tio, Constantino do mesmo nome,um sexagenário charmosissimo e requintadissimo,o primeiro gay que conheci na minha vida.
Tudo na casa dele me fascinava,as horas tardias das refeicões,os interminaveis jogos de cartas, os discos que só ele tinha, o primeiro cd que vi foi lá, e o Gilbert O' Sullivam que me emocionava tanto.Foi também com ele e com a sua Governanta Dona Helena que conheci as ilhas Berlengas, que toda a vida ficarão no meu coração.

Daqui um beijo ao senhor dr. Constantino Varella Cia.


O João Figueiredo é um grande pintor.
Vive com aquelas personagens que todos nos habituámos a ver nos bons museus da europa.Gosta como eu gosto da Jane Austen e do burgues -nobilitado gosto inglês(excepto da puta da Laura Asheley).

Que bom deve ser poder retocá-las,maquilhá-las e reinventá-las no tempo e no espaço.
vejam lá se não é lindo...
www.joaofigueiredo.com



Vi o Bush na TV,porra não há saco...

O IMPERIALISISMO UNILATERAL DE BUSH FOI UM DESASTRE,como o tempo demonstrou sem equivoco.Não tenho nada contra o povo americano,mas sim contra esta administração que se diverte a abrir caixas de pandora em todo o mundo sem a minima noção do que está a fazer.
O seu caracter conservador arrogante e prepotente, seu empenho na globalização neo-liberal,s ó aumentou a pobreza generalizada no mundo e uma criminalidade internacional nunca vistapara além do crescimento de uma economia paralelaque desgraça os Estados e os mais pobres.
As concepções geo-estratégicas globais são um erroEstá provado..Só o multilateralismo, e a ONU ou o que resta dela podem ser obreiros de alguma luz.Espero que a Presidencia portuguesa da U.E se possa capacitar do seu papel ,talvez histórico, de reforçar a aliança atlantica e ate 2008,altura em que desejamos o povo americano saiba escolher o trigo do joio e conjungando interesses trazer os EUA à mesa da gente civilizada e pensante,deste deprimido mas Velho Mundo,afinal antiguidade também pode ser sabedoria.

VOLTO EM BREVE PROMETTO

QUERIDO BLOG,
faz ja algum tempo que nao te escrevo.Vou emendar-me desse mal.Aqui no escritorio do restaurante tenho um computador com um teclado esqusito que no z,poe o y e vice-versa para grande desepero meu...a pontuacao é também infernal e por isso quando tenho vontade de escrever desepero-me nestas modernices...


O meu amigo dileto João Figueiredo mandou-me este texto bem a propósito.
Aqui na Bahia as febres estão em alta,embora sejam febres de verão.Ao que me dizem Lisboa vai pelo mesmo caminho mas com febres inevernosas...

de António Lobo Antunes Sátira aos homens, quando estão com gripe

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele.
Grito de medo, chamo a mulher,
Ai Lurdes, que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os Miúdos, fecha a janela.
Não quero canja, nem a salada,A
i Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se TU soubesses como me sinto,
Já vejo a morte, nunca te minto.
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos.
Vejo demónios nas suas Danças,
Tigres sem listras, bodes sem tranças,
Choros de coruja, risos de grilo,
Ai Lurdes, Lurdes, FICA comigo.
Não é o pingo duma torneira,
põe-me a santinha à cabeceira,
compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes, nem dás por nada!
Faz-me tisanas e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer.
Ai Lurdes, Lurdes, que vou morrer...

23/02/07

UM SENHOR TEXTO

Sessão Pública de Apresentação do Plano Nacional de Acção do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos – 2007

23 de Fevereiro de 2007.

Creio que todos e todas conhecem uma frase que se tornou comum no campo da luta contra o racismo e a xenofobia: não existe nenhum "problema judeu", como dizia Hitler, que precise ser compreendido e explicado. Existe sim um problema anti-semita, que precisa ser compreendido, explicado, e combatido. Raciocínio semelhante pode – e a meu ver, deve – ser aplicado à discriminação com base na orientação sexual. Não existe um "problema homossexual" que precise ser compreendido e explicado. Existe, sim, um problema de homofobia que precisa ser compreendido, explicado, e combatido.
A homofobia é uma estrutura de preconceito: ela é, por um lado, concretizada nas relações interpessoais e, por outro, em instituições, da família à lei. Abrange todas as formas de discriminação contra identidades e comportamentos que não encaixem numa visão normativa do género e da sexualidade (por uma questão de economia, não poderei aqui abordar as especificidades do preconceito contra as lésbicas e as pessoas transgénero, pelo que manterei o discurso a um nível mais geral e inclusivo. Mas gostaria de frisar que o evento de hoje acontece no primeiro aniversário do assassinato da transexual Gisberta Salce Júnior)
O combate à homofobia faz parte – deve fazer parte – de uma agenda anti-discriminatória onde se encontram em pé de igualdade racismo e xenofobia, e o sexismo. O que une estes três fenómenos? Une-os, em primeiro lugar, o facto de serem formas de discriminação que agem contra identidades que não resultam da escolha ou do comportamento dos discriminados (ninguém escolhe ser homossexual; mas a homossexualidade não é tão-pouco biologicamente determinada; resulta sim dos mesmos processos complexos, sem causalidade específica e sem margem de escolha, que levam alguém a ser heterossexual). E une-os, em segundo lugar, o facto de terem por detrás uma longa, violenta e vergonhosa história de opressão, repressão e violência.
A homofobia tem, todavia, algumas particularidades que tornam mais difícil o combate contra ela. Em primeiro lugar, a homofobia é uma espécie de sistema oculto dentro do
próprio sistema de género e do sexismo. O sistema que a teoria feminista apelidou de "patriarcal" não funcionaria se não tivesse, no seu núcleo duro, uma disposição homofóbica, um tabu contra a homossexualidade. Em segundo lugar, a identificação dos e das homossexuais nas interacções sociais é praticamente impossível. O sistema racista e o sistema sexista funcionam porque usam como elementos de classificação atributos do corpo que permitem estabelecer dicotomias relativamente fáceis: cor da pele e caracteres sexuais secundários. A homofobia, pelo contrário, funciona silenciando, pois a afirmação da homossexualidade precisa duma auto-identificação e duma apresentação de si (que se concretiza no coming out ou "sair do armário"). Em terceiro lugar, os sistemas racista e sexista foram (e são?) parte integrante de formas de organização social e de economia política mais gerais, abrangentes e visíveis – por exemplo a escravatura ou o colonialismo, por um lado, ou a família patriarcal e a subalternização das mulheres, por outro. Ao passo que o sistema homofóbico funcionou durante muito tempo através da ocultação e da remissão das pessoas para o silêncio em prisões, hospitais, asilos e exílios mais invisibilidade, menos potencial de identificação, e de mobilização social.
Estas diferenças fizeram com que a homossexualidade fosse abordada ora como pecado, ora como crime, ora como doença – ou mesmo uma mescla de todos. Isto é, a repressão da homossexualidade foi garantida através da sua definição como comportamento errado ou defeito congénito, retirando assim a milhões de mulheres e homens a possibilidade de se definirem identitariamente, como grupo ou classe sujeito de direitos. Dois problemas fundamentais colocavam-se – e ainda se colocam, e muito – aos e às homossexuais. Ao contrário da criança negra ou branca, que nasce para um grupo social e uma sociedade onde, bem ou mal, existe um espaço e uma definição quer para a sua identidade quer para o combate à discriminação que possa vir a sofrer, a criança que virá a ser homossexual nasce para um mundo onde não existe a possibilidade de ser. Um mundo onde a construção da sua identidade de género é também a construção de uma expectável e promovida heterossexualidade. Nem na família nuclear heterossexual, nem na escola, nem na rua, nem, até há pouco, nos media, ela encontrará modelos (menos ainda modelos positivos) que lhe digam que ela pode (no duplo sentido da palavra) ser assim. Mais - e este é o segundo problema: mesmo depois do longo e sofrido processo de descoberta, auto-conhecimento e assunção da sua orientação sexual, essa pessoa não pertencerá nem a uma categoria que se apresenta como "paritária"
(mulheres e homens), nem a uma categoria, digamos, "étnica", isto é, que pode reproduzir-se enquanto grupo. O destino homossexual é minoritário e não paritário; e não há reprodução geracional, tendo a memória da experiência da homofobia que ser constantemente lembrada e reconstruída.
Quais as características da experiência homossexual que advêm deste quadro? São sobretudo duas, a que podemos chamar a experiência do insulto e a invisibilidade. O primeiro confronto do futuro gay ou da futura lésbica é com o insulto, isto é, com o facto de que a homossexualidade lhe é apresentada como pecado, crime ou doença, como uma negatividade absoluta. E ao longo da sua vida confrontar-se-á ainda com a invisibilidade, com a sua não existência social, com o não reconhecimento. Talvez mais do que os milhares de homossexuais mortos nos campos de concentração nazi, ou encarcerados ao longo da história, ou torturados pela inquisição, ou metidos à força em hospitais psiquiátricos e submetidos a tratamentos de electrochoques, ou vivendo vidas escondidas, hipócritas, sofridas e carregadas de auto-ódio – talvez, dizia, o verdadeiro drama provocado pela homofobia seja o trabalho solitário de auto-descoberta e auto-afirmação de cada gay, de cada lésbica, de cada transgénero. Este trabalho é, sobretudo, um trabalho em torno do sentido do desejo, da sexualidade e da afectividade, elementos definidores da identificação homossexual e elementos centrais da homofobia e da sua assustadora capacidade de reprodução e sobrevivência.
Nos países ocidentais, e outros, onde a homossexualidade já não é crime (deixou de o ser em Portugal só em 1982), a situação mudou um pouco. Mudou, desde logo, como consequência lógica das transformações nas relações de género, família e casamento. A maior liberdade em termos de orientação sexual está intimamente ligada à maior igualdade entre homens e mulheres, à separação da sexualidade da reprodução e à democratização da família. Mas mudou também porque desde os anos setenta tem crescido um movimento social capaz de trazer a questão da homofobia para a praça pública, capaz de criar redes de apoio para suprir a falta de uma comunidade "natural" e potenciador da visibilização da experiência homossexual. O combate contra a discriminação homofóbica veio para ficar.
Mas como pode e deve ser combatida essa discriminação? Há dois planos a considerar. O primeiro é o daquilo que se convencionou chamar a "transformação das
mentalidades". O segundo é o das alterações legislativas que promovam e garantam a igualdade. A primeira estratégia visa combater as manifestações de homofobia, através de acções educativas e pedagógicas, quer no plano da educação sexual, quer no plano dos comportamentos cívicos. A segunda visa, sobretudo, conferir dignidade aos cidadãos e às cidadãs, através da igualdade. Há também que distinguir, sempre, entre os comportamentos dos indivíduos e das famílias e o comportamento do Estado. As acções imediatas e concretas de discriminação – na rua, na família, no trabalho, nos media – combatem-se pela repressão. São, por assim dizer, questões de polícia. Já as outras, as questões estruturais, de organização da sociedade, alteram-se pelas decisões legislativas do Estado. São, por assim dizer, questões de política.
Ora, como a homossexualidade tem como núcleo identificador a sexualidade e os afectos - e como a homofobia se reproduz nas estruturas de regulação da sexualidade, da conjugalidade, da família e do género - a acção política que melhor pode garantir o fim progressivo da homofobia é aquela que se centrar na democratização dessas estruturas. Não é por acaso que desde o início dos anos 90 do século xx, o movimento de defesa dos direitos dos homossexuais centra a sua acção na exigência da igualdade no acesso às formas legal e socialmente instituídas de regular a conjugalidade, a família e a reprodução. É aí que se joga o princípio liberal da igualdade: igualdade perante a lei, igual dignidade e respeito, na recusa da humilhação de um segmento da sociedade através da sua exclusão. A cidadania dos e das homossexuais joga-se justamente na igualdade de acesso às instituições que organizam e simbolizam a sexualidade, a conjugalidade e os afectos, áreas centrais da identidade homossexual e áreas privilegiadas de vigilância e ataque do preconceito sexista e homofóbico.
É neste momento claríssimo que este será o grande debate nos países desenvolvidos. As divisões começam a tornar claros os posicionamentos face à homofobia – o quanto se leva a sério ou não essa forma de discriminação, a última vertida em lei e sancionada pelo Estado. Três tendências surgem. A primeira, assente em visões mais radicais no espectro ideológico e no espectro feminista, recusa o casamento em si mesmo enquanto insituição patriarcal e prefere pensar na redefinição total das formas de união, quer para hetero, quer para homossexuais. É uma visão, digamos, utópica – no bom e no menos bom sentido da palavra. A segunda, assente numa reacção conservadora às exigências dos e das homossexuais, prefere optar por figuras como a União Civil Registada ou pelo
aprofundamento de uniões de facto ou por uma figura de casamento com outro nome ou específica para gays e lésbicas. É uma visão defensiva e conservadora. A primeira tem estado associada a alguns sectores de extrema-esquerda; a segunda tem como exemplo mais recente a posição do Partido Popular espanhol quando a igualdade de acesso ao casamento civil foi defendida – e implementada – por Zapatero. Mas há uma terceira via, que é a via propriamente liberal e democrática, e que consiste justamente no modelo espanhol. Terminando, assim, um percurso civilizacional que havia começado com a concessão do direito de voto às mulheres. É a via da igual dignidade e respeito através da igualdade na lei, e que, além da Espanha, triunfou já no Canadá, Massachusetts, Bélgica, Holanda e África do Sul. Não emite juízos de valor sobre o casamento ou sobre a escolha ou recusa do mesmo pelas pessoas; e não aceita a humilhação de soluções "de segunda". A meu ver, qualquer acção anti-discriminação no campo da orientação sexual tem pouca legitimidade para avançar enquanto o Estado continuar a discriminar na própria lei.
Não temos, pois, um problema homossexual. Como não temos um problema heterossexual. Temos, todas e todos, minoria e maioria, um problema social e institucional chamado homofobia. Estamos prontos para o combater com a mesma energia e determinação democrática com que combatemos o racismo, a xenofobia e o sexismo? Está o Estado pronto para o fazer? Pronto para reprimir os tipos de discriminação que são "assunto de polícia" sem antes resolver o "assunto de política" que é completar o projecto liberal moderno? Esperamos que sim, acreditamos que sim. Esperamo-lo 1 milhão de portugueses e portuguesas homossexuais e esperam-no 9 milhões de heterossexuais cuja democracia só estará completa quando a regra da maioria não significar a exclusão da minoria.

22/02/07

CONTRA-CULTURA?


Longe vai o tempo em que o movimento gay era Contra-cultura.Como grupo interessava-lhes o mundo e a sua azafama,tudo od que se movia e fazias move-lo.Eram geralmente urbanos,grandes artistas ou simples jornalitas contribuindo para um humanismo e para a crição .

Alan Horlinghurst,numa entrevista que deu em Portugal ao Jornal de Letras mostrou-se triste com o movimento gay dos dias de hoje.Carcterizou-o de intolerante,conservador,ignorante,egoista e hedonista.

Nunca se deve fazer generalizações,mas,a verdade é que esta geração é no minimo diferente.

No Brasil a tragédia aumenta dominada pelos ditactes da moda de Miami e de New York numa versão moche.Repetem-se os modelos,sem o glamour dos USA.Enfim,uma pobreza intelectual e cultural.



Li na Revista G,também ela moche,estas linhas que me fizeram pensar.Só não concordo que não se possa fazer nada sobre isso.


(...) um amigo meu mudou-se para Frankfurt há cerca de um ano, não nos vimos durante vários meses até que finalmente ele decidiu vir visitar-me em Berlim. Fiquei muito feliz, o recebi em casa e pensei em vários programas legais para fazermos juntos com nossos outros amigos em comum. Mas, no fim, percebi que ele só veio para visitar os clubes de sexo de Berlim... Ou seja, ele sentia falta da cena sexual e não dos seus amigos. Ficamos todos chateados com ele, mas esse parece ser o caminho da diversão para os gays. O sexo sempre vem primeiro. E não há nada que você possa fazer sobre isso. (...)"(Depoimentos de Marcel Schlutt, ator pornô alemão, em entrevista à G Magazine) .
De louco,todos temos um pouco...
Sou sempre o mais descarado,o mais feio,o mais desiqueilibrado e consequentemente o mais depressivo.Isso alivia-os e impede-os de se avaliarem e de se olharem.
A maioria das pessoas que conheço,tem um opinião distorcida sobre si mesmo e a sua conduta...enfim
não toco a minha lucidez e locura por nemhuma das vossas estaveis mentes...

21/02/07

As cinzas e a morte sao parte da vida

Depois de um extenuante Carnaval na Bahia,onde o sexo,motiva,esgota e impera lembrei-me destes textos.



O amor de Deus: agape e eros
A palavra agape, muitas vezes presente no Novo Testamento, indica o amor oblativo de quem procura exclusivamente o bem do próximo; a palavra eros denota, ao contrário, o amor de quem deseja possuir o que lhe falta e anseia pela união com o amado. O amor com o qual Deus nos circunda é sem dúvida agape. De facto, pode o homem dar a Deus algo de bom que Ele já não possua? Tudo o que a criatura humana é e possui é dom divino: é portanto a criatura que tem necessidade de Deus em tudo. Mas o amor de Deus é também eros. No Antigo Testamento o Criador do universo mostra para com o povo que escolheu uma predilecção que transcende qualquer motivação humana. O profeta Oseias expressa esta paixão divina com imagens audazes, como a do amor de um homem por uma mulher adúltera (cf. 3, 1-3); Ezequiel, por seu lado, falando do relacionamento de Deus com o povo de Israel, não receia utilizar uma linguagem fervorosa e apaixonada (cf. 16, 1-22). Estes textos bíblicos indicam que o eros faz parte do próprio coração de Deus: o Omnipotente aguarda o «sim» das suas criaturas como um jovem esposo o da sua esposa. Infelizmente desde as suas origens a humanidade, seduzida pelas mentiras do Maligno, fechou-se ao amor de Deus, na ilusão de uma impossível auto-suficiência (cf. Gn 3, 1-7). Fechando-se em si mesmo, Adão afastou-se daquela fonte de vida que é o próprio Deus, e tornou-se o primeiro daqueles «que, pelo temor da morte, estavam toda a vida sujeitos à escravidão» (Hb 2, 15). Deus, contudo, não se deu por vencido, aliás o «não» do homem foi como que o estímulo decisivo que o levou a manifestar o seu amor em toda a sua força redentora

penitentiagite

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos Apostólico Romano recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e quatro dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda semJejum é uma palavra usada de formas variadas quando alguém opta por diminuir sua dieta alimentícia o mais próximo do zero, idealmente atingindo o zero, por um período de tempo, geralmente pré-determinado. Existem diversos motivos que levam uma pessoa a fazer jejum, como a greve de fome política, jogos de desafio, vaidade para com o corpo...

13/02/07

A GORDUROSA


A GORDUROSA...

Capitulo dois,



A pele de Bertha estava sedosa e brilhante apos um dia de descanso.

Sua amiga Helena Rubinstein nunca lhe faltava.

Foi a paquerada da noite de danca.Todos queriam cheirar sua cutis,todôs a desejavam.

Na manha seguinte Bertha acordou e de novo sentiu as dores no corpo.

-amldita feiticeira-exclamou.

Convulsoes e mais convulsoes.

As unhas recolhem,o cabelo espiga e ei-la de novo ao volante transformando-se na Gordurosa, um monstro de forca e de trabalho bracal,de pano na cabeca e colher de pau na mao.

Entrou na cozinha onde fumegava o bacalhau.O ar exalava aquele cheiro caracteristico e sedutor.

O corpo da Gordurosa estava rubusto as pernas cehias de pelosidades.

Gordurosa era uma forca da natureza.

Fez bacalhau com natas, fez 40almocos,cozeu polvo,cozeu lulas,arroz,batatas,massa,brocolos,lavou alfaces,supirou,disse asneiras,lavou frigideiras...

 medida que avancava o dia, a gordurosa ia perdendo enregia.O cabelo cada vez mennos espigado .Era o sinal que Bertha Palhava estava prestes a chegar...

O grande dilema era o encontro falhado.Sera que sua paquera esperaria por ela ou que o fogao lhe retirva todas as liberdades de movimento?

Estaria o seu feitico a torana-la frigida.

So tinha uma solucao.Consultar Glorita Salome,medium,vidente e grande seguidora do mundo arabe...masculino...

Telefonou-lhe....



continua no proximo capitulo

12/02/07

A VER A BANDA PASSAR


Segunda-feira,dia de descanso.



O domingo é duro na GULA SANTA.É o final de uma semana e de um fim de semana muito trabalhoso.

Depois de servirmos bacalhau até quase oa final da tarde,fechamos a porta tomamos um banho e vamos dançar.

Dançar faz parte da Bahia.Em cada esquina há uma casa para beber...e... dançar.

Ontem fomos ao Originallys e depois à lavagem do beco da viadagem,o becco da Off.

Dançamos,divertimo-nos até às 4 horas.Regressámos a casa bem dispostos.




Em fevereiro,tem carnavla,tem carnaval,



ele está ai à porta.Começa na 5ª feira até quarta-feira de cinzas ao meio-dia.

De dia e de noite dança-se regados por carros de bombeiros,bebe-se e me pleno andamenteo se retira o material para fora e se mija.

Emfin associado ao carnaval vem também associado os litros de chi chi,para ser educado.

Se não bebessem tanta cerveja e não mijassem tanto ,morreriam muito mais.

As classes elegantes ou mais endinheiradas viajam:-umas para outras zonas do estado,as mais ricas para o exterior.


Por mim vou para o Carnaval.



Doris chegou da viagem,

veio com febre mas esta melhor.

Esperamos que se recomponha.



O Terreiro está em ebulição com o cranavla.O grupo de percurssaõ Bankoma vai desfilar e cantar na vaenida o que é muito gratificante para uma comunidade negra e muito pobre como é a de Portão.

Todos os anos falta o dinheiro,todos prometem e ninguém dá...luta-se mas, com a juada dos orixás tudo estará a postos em cima do Trio eléctrico.
Gravaram um disco,que não faz jus à sua qualidade(cheio de desafinações dissonantes),mas é um primeiro passo de gigante para esta pequena comunidade.

10/02/07

TENTEI

TU NAO SABES QUE TUDO SE REMEDEIA
MENOS A TEIA ONDE A ARANHA APANHA

TU NAO SABES PORQUE PERDESTE
O NORTE NORDESTE
TU NAO SABES QUE TE QUEREMOS
E QUE MUITO FAZEMOS
PARA QUE TE SINTAS BEM

TU NAO SABES QUE NAO SE DEITAM FORA
OS BOLOS DE AMORA
LAGRIMAS E RISOS VELHOS

FICA NA TUA PORTA
FICA NA TUA PORTA
MAS NAO FINJAS QUE SOU EU
QUEM TE ENEGRECEU O CEU
QUEM TE DEU AS DORES
DE MUDAR DE ARES...

10 MINUTOS DE FAMA...

100% celebridade

No Brasil todos sonham em ter um momento de notoriedade.Serem reconhecidos ma rua por qualquer feito.Creio que se passa o mesmo em todo o mundo capitalista, aqui apenas sâo desvalorizados os meios...para chegar lá.Qualquer um serve

Burburinho no restaurante porque estava para chegar a Sheila Carvalho.
Perguntam-me voces,quem é Sheila Carvalho?

Pois é uma gostosa da quarta geracao de bailarinas de um cantor pimba chamado TCHAN.
A unica coisa que a moca tem é um valente bundão que abana com mestria.
Pois é publicamente reconhecida e tem direto a tratamento Vip onde quer que va.
Os protagonistas do Big Brother Brasil,se nào tiverem outra chance,tornam-se actores pornograficos com o mesmo sucesso e a mesma notoriedade... .


Os restaurantes valorizados são os que são frequentados por estrelas da Globo,essas sim donas de toda a notoriedade e favorecimento a um ponto inenarravel.
As historias das novelas povoam a cabeca deste maravilhososo povo que me acolheu e impede-o de crescer em cidadania e urbanidade.
A cultura afro vai sendo sugada e explorada comercialmente por todo e qualquer cantor que saiba dar um dó, rè, mi,sob capa de movimento libertador.
A verdadeira cultura afro é preservada e mantida nos terreiros de Candomblé onde os valores da solidariedade e ajuda comunitaria sao envidenciados...e passados orlamente e pelo exemplo.
Os brancos estão de fora,acham



Berta Palhavã,


Levanta-se de manhã, passa os cremes da Helena Rubinstein,veste as camisas e calcas de linho e dirige-se ao salão onde toma o café da manhã.?E servida pela governanta com pe de elefante.
Come saudavelmente,torradas,sumos,queijo fresco,e cafe.Lê o jornal e ouve o Paganini para Violino número 5.
10 minutos depois entra no carro.
Aperta o botão.
Kraus entoa "...Parigi oh cara..." e o carro como que incendiado, ganha asas e voa subindo a mais de 800.000 rotacoes por minuto.Tudo esta num turbilhão imenso,as roupas rasgam-se,as unhas recolhem,o cabelo encolhe...a trasnformacão está consumada:
Ei-la de avental, bata de flores e pano na cabeca,pronta para encarar mais um dia da sua
super aventura:A GORDUROSA.





Paizinho,


Comemorou 74 anos no dia 4 de Fevreiro.Nestes dias tenho muita pena de não estar ao pé deles.
Foram almocar ao andorinhas... que ela lhe traga muitas primaveras.

Parabéns.



Julieta,

a rainha da carraca.Esta cheia delas.Todo o dia é preciso descparasitar,mas esta mais crescida e feliz.

07/02/07





O reporter Barbosa é um artista, ora vejam lá este texto assinado...pelo próprio




Gula Santa Gastronomia ®


«Existem mil maneiras de confeccionar bacalhau», dizem os portugueses. Eis uma máxima que agora pode ser comprovada nas mesas do Gula Santa Gastronomia ®, o mais novo restaurante de Villas do Atlantico. De raiz europeia, o chef Paulo Lagarto recorre à tradição dos grandes mosteiros medievais de Portugal e aos ensinamentos da tradiçao culinária portuguesa para recriar as suas iguarias.
Todos os pratos são elaboradas de acordo com as receitas ancestrais originais, respeitando os tempos lentos e os modos de preparo e utilizando, somente, produtos naturais, sem aditivos químicos.
O rei da casa é o bacalhau, que vem importado diretamente do Mar do Norte onde é preparado, com base nas milenares receitas árabes da «salmoura», logo no momento da captura, mantendo assim todo o seu sabor. Depois, já na cozinha da Gula Santa Gastronomia ® os pratos são confeccionados, prioritariamente, em tachos de cobre, com utensílios de madeira, envelhecidos pelo tempo e pelo labor, e almofarizes de madeira de porcelana, utilizados para criar os temperos e os molhos.
Para a excelência de iguarias, como o «Bacalhau com Todos» (na foto), em muito contribui o rigor absoluto colocado nas dosagens, na hierarquia e sequência da cozedura dos ingredientes.
Na cozinha do Gula Santa Gastronomia ®, o chef Paulo Lagarto dirige uma equipa de cozinheiros que respeita integralmente os tempos necessários nas diversas fases de preparação. «Não são utilizadas bases pré-preparadas, polpas ou temperos com tratamento industrializado ou químico. A frescura dos ingredientes (90% das matérias primas são brasileiras e de preferência bahianas, adquiridas diretamente aos produtores) e a lentidão da confecção garantem a qualidade do prato apresentado ao cliente», admite aquele chef português.
Assim sendo, não deixe de bater à porta do restaurante Gula Santa Gastronomia ®, que abre suas portas, de terça a domingo, das 11h30 às 22h00, só para melhor o servir. O restaurante oferece os célebres cardápios festivos, que incluem entre outras iguarias: o «Bacalhau Espiritual», o «Bacalhau à Gomes de Sá», o «Bacalhau Gula Santa», o «Bacalhau D. Paulo», o «Bacalhau Comunista», o «Bacalhau da Marquesa», o Filé Wellington, e as tradicionais sobremesas, como o «Arroz Doce do Abade Barbosa», a Mousse La Negresse de chocolate suíço meio-amargo, a Mousse Mont-Blanc, a «Torta de Limão Santa Rosa», ou os «Suspiros de Santa Teresa», sem esquecer o príncipe perfeito: «Pastelinho de Belém»®.
Eis a Gula Santa Gastronomia ®: um mundo de saborosas iguarias, à sua espera em Villas do Atlântico.










Fogo no fogão...






O bacalhau estava pronto e colocado na assadeira de barro.Foi colocado em forno alto como manda a tradição.


De repente abrem-se as portas do forno e surgem labaredas fortes amareladas...tinha-se entornado o azeite que se incendiou....Paulo e vera combatem-no com panos encharcados e extintor, Dóris entra a cozinha olha de relance e ...
como tinha clientes na sala limitou-se a fechar a porta da cozinha...e os outros lá apagaram o fogo... como puderam e São Marçal ajudou.




Dóris,




Foi à Suiça visitar a Duquesa de Montemuro que teve um achaque.


Estão so dois melhores e com saudades do calor da Bahia.


Esperamo-lo remoçado.
A minha mãe sempre me ensinou que para tiraramos a fala a alguém isso deve ser grave e praticamente irreversível...o gelo arrefecerá.








Originallys,






Depois de muito bacalhuar no domingo passado, deciidmos fechar às 19h00.Fomos dançar.
Saudades da dança e da paquera que so o povão sabe fazer.Dançamos abraçados e divertimo-nos.A outra não pareciou.








Rosarinho Aragão,


Veio ,viu e venceu.
Não quis ficar.Tivemos pena.
Ajudou-nos muito a compreender alguns dos pontos básicos de organização de cozinha.é um bom amigo.






Berta Palhavã,


é a nova protagonista da novela "A Gordurosa" histórias de uma familia rica e nobre que de repente se vê envolvida em tráfico de pasteis de bacalhau para sobreviver na Brandoa....Daremos novidades em breve.








CACO,


De quem eu gosto nem às paredes confesso.








NOVO ANO ESCOLAR
A escola começou e tudo volta à rotina das crianças.


Zitinha tem corpo de mulher, as hormonas aos pulos e acha-se o suprasumo da barbatana.Só pensa em beijar,beijar,beijar,beijar.

Ela é o máximo e os outros são uns toscos.

Irresponsável,bonita e charmosa tem preferência por utilizar aquelas saias que na verdade são um cinto..com um gosto meiO moche abrasileirado.


O TecO é um grunhuizto com o cabelo enorme, não gosta de se lavar e tem uma tendência para asneirola 100 por cento do dia.Para ele, a idumentária resume-se a c alções de surfista e t-shirts com uns ténis desproporcionalmente grandes.

Voltaram à escola..ao colégio mendel que,como tudo aqui, apresenta-se com uma demagogia psicopedagócia.Não há cú.



Noticias da metróploe,


Tenho saudades,escrevam-me.